Pressão por custos e cultura autocrática inibem processo de inovação nas empresas

Publicado em em Zhuo.

Adotar uma cultura inovadora e garantir a criação de diferenciais competitivos deveriam ser posturas básicas de empresas determinadas a fortalecer o prestígio de suas marcas. A pressão cada vez maior por custos e os resquícios de uma cultura autocrática, porém, criam barreiras que levam grande parte das organizações a cair na mesmice, a perder o seu verdadeiro DNA e a não diferenciar seus produtos e processos, prejudicando assim a imagem da marca no mercado e os resultados, segundo Dennis Giacometti, presidente da Zhuo.

Dennis Giacometti

 

São Paulo, 18 de janeiro de 2011 – Dotadas de uma cultura empresarial extremamente rica, as empresas brasileiras muitas vezes não lançam mão de seu potencial criativo para aumentar o valor de suas marcas. Ao contrário, diante da forte pressão do mercado por redução de custos e de uma gestão muito próxima da autocracia, grande parte das organizações hoje esquece o seu verdadeiro DNA, não entrega o que promete aos clientes, segue modismos impostos pelo mercado, mascara seus próprios valores e leva a marca a perder prestígio diante dos concorrentes. Como alterar esse quadro e implantar a cultura de inovação na prática diária das empresas?

Esse foi o tema da entrevista de Dennis Giacometti, presidente da Zhuo, consultoria em gestão, inovação e estratégia de marca (branding). ao programa Mundo Corporativo, da Rádio CBN (links: parte 1 – http://www.youtube.com/user/ZhuoTV#p/a/u/2/qsWlQrSzvIc; parte 2 – http://www.youtube.com/user/ZhuoTV#p/a/u/1/PbEeIsv6o-k; parte 3 – http://www.youtube.com/user/ZhuoTV#p/a/u/0/G0s4xGo4w0k). “Se o consumidor tem pela frente produtos iguais, opta sempre pelo de menor preço. Ao seguir esse caminho, as organizações deixam de refletir sobre a sua própria natureza, de investir em marketing, gestão e inovação, e acabam caindo na mesmice. Não param para analisar o que de fato querem ser, como vão diferenciar produtos e processos e como podem desenvolver uma cultura baseada na inovação”, destaca Giacometti. “O resultado”, acrescenta ele, fazendo uma alegoria, “é uma empresa que vive correndo atrás dos frangos e não tem tempo de organizar o galinheiro”.

Para reverter esse quadro, não é necessário grandes investimentos em capital ou em tecnologia sofisticada. O primeiro passo é dedicar mais tempo ao planejamento, ao que a empresa de fato deseja ser. “É preciso tirar um pouco do modismo que está na superfície, promover uma certa destruição criativa, para enxergar o verdadeiro DNA. No fundo a empresa sempre tem um DNA, observamos isso estudando empresas que têm mais de 50 anos, que preservam esse DNA e que podem utilizá-lo para potencializar a sua capacidade inovadora”, afirma Giacometti. Como um bambu, compara ele, as organizações crescem, têm nós, enfrentam ventanias, balançam, mas possuem um eixo sobre o qual se equilibram. Se o eixo é preservado e as empresas sabem onde querem chegar, principalmente no que se refere a fatores intangíveis, cada vez mais importantes e valