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	<title>Printec Comunicação</title>
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	<description>Assessoria em comunicação corporativa</description>
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		<title>Luis Eduardo Matta ministra palestra na Academia Brasileira de Literatura</title>
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		<pubDate>Fri, 18 May 2012 14:32:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Betânia</dc:creator>
				<category><![CDATA[Primavera Editorial]]></category>
		<category><![CDATA[Academia Brasileira de Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Luis Eduardo Matta]]></category>

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		<description><![CDATA[O escritor carioca Luis Eduardo Matta, um dos expoentes brasileiros do romance de suspense, foi convidado pela Academia Brasileira de Literatura a ministrar uma palestra sobre literatura juvenil e a formação de leitores. A palestra é gratuita e acontece na próxima terça-feira, 22 de maio, às 16 horas, na Rua Teixeira de Freitas, 5, 3º [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.printeccomunicacao.com.br/wp-content/uploads/2012/05/1LuisEduardo.png"><img class=" wp-image-17640 alignright" title="1LuisEduardo" src="http://www.printeccomunicacao.com.br/wp-content/uploads/2012/05/1LuisEduardo.png" alt="" width="435" height="214" /></a><strong><em>O escritor carioca Luis Eduardo Matta, um dos expoentes brasileiros do romance de suspense, foi convidado pela Academia Brasileira de Literatura a ministrar uma palestra sobre literatura juvenil e a formação de leitores. A palestra é gratuita e acontece na próxima terça-feira, 22 de maio, às 16 horas, na Rua Teixeira de Freitas, 5, 3º andar, no Rio de Janeiro.</em></strong></p>
<p><em></em><strong><em>São Paulo, 18 de maio de 2012</em></strong><strong> – </strong>Entre os muitos desafios da literatura, um dos mais importantes é divertir o leitor. Mas, como associar o hábito da leitura ao prazer, em especial entre as novas gerações? A formação de leitores é, sem sombra de dúvida, item indispensável na agenda de qualquer país que almeje um grau aceitável de desenvolvimento, de inclusão social e de sustentabilidade – sobretudo em uma época cujo principal capital é o domínio da informação e do conhecimento. Para abordar o tema “Literatura juvenil e a formação de novos leitores”, a Academia Brasileira de Literatura convidou o escritor carioca Luis Eduardo Matta. A palestra é gratuita e acontece na próxima terça-feira, 22 de maio, às 16 horas, na sede da entidade. A Academia Brasileira de Literatura fica na Rua Teixeira de Freitas, 5, 3º andar, Glória, no Rio de Janeiro.</p>
<p>“Costumo dizer que de nada adianta manter um aluno em uma escola se ele não tiver fluência no ato de ler. Assim como o professor é a base de todas as profissões – pelo menos das que não prescindem de alguma formação curricular – a leitura é a base de qualquer aprendizado, mesmo o de matérias como a matemática, pois as teorias e explicações sobre cálculos, teoremas e equações estão descritas textualmente nos livros e apostilas. Alguém com baixa capacidade de absorção e interpretação de textos, portanto, terá enorme dificuldade de ir adiante em todas as disciplinas. Esse aluno correrá o risco de chegar às portas do vestibular com uma formação deficiente e com graves lacunas no conhecimento necessário para uma vida profissional satisfatória”, defende o escritor.</p>
<p>Com a experiência de palestrar sobre os seus livros em escolas de todo o Brasil, Luis Eduardo Matta afirma que a leitura fluente é algo que se adquire na prática. “É claro que o aprendizado de gramática é importante, mas é a leitura regular que cria em nós a familiaridade com a palavra escrita em sua norma culta, tornando-nos aptos a imergir em qualquer texto. A leitura regular só se sedimenta se for fundamentalmente um ato prazeroso. É o gosto pela leitura que faz o leitor. Eis o grande desafio de professores e, em especial, os de literatura – sobretudo em tempos onde os sedutores apelos tecnológicos e audiovisuais estão por toda parte. É um grande desafio despertar esse gosto nos alunos, sobretudo nos adolescentes, época em que é decisiva a opção ou não pela leitura”, finaliza.</p>
<p><strong>Luis Eduardo Matta</strong></p>
<p>Considerado um dos expoentes brasileiros do <em>thriller</em>, Luis Eduardo Matta é um dos convidados do ciclo <em>Literatura Policial Brasileira</em> e deve ministrar a aula em 26 de abril. O escritor iniciou a carreira literária em 1993, aos 18 anos, com a publicação do livro Conexão Beirute-Teeran (Editora Chamaeleon), um <em>thriller</em> com nuances policiais, ambientado no pós-guerra do Líbano. A decisão de assumir por ofício a escrita pelo viés ficcional resultou na publicação das obras <em>“</em>Ira implacável: indícios de uma conspiração”<em> (Razão Cultural Editora)</em>; “120 horas” (Editora Planeta); “Morte no Colégio” (Editora Ática); “Roubo no Paço Imperial”<em> (Editora Ática)</em>; “O rubi do Planalto Central”<em> (Editora Ática); “</em>O dia seguinte<em>” (Escrita Fina); e </em>“O véu”<em> (Primavera Editorial). </em>Com abordagem contemporânea e estilo ágil, sutil e refinado, Matta confere ao <em>thriller</em> uma fisionomia brasileira sem despojá-lo das características fundamentais do gênero universal.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><span style="text-decoration: underline;">AGENDA</span></strong></p>
<p><strong>Palestra:</strong> “Literatura juvenil e a formação de novos leitores”</p>
<p><strong>Data: </strong>22 de maio</p>
<p><strong>Horário: </strong>16 horas</p>
<p><strong>Local: </strong>Academia Brasileira de Literatura (<em>Rua Teixeira de Freitas, 5 . 3º andar . Glória . Rio de Janeiro</em>)</p>
<div></div>
<div><strong>PRIMAVERA EDITORIAL</strong></div>
<p>Com a proposta de ser uma “butique de livros”, a Primavera Editorial estimula o hábito da leitura com conteúdos prazerosos, inteligentes e instrutivos. Investir em novos autores nacionais e estrangeiros tem sido uma das estratégias adotadas pela editora. Com diferentes linhas editoriais como romances históricos e sociais, ficção brasileira e estrangeira e policiais, as obras editadas são associadas à inovação e ao pioneirismo dos conteúdos, além da qualidade da produção gráfica.</p>
<p>As obras de ficção oferecem a possibilidade de “viver emoções” que não fazem parte do “enredo” cotidiano dos leitores; os livros publicados pelos selos EDU, BIZ e PSI são instrumentos de aprimoramento pessoal e profissional. A Primavera Editorial é presidida por Lourdes Magalhães.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>MAIS INFORMAÇÕES PARA A IMPRENSA:</strong></p>
<p>Printec Comunicação <a href="http://www.printeccomunicacao.com.br">www.printeccomunicacao.com.br</a></p>
<p>Betânia Lins betania.lins@printeccomunicacao.com.br</p>
<p>Vanessa Giacometti de Godoy vanessa.godoy@printeccomunicacao.com.br</p>
<p>Tel:  (11) 5182-1806 // Fax: (11) 5183-2233</p>
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		<title>Vila Equilíbrio . 17 de maio de 2012</title>
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		<pubDate>Thu, 17 May 2012 18:09:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Betânia</dc:creator>
				<category><![CDATA[Shopper Experience na imprensa]]></category>

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		<description><![CDATA[]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.printeccomunicacao.com.br/wp-content/uploads/2012/05/5Shopper_VilaEquilibrio.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-17634" title="5Shopper_VilaEquilibrio" src="http://www.printeccomunicacao.com.br/wp-content/uploads/2012/05/5Shopper_VilaEquilibrio.jpg" alt="" width="993" height="1580" /></a></p>
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		<title>Consumidor Moderno . Maio de 2012</title>
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		<pubDate>Thu, 17 May 2012 18:06:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Betânia</dc:creator>
				<category><![CDATA[Shopper Experience na imprensa]]></category>

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		<description><![CDATA[]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.printeccomunicacao.com.br/wp-content/uploads/2012/05/5Shopper_Mais1.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-17623" title="5Shopper_Mais1" src="http://www.printeccomunicacao.com.br/wp-content/uploads/2012/05/5Shopper_Mais1.jpg" alt="" width="950" height="1215" /></a><a href="http://www.printeccomunicacao.com.br/wp-content/uploads/2012/05/5Shopper_Mais2.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-17624" title="5Shopper_Mais2" src="http://www.printeccomunicacao.com.br/wp-content/uploads/2012/05/5Shopper_Mais2.jpg" alt="" width="950" height="1250" /></a><a href="http://www.printeccomunicacao.com.br/wp-content/uploads/2012/05/5Shopper_Mais3.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-17625" title="5Shopper_Mais3" src="http://www.printeccomunicacao.com.br/wp-content/uploads/2012/05/5Shopper_Mais3.jpg" alt="" width="950" height="1250" /></a></p>
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		<title>Caderno W . 17 de maio de 2012</title>
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		<pubDate>Thu, 17 May 2012 17:56:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Betânia</dc:creator>
				<category><![CDATA[Press Releases]]></category>

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		<description><![CDATA[]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.printeccomunicacao.com.br/wp-content/uploads/2012/05/5Primavera_CadernoW.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-17592" title="5Primavera_CadernoW" src="http://www.printeccomunicacao.com.br/wp-content/uploads/2012/05/5Primavera_CadernoW.jpg" alt="" width="984" height="1031" /></a></p>
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		<title>Afinal, o que é experiência emocional em Psicanálise?</title>
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		<pubDate>Thu, 17 May 2012 15:54:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Betânia</dc:creator>
				<category><![CDATA[Primavera Editorial]]></category>

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		<description><![CDATA[O novo livro do selo PSI da Primavera Editorial – “Afinal, o que é experiência emocional em Psicanálise?” – é uma coletânea de artigos desenvolvidos por um grupo de psicanalistas da Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo (SBPSP) que têm como fio condutor a obra de Wilfred Bion. Organizada por Cecil José Rezze, Evelise [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://www.printeccomunicacao.com.br/wp-content/uploads/2012/05/5Imagem_Afinal.png"><img class="aligncenter  wp-image-17584" title="5Imagem_Afinal" src="http://www.printeccomunicacao.com.br/wp-content/uploads/2012/05/5Imagem_Afinal.png" alt="" width="584" height="369" /></a></p>
<p><strong><em>O novo livro do selo PSI da Primavera Editorial – “Afinal, o que é experiência emocional em Psicanálise?” – é uma coletânea de artigos desenvolvidos por um grupo de psicanalistas da Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo (SBPSP) que têm como fio condutor a obra de Wilfred Bion. Organizada por Cecil José Rezze, Evelise de Souza Marra e Marta Petricciani, a obra traz trabalhos que foram destaque na IV Jornada de Psicanálise-Bion, em 2011.</em></strong></p>
<p><em></em><strong><em>São Paulo, 17 de maio de 2012 –</em></strong> Um Wilfred Bion que se empenhou em investigar o desenvolvimento do pensamento; as evoluções entre o “conhecer e ser” na experiência psicanalítica; e as possíveis realizações clínicas é o fio condutor dos artigos que compõem o livro <em>Afinal, o que é experiência emocional em Psicanálise?, </em>nova obra do selo PSI, lançada pela Primavera Editorial. Organizado por Cecil José Rezze, Evelise de Souza Marra e Marta Petricciani, o livro traz artigos assinados por membros efetivos da Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo: Alicia Beatriz Dorado de Lisondo, Cecil José Rezze, Celso Antonio Vieira de Camargo, Darcy Antonio Portolese, Deocleciano Bendocchi Alves, Evelise de Souza Marra, João Carlos Braga, Luiz Carlos U. Junqueira Filho, Marta Petricciani, Miguel Marques, Paulo Cesar Sandler e Roosevelt M. S. Cassorla.</p>
<p>Elaborado a partir de <em>papers</em> apresentados na IV Jornada de Psicanálise-Bion, evento organizado pela Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo (SBPSP) em 2011, o livro <em>Afinal, o que é experiência emocional em Psicanálise?, </em>trata, em particular, da necessidade essencial de que haja envolvimento pessoal do analista em seu trabalho, com uma participação ativa na feitura da experiência emocional presente. De acordo com o psicanalista Antonio Carlos Eva, “é dentro desta experiência envolvente, que participa do campo psicanalítico; esta é sem dúvida uma contribuição fundante de Bion e que deixou repercussões fortes e essenciais no grupo de autores desta obra”. Enquanto o impulso inato e precípuo do ser humano ao conhecimento tornou-se uma descoberta importante de Melanie Klein, Wilfred Bion colaborou com uma consistente  reflexão sobre o impacto mental da qualidade emocional do conhecimento. Esse conceito, como fio condutor, atravessa a obra de Bion e se revela precioso não apenas para aqueles que se ocupam com a idade evolutiva, mas com pacientes adultos.</p>
<p>O livro lançado pela Primavera Editorial integra o selo PSI, dedicado à publicação de obras técnicas que oferecem aos leitores – das áreas de Psicologia e Psicanálise – a possibilidade de crescimento, reflexão e aprendizado continuado.</p>
<div><strong>TRECHOS DO LIVRO</strong></div>
<p><strong>Introdução . Afinal, o que é experiência emocional em Psicanálise?</strong></p>
<p><strong><em>Evelise de Souza Marra</em></strong></p>
<p>Membro efetivo e analista didata da Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo.  <em></em></p>
<p><strong><em> </em>Página 3</strong></p>
<p>(…) <em>“</em><em>Levamos ao leitor uma amostra deste fluxo, que vai da “conversa“ na sala de análise às elaborações, por vezes expressas em termos coloquiais, outras vezes em termos bastante sofisticados, dos colegas que encararam a pergunta de o que, no vértice “bioniano”, é para cada um deles, experiência emocional no trabalho analítico. Esperamos que a experiência emocional do leitor com estes textos resulte em um aprender propício ao crescimento mental dos interessados em Psicanálise.</em><em>”</em></p>
<p><em> </em></p>
<p><strong>As experiências emocionais nas diferentes transformações e o contato com a realidade</strong></p>
<p><strong><em>Alicia Beatriz Dorado de Lisondo</em></strong></p>
<p>Membro efetivo da Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo, analista didata e psicanalista de crianças e adolescentes.</p>
<p><strong>Página 9</strong></p>
<p><strong>(…) “</strong><em>Bion nos legou o valor das emoções como pedra fundamental da vida mental. Elas são as responsáveis pela gênese do sentido, da significação e do pensamento, mas também da loucura.”</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Experiência emocional: um olhar diferente</strong></p>
<p><em>Cecil José Rezze</em></p>
<p>Membro efetivo e analista didata da Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo.  <em></em></p>
<p><strong>Página 49</strong></p>
<p>(…) “<em>Se examinarmos um menino aprendendo a andar, consideramos a experiência de aprender como sendo possível, quando os elementos a atuam permitindo que o aprendido seja relegado ao inconsciente e, portanto, permitindo a automatização da atividade.</em>”</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Do aprender com a experiência ao contato psíquico genuíno</strong></p>
<p><strong><em>Celso Antonio Vieira de Camargo</em></strong></p>
<p>Membro associado da Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo.</p>
<p><strong>Página 65</strong></p>
<p>(…) “<em>Portanto, parece-me que Bion considera que estamos constantemente passando por experiências emocionais. Tanto no contato que temos com outras pessoas, quanto no contato que temos conosco.</em>”</p>
<p><strong>A experiência emocional: uma incógnita à procura de um sentido</strong></p>
<p><strong><em>Darcy Antonio Portolese</em></strong></p>
<p>Membro efetivo e analista didata da Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo.</p>
<p><strong>Página 101</strong></p>
<p>(…) <em>“Estas experiências emocionais por outro lado não serão os elementos do saber, mas um meio de criar uma aproximação com o outro e estabelecer uma experiência em comum.”</em></p>
<p><strong>A tessitura de uma experiência II. </strong><strong>Pentimento.</strong></p>
<p><strong><em>Decocleciano Bendocchi Alves</em></strong></p>
<p>Membro efetivo e analista didata da Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo.</p>
<p><strong>Página 111</strong></p>
<p>(…) “<em>A observação mais apurada dos fenômenos mentais, demonstra-nos que a todo momento estamos criando a vida em nós. Para estar consistente e existir, estamos em mudança permanente. Mudar é amadurecer e amadurecer é criar-se a si próprio, incessantemente, em um espaço dramático na qual a mudança é possível.</em>”</p>
<p><strong>Afinal, como apreendo o uso por Bion do conceito Experiência Emocional?</strong></p>
<p><strong>João Carlos Braga</strong></p>
<p>Membro efetivo e analista didata da Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo.</p>
<p><strong>Página 121</strong></p>
<p>(…) “<em>Para se ter acesso à dimensão alucinatória, o analista passa a necessitar de sua própria capacidade para alucinar. Sendo a transformação pelo mesmo meio, é possível intuir pensamentos envolvidos pela camada alucinatória.”</em></p>
<p><strong><em> </em></strong><strong>Sobre a evolução: inocência </strong><strong>è</strong><strong> malícia </strong><strong>è</strong><strong> maldade ou altruísmo</strong></p>
<p><strong><em>Luiz Carlos U. Junqueira Filho</em></strong></p>
<p>Membro efetivo e analista didata da Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo.</p>
<p><strong>Páginas 132 e 133</strong></p>
<p>(…)<em> “Resolvido a produzir algo singelo, logo percebi que, sem malícia o ser humano estará condenado a uma eterna e aprisionante inocência. Por outro lado, uma vez que se aprenda a manejar a malícia isto, é claro, tanto poderá ser usado para o bem quanto para o mal.”</em></p>
<p><strong>Dimensões díspares na experiência emocional: O Que foi, hein? </strong><strong>ß</strong><strong>à</strong><strong> </strong><strong>Eu me torno tu permanecendo eu</strong></p>
<p><strong><em>Miguel Marques</em></strong></p>
<p>Membro efetivo da Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo.</p>
<p><strong>Página 143</strong></p>
<p>(…)<em> “De fato construímos e traduzimos um mundo a partir de amostras coletadas no domínio sensorial/ultrassensorial/infrassensorial e não temos nenhuma clareza se a representação que alcançamos é uma construção/tradução/transformação que está muito afastada do original.”</em></p>
<p><em> </em><strong>Experiência emocional</strong></p>
<p><em>Paulo Cesar Sandler</em></p>
<p>Membro efetivo e analista didata da Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo.</p>
<p><strong>Páginas 175</strong></p>
<p>(…)<em> “Caso se admita que psicose é um evento sempre presente na mente das pessoas, o assinalamento de Bion será útil em toda e qualquer psicanálise.”</em></p>
<p><strong>Sonho sem sombras e sombrações </strong><strong> </strong><strong>não sonhadas: reflexões sobre experiência emocional</strong></p>
<p><strong><em>Roosevelt M. S. Carssola</em></strong></p>
<p>Membro efetivo e analista didata da Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo e do Grupo de Estudos Psicanalíticos de Campinas.</p>
<p><strong>Páginas 219 e 220 </strong><strong></strong></p>
<p>(…)<em> “Penso que o fato de as experiências emocionais não terem sido sonhadas não implica que não foram registradas Esse registro é vivenciado como traumático.”</em></p>
<p><strong>FICHA TÉCNICA</strong></p>
<p><strong>Categoria:</strong> Psicologia</p>
<p><strong>Formato:</strong> 13 x 18 cm</p>
<p><strong>Páginas:</strong> 236</p>
<p><strong>Acabamento:</strong> brochura</p>
<p><strong>ISBN</strong><strong>:</strong><strong> </strong> 978-85- 61977- 36-8</p>
<p><strong>Preço sugerido:</strong> R$ 38</p>
<div><strong>PRIMAVERA EDITORIAL</strong></div>
<p>Com a proposta de ser uma “butique de livros”, a Primavera Editorial estimula o hábito da leitura com conteúdos prazerosos, inteligentes e instrutivos. Investir em novos autores nacionais e estrangeiros tem sido uma das estratégias adotadas pela editora. Com diferentes linhas editoriais como romances históricos e sociais, ficção brasileira e estrangeira e policiais, as obras editadas são associadas à inovação e ao pioneirismo dos conteúdos, além da qualidade da produção gráfica.</p>
<p>As obras de ficção oferecem a possibilidade de “viver emoções” que não fazem parte do “enredo” cotidiano dos leitores; os livros publicados pelos selos EDU, BIZ e PSI são instrumentos de aprimoramento pessoal e profissional. A Primavera Editorial é presidida por Lourdes Magalhães. <a href="http://www.primaveraeditorial.com.br">www.primaveraeditorial.com.br</a></p>
<p>&nbsp;</p>
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<p>Betânia Lins <a href="mailto:betania.lins@printeccomunicacao.com.br">betania.lins@printeccomunicacao.com.br</a></p>
<p>Vanessa Giacometti de Godoy <span style="text-decoration: underline;"><a href="..:Configura%258D%259Bes%20locais:Temporary%20Internet%20Files:Content.IE5:R6PJGE1O:vanessa.godoy@printeccomunicacao.com.br">vanessa.godoy@printeccomunicacao.com.br</a></span><br />
Tel:  +55 11 5182 1806</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Mulheres que comandam . 16 de maio de 2012</title>
		<link>http://www.printeccomunicacao.com.br/2012/05/mulheres-que-comandam-16-de-maio-de-2012/</link>
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		<pubDate>Wed, 16 May 2012 17:58:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Betânia</dc:creator>
				<category><![CDATA[Primavera Editorial na imprensa]]></category>

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		<description><![CDATA[]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.printeccomunicacao.com.br/wp-content/uploads/2012/05/5Primavera_Mulheres16.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-17601" title="5Primavera_Mulheres16" src="http://www.printeccomunicacao.com.br/wp-content/uploads/2012/05/5Primavera_Mulheres16.jpg" alt="" width="719" height="7002" /></a></p>
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		</item>
		<item>
		<title>Fofoki . 16 de maio de 2012</title>
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		<pubDate>Wed, 16 May 2012 17:57:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Betânia</dc:creator>
				<category><![CDATA[Primavera Editorial na imprensa]]></category>

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		<title>Terra . 15 de maio de 2012</title>
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		<pubDate>Tue, 15 May 2012 18:07:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Betânia</dc:creator>
				<category><![CDATA[Shopper Experience na imprensa]]></category>

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		<title>Baragai . 15 de maio de 2012</title>
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		<pubDate>Tue, 15 May 2012 17:54:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Betânia</dc:creator>
				<category><![CDATA[Primavera Editorial na imprensa]]></category>

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		<title>Desafios e conquistas na construção do vínculo afetivo entre pais e filhos adotivos</title>
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		<pubDate>Tue, 15 May 2012 12:58:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Betânia</dc:creator>
				<category><![CDATA[Primavera Editorial]]></category>
		<category><![CDATA[Construindo vínculo entre pais e filhos adotivos]]></category>
		<category><![CDATA[Dia Nacional da Adoção]]></category>
		<category><![CDATA[Maria Salete Abrão]]></category>

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		<description><![CDATA[* Por Maria Salete Abrão A pessoa que passa a fazer parte de uma história de adoção carrega no imaginário uma bagagem sobre o tema que está ligada intimamente aos conceitos e preconceitos do grupo social do qual faz parte. Desde sempre, adoção é um processo histórico e cultural. Está, portanto, associada ao momento e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.printeccomunicacao.com.br/wp-content/uploads/2012/05/1Imagem_Adocao2.jpg"><img class=" wp-image-17572 alignright" title="1Imagem_Adocao2" src="http://www.printeccomunicacao.com.br/wp-content/uploads/2012/05/1Imagem_Adocao2.jpg" alt="" width="374" height="250" /></a><strong>* Por Maria Salete Abrão</strong></p>
<p><strong></strong>A pessoa que passa a fazer parte de uma história de adoção carrega no imaginário uma bagagem sobre o tema que está ligada intimamente aos conceitos e preconceitos do grupo social do qual faz parte. Desde sempre, adoção é um processo histórico e cultural. Está, portanto, associada ao momento e ao grupo social em que acontece. Estão disseminados pela sociedade contemporânea conceitos diversos sobre o que é adotar e ser adotado; ser mãe e pai adotivo; ser filho adotivo. Para compreender a  face mais verdadeira e profunda é importante analisar o que revelam e o que ocultam as narrativas sobre o tema – inclusive a partir de uma perspectiva histórica e psicológica. No Brasil, a ampliação da reflexão e da pesquisa sobre a adoção contribui para que o processo de adotar uma criança seja cercado de informações e cuidados mais eficientes. Profissionais da área jurídica, psicológica, médica e sociológica, entre outras, têm estudado e pesquisado o tema nos últimos anos. As recentes alterações na lei nacional da adoção são reflexo desses estudos e pesquisas. Mas, ainda é necessário muito trabalho para que a adoção se torne cada vez mais um processo com um potencial e prognóstico positivo.</p>
<p>Compreender quais peculiaridades a situação de adoção traz para a constituição da subjetividade pode subsidiar intervenções que visem ampliar as perspectivas de saúde nos referidos processos. A adoção hoje em nosso país, em termos socioculturais, é um dos dispositivos que tenta dar conta de um sintoma social – o alto contingente de crianças que por motivos diversos, em grande parte basicamente relacionados com a falta de estrutura ocasionada por fatores socioeconômicos, não pode ser criada por sua família biológica. Essa é uma das pontas do processo de filiação adotiva. Do outro lado, estão os pais candidatos à adoção – grande parte é motivada por um sintoma que aumenta a incidência na atualidade, a infertilidade. Com esses elementos como ponto de partida, as reflexões sobre o tema devem nos encaminhar para respostas que visem encontrar caminhos a partir dessa realidade – não alternativas idealizadas, que não levam em conta as dificuldades pelas quais esses pais e filhos passaram em sua história de vida.</p>
<p>Um dos desafios principais que está contido em cada situação de adoção diz respeito aos valores culturais, associados à maternidade e à paternidade, que habitam o imaginário. Na nossa cultura está inscrito no imaginário que a mãe que gera deve ser a mesma mãe que cria. Nas situações de adoção, este elo indissolúvel é rompido. O vínculo simbólico entre pais e filhos adotivos precisa incorporar, portanto, este elemento de difícil superação. Ocorre nas adoções uma passagem, uma mudança de cuidados, mesmo que o adotado seja um recém-nascido. Característica da experiência de adoção, essa peculiaridade não tem um sentido negativo. Implica, no entanto, em um trabalho de elaboração psíquica. Pais e filhos adotivos precisam integrar a experiência vivida e as suas particularidades.</p>
<p>É possível que pais adotivos produzam um outro modelo para o acolhimento e reconhecimento do filho. Para legitimar essa filiação, eles terão que ter condições favoráveis para historiar a chegada da criança na nova família – ao invés de rememorar. Isso significa estarem livres para criar um outro sistema de referência, com outros parâmetros. Criar possibilidades a partir da impossibilidade. Isso é o disruptivo e o criador. É preciso criar conceitos a partir da diferença, um novo paradigma. Não é tapar buracos de uma teoria falha, mas abrir um furo  em um sistema teórico gerando a partir dele uma nova dimensão.</p>
<p>Não é igualar, é diferenciar. Não se corrige a fratura, a ruptura produzida pela transferência de cuidados da mãe biológica para outra mãe; é preciso integrá-la, considerá-la, absorvê-la e, sobretudo, poder falar sobre ela; poder gerar a partir dela. Pais adotivos não são iguais aos pais biológicos. Não são melhores, nem piores, são diferentes. Para que a adoção transcorra bem, o imprescindível é lidar com a diferença.</p>
<p>O filho adotivo precisa ser reconhecido como outro que é originado geneticamente por outros. “Outro” porque viveu os momentos iniciais da vida com ‘outros’. Os sintomas originam-se na falta de espaço que esses indivíduos tiveram para viver essa dimensão de terem uma origem biológica diferente da de seus pais. Os sintomas são emblemas da impossibilidade de olhar para as diferenças, para o ‘outro’. Se for garantido esse espaço, o adotivo constrói sua história, incluindo a diferença e podendo falar sobre isso. Acredito que a escuta psicanalítica pode facilitar, viabilizar e por vezes promover transcrições da história para pais e filhos adotivos, permitindo que resgatem elos perdidos e construam novos elos gerando melhores condições de elaboração das vicissitudes de suas histórias de vida.</p>
<p>O desafio é criar uma história, recheada de metáforas e metonímias, que propõe a compreensão da relação entre adotantes e adotivo por meio de interpretações simbólicas. A revelação da adoção não é só descoberta, mas invenção de uma história. Isso marca sua diferença. Esses são alguns dos aspectos que podem auxiliar o processo da adoção do ponto de vista psíquico. Em função dos estudos e pesquisas dispomos hoje de informações de várias áreas do conhecimento que podem facilitar esse processo. É fundamental que a informação possa chegar a pais candidatos à adoção e aos profissionais que atuam de forma direta nas várias frentes que estão relacionadas à adoção.</p>
<p><strong>Adoção: evolução histórica</strong></p>
<p>É comum, por exemplo, que as circunstâncias de entrega do filho estejam associadas – no imaginário de pais e filhos adotivos – ao fenômeno do abandono. O termo “abandono” está geralmente vinculado a uma ideia “horrível” para qualquer ser humano. Trata-se da ruptura de um elo indissolúvel no imaginário; a ideia aterrorizante de que a mãe que gerou uma criança não pode, ou não quer, criá-la. Por força da fragilidade do recém-nascido esta hipótese configura grave ameaça potencial à sobrevivência do indivíduo e, no limite, da própria espécie. A história da civilização ocidental contribuiu para construir e fortalecer os aspectos mais terríveis associados ao termo, que progressivamente passou a se ligar ao fenômeno da miséria e do subdesenvolvimento. Como disse Nelson Rodrigues, “subdesenvolvimento não se improvisa, é uma obra de séculos”.</p>
<p>A noção contemporânea de “abandono” é uma construção de três séculos. O conceito que se tem hoje de abandono está associado aos padrões éticos e morais desenvolvidos especialmente a partir do Iluminismo. Hoje, os valores que  prevalecem socialmente sobre a infância não são os mesmos do início da civilização Ocidental. A exposição de crianças – e mesmo o infanticídio – eram práticas comuns na antiguidade. O infanticídio, o aborto e o enjeitamento eram usuais e legais. Há, na história, várias evidências de que tais práticas ocorreram em praticamente todas as grandes civilizações. A família na antiguidade estava sob a autoridade do pai, que tinha o direito de vida e morte sobre os filhos. Filho e escravo eram propriedades dos pais e nada que se fizesse com “aquilo que é de sua propriedade” era injusto. A história da adoção começa nesse mesmo período, mas se fundamentava em conceitos diferentes. Estava diretamente ligada à transmissão de patrimônio e de títulos. A primeira regulamentação conhecida sobre a adoção está no código babilônico de Hamurabi e data do segundo milênio antes de Cristo. O texto do código versa sobre a impossibilidade de um filho adotivo ser reclamado por quem o deixou<strong>.</strong></p>
<p>Essa regulamentação persiste como referência até a Idade Média, quando ocorre uma involução legal e social. A adoção desaparece das legislações, especialmente por iniciativa da Igreja Católica. O direito canônico deixou de incorporar o instituto da adoção por considerá-lo uma porta aberta ao reconhecimento de filhos originários de relações adúlteras ou incestuosas. A adoção como prática regulamentada foi então totalmente eliminada do mundo Ocidental.</p>
<p><strong>Roda de expostos</strong></p>
<p>É nesse período – e com esses valores sobre infância e a adoção – que surge, em 1203, em Roma, a primeira “Roda” destinada a receber os bebês deixados pelos pais. O dispositivo permitia que o bebê fosse entregue sem que ninguém visse quem lá o havia deixado. Esses cilindros de madeira giratórios originaram-se nos conventos medievais, onde dispositivos semelhantes eram utilizados para receber os oblatos, crianças doadas por seus pais para o serviço de Deus. Mas, desde essa época, as rodas serviam também para depositar bebês que os pais biológicos não podiam ou não queriam criar. Sua expectativa era que a criança seria cuidada, batizada e receberia educação. Desde essas primeiras referências é possível perceber a ambiguidade presente na entrega de um filho, ato de “abandono” e “cuidado”. A partir do fim da Idade Média, a adoção de crianças foi objeto de progressiva aceitação e reintrodução na legislação. A adoção volta a fazer parte da legislação na Idade Moderna. Mas, nesse período, era instituído que o adotivo não poderia ser considerado membro da família do adotante. Isso só mudou definitivamente no século passado.</p>
<p>O desenvolvimento de novos sentimentos de caridade e misericórdia vai alterar a forma como é tratada a exposição de crianças. Os termos “expostos” ou “enjeitados” passam a ser usados para crianças que não eram criadas por seus pais biológicos por serem frutos de relações “ilícitas”, pela condição de miséria dos pais ou por ambos os motivos. Com o proliferação da miséria, as noções de caridade e de assistência social começam a se formar para o caso de abandono de crianças. Amplia e se fortalece neste período o sentimento de família. Segundo Philippe Ariés (1981), o sentimento de família, do qual brota o sentimento da infância, só vai emergir com força entre os séculos 16 e 17. A família torna-se então a principal célula social, base dos Estados nacionais e fundamento do poder monárquico. Passa a ser reconhecida como um valor e exaltada com as notas fortes da emoção.<strong> </strong>O cuidado com as crianças inspira uma nova afetividade que corresponde ao que Ariés chama de “moderno sentimento de família”. Os pais passam a ser responsáveis por proporcionar a seus filhos uma preparação para a vida.</p>
<p>Desde sempre, a criança demanda proteção e cuidado. Já na Idade Moderna, com o Iluminismo, surge uma concepção mais científica da infância, que leva em conta noções de higiene, o conhecimento das doenças infantis e o aleitamento artificial. Todo esse conjunto de experiências e circunstâncias compõe um novo contexto social de valorização da infância. Nesse momento, a burguesia ganha impulso e se desenvolve. A classe média elabora a construção de uma nova ética que inclui ordem, eficiência e disciplina social, além de uma preocupação essencial com a condição humana. Aflora um movimento de combate à mortalidade infantil. O olhar mais atento para a educação instala-se aos poucos na sociedade e a transforma progressivamente de forma ampla e profunda. A família deixa de ser a instituição que transmite unicamente os bens e o nome. Passa a ter a função de formar os seus membros também nos campos moral e espiritual. A educação preenche a lacuna entre a geração física e a instituição jurídica. Tudo isso propicia uma importante mudança. A criança passa a ser vista como um ser que demanda e merece proteção e cuidado. Passa a ser considerada como personagem importante, futuro cidadão e colaborador do Estado. É importante, nesse contexto, proteger sua vida e sua saúde.</p>
<p>Soa estranho pensar que isso um dia foi diferente, já que os valores associados à infância parecem que sempre estiveram incrustados na cultura. Trata-se, no entanto, de uma elaboração cultural, de um valor construído, que hoje está bastante fortalecido. Há na atualidade um amplo sistema de leis de proteção à infância, fruto de uma lenta mas profunda evolução histórica. Mesmo com essas mudanças, os filhos bastardos, resultados de relações ilícitas, são inaceitáveis dentro dos valores vigentes na Idade Moderna. Esse fato, acrescido à miséria, estava no centro da maioria das situações de abandono de crianças. A adoção não era encarada, naquele momento, como solução para essa realidade social. Graças, no entanto, à mudança de valores em relação à família e à infância, a adoção começa a se consolidar cada vez mais em termos legais.</p>
<p><strong>Adoção no Brasil</strong></p>
<p>No Brasil, a escravatura e a miscigenação contribuíram para que a história da infância tivesse peculiaridades mais “trágicas”. Sociedade de senhores e de escravos, a violência no país fazia parte das instituições sociais. Era mesmo um instrumento de sua preservação e reprodução. Entre as muitas vítimas dessa violência estavam as crianças, especialmente as filhas de pais brancos e de mães negras. Muitas dessas crianças compuseram boa parte das que eram encaminhadas às Rodas de Enjeitados, cuja existência se manteve no Brasil até 1951 – um século depois de terem sido abandonadas na Europa.</p>
<p>O abandono de crianças na época colonial raramente ocorria nas áreas rurais. Era em geral um gesto furtivo que ocorria à noite, nas cidades. O abandono era muitas vezes acompanhado de cuidados por parte de quem “abandonava”, que buscava certificar-se de que a criança teria sido bem acolhida. A sociedade fazia vistas grossas ou acobertava o ato, que não gerava processos, nem investigações. O abandono envolvia questões morais – como a condenação social das mães de filhos ilegítimos – e outras, como a miséria, o nascimento de gêmeos e a orfandade. As mães que davam os filhos eram consideradas desalmadas, segundo a visão oficial que se tinha à época. Sabe-se que essa visão permanece viva no universo imaginário de muitas pessoas até hoje – uma fantasia relacionada à realidade aqui descrita. O historiador Renato Venâncio avalia que o abandono podia ser, também, um gesto de ternura, como o das escravas que abandonavam os filhos para assim torná-los libertos. Outro caso envolve as mães que fraudavam as Misericórdias, deixando os filhos na roda e oferecendo-se mais tarde como criadeiras, já que estas recebiam verba da municipalidade.</p>
<p>À época, a entrega de um filho era associada à miséria, à escravidão ou ao fato de a criança ser fruto de relação ilícita. Os pais que entregavam pertenciam quase sempre a classes sociais desfavorecidas – o que fortaleceu no imaginário a hipótese de desvalorização e o surgimento das fantasias hoje conhecidas sobre a “maldade” das mães que entregam filhos. Desde os tempos coloniais, a assistência informal foi o meio mais amplo e difundido de assistência aos expostos. O expediente dos ‘filhos de criação’ foi amplamente valorizado e disseminado no país. Criar um exposto trazia inegáveis vantagens econômicas, garantindo mão de obra suplementar e gratuita, ligada a laços de fidelidade, afeição e reconhecimento. As crianças expostas e criadas pelas famílias tinham, de fato, mais condições de sobrevida do que aquelas criadas em instituições. Não estavam elas, no entanto, livres de maus tratos, mesmo quando abrigadas dentro de uma família, uma vez que a violência era um traço comum à sociedade escravagista da época.</p>
<p>Que reflexos teriam essas histórias nas cenas de adoção hoje no Brasil? A adoção aqui envolve em geral famílias de condições sociais muito diversas. Prevalece uma situação de desigualdade envolvendo a condição social da família de origem dos pais que adotam e da família de origem dos adotivos. O filho adotivo fica para sempre associado à pobreza e às circunstâncias difíceis, eventualmente dolorosas, associadas à origem pobre e muitas vezes, obscura. Trata-se de uma circunstância histórica relevante que permanece inscrita nas fantasias e que produz consequências para os personagens ligados às situações de adoção. A assistência pública às crianças nascidas de famílias pobres no Brasil tem um percurso marcado pela precariedade e pela corrupção que começa no século 16. Sempre foi alto o contingente de crianças nessa condição. Na São Paulo de 1825, ano da criação da roda de expostos na cidade, havia duas crianças expostas para cada 10 nascidas livres.</p>
<p>Este quadro de inépcia no que diz respeito às políticas de amparo à infância no país só começa a ser vencido a partir da segunda metade do século 19. A abolição da escravatura, o fim da monarquia e a separação mais nítida entre Igreja e Estado tiveram grande importância nesse contexto. Surgem novas instituições de assistência filantrópica que pretendem prestar assistência em bases científicas e com equipamentos bem estruturados. Busca-se uma solução racional e técnica para a questão do “menor abandonado”. O culto ao progresso passa a fazer parte do ideário desse período. A assistência aos menores dá-se, então, de forma mais regrada. Nota-se uma valorização da família, uma preocupação em formar o “bom trabalhador” e o homem normativo e disciplinado. Há a intenção de prevenir a ociosidade e evitar as “perversões”.</p>
<p>Ganhavam prestígio na mesma época o higienismo e a medicina preventiva. Os médicos higienistas tomaram a dianteira na luta para extinguir as rodas. E esse foi um esforço que teve início tímido e sempre foi permeado pelo medo. Temia-se que a ruptura do segredo envolvendo as rodas produzisse um desequilíbrio moral na sociedade. Avançava nesse período o conceito de que a mãe era essencial ao desenvolvimento físico, psicológico, social e afetivo da criança. Levantam-se então, em meados do século 19, questões sobre como proteger a mãe para evitar o abandono. Surgem as primeiras discussões sobre o ato em si do abandono. As expressões relacionadas à infância sofrem mudanças. “Criança” era o filho das famílias bem situadas. Já a expressão “menor” discriminava a infância desfavorecida, carente, abandonada. Passa a ser o termo para designar a infância que era “caso de polícia”.</p>
<p>Em 1923, com a Declaração de Genebra, que foi a primeira “Declaração dos Direitos da Criança”, ganha força uma nova postura. A criança emerge na história como sujeito de direito. Inicia-se um caminho em que a infância desvalida começa finalmente a fazer parte das atenções e das regras legais. A população cresce e migra para os centros urbanos. Cresce com isso a pobreza, cada vez mais visível nas novas metrópoles. No século 20, a mulher migrante está no centro de grande parte dos casos de abandono de bebês nas cidades. A chamada “questão do menor” tornou-se uma questão social que demandava soluções. A despeito das várias medidas adotadas nesta direção, é necessário ressaltar que a responsabilidade do Estado com relação à infância só foi de fato assumida e compreendida, ainda que de forma parcial, no final da década de 1960.</p>
<p>Em 29 de novembro de 1959, foi promulgada pela ONU (Organização das Nações Unidas) a Declaração Universal dos Direitos da Criança, ratificada pelo Brasil. Vinte anos mais tarde, em 1979, o país cria o “Estatuto do Menor”. O novo marco legal sustenta que é no seio da família, substituta ou não, que a criança pode capacitar-se para o desempenho de suas funções sociais, completando a sua socialização e desenvolvendo a sua autoestima. É somente no ano da criação deste Estatuto que a adoção plena, definida em lei, surge no país. Ou seja, só em 1979 a adoção plena vai aparecer no Brasil consagrada em lei. A situação incerta dos filhos de criação perdurou, portanto, por muito tempo. Viveram tais crianças em situação ambígua, ora aceitas como filhos, ora como serviçais. Raramente partilhavam da herança.</p>
<p>O passo seguinte, e definitivo, deu-se em 1990, com a aprovação do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). A partir daí, não existe mais a adoção simples de crianças e adolescentes. Na faixa etária compreendida entre a infância e a adolescência só é possível adotar nos moldes da “adoção plena” – que garante todos os direitos ao filho adotivo. Os avanços legais e sociais são importantes porém recentes. Não apagam séculos de construção histórica, cujas marcas estão no imaginário da sociedade e das pessoas. A adoção no Brasil está ainda muito associada às fantasias ligadas à infância pobre, ao filho ilegítimo e ao abandono. A infância pobre carrega marcas de todo o desvalor de sua classe social, ligadas à questão da escravatura e ao contingente de miseráveis existente no país há séculos. Ainda são nítidas essas marcas a despeito de todo o desenvolvimento das políticas de proteção à infância. O episódio mais comum de adoção no Brasil envolve um casal de classe média e uma criança originária de classe social mais pobre.</p>
<p>A evolução dos costumes e das leis não afastou de vez a discriminação social. Persistem vivos os preconceitos, a discriminação e as fantasias acerca daquilo que se poderia chamar de “mau sangue” dos filhos adotivos. A ideia do mau sangue refere-se ao desconhecimento das origens biológicas e à hipótese de que tais origens se vinculariam a uma classe socioeconômica inferior.</p>
<p>Por essa razão podem aflorar nos pais adotivos várias fantasias sobre a classe social de origem do filho. Isso pode interferir, mesmo que de modo inconsciente, na capacidade de acolhimento e  reconhecimento do filho por parte dos pais que adotam. É sobre essas questões que os profissionais que trabalham com a adoção podem debruçar cuidados. Considerá-las é fundamental para lidar com aspectos que habitam o imaginário de grande dos pais que adotam e com isso auxiliar que o processo se dê da forma mais saudável possível.</p>
<p><strong>Maria Salete Abrão </strong><strong></strong></p>
<p><a href="http://www.printeccomunicacao.com.br/wp-content/uploads/2012/05/11Foto_MariaSaleteAbrao-2.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-17574" title="11Foto_MariaSaleteAbrao 2" src="http://www.printeccomunicacao.com.br/wp-content/uploads/2012/05/11Foto_MariaSaleteAbrao-2-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>Psicóloga formada pela Pontifícia Universidade Católica (PUC-SP), Maria Salete Abrão possui mestrado e doutorado pela Faculdade de Psicologia da Universidade de São Paulo (USP).  A autora é professora do Departamento de Formação em Psicanálise do Instituto Sedes Sapientiae, instituição em que se formou psicanalista. Maria Salete integra o Grupo Acesso – Estudo, Pesquisa e Intervenção em Adoção, também ligado ao Sedes. O contato da autora com a experiência da adoção deu-se ainda durante a adolescência, graças à convivência com uma amiga que era filha adotiva. A ligação com o tema se aprofundou, mais tarde, nas clínicas de saúde escolar da Prefeitura de São Paulo e na experiência clínica, em consultório particular. Em mais de 30 anos de atividade profissional, passou a conhecer de perto questões de quem vive a adoção, seja como filho, seja como pai ou mãe que adota. É esta experiência, iluminada por muitos anos de estudo e reflexão, que chega agora ao leitor brasileiro. É autora do livro <em>Construindo vínculo entre pais e filhos adotivos</em>, publicado pela Primavera Editorial.</p>
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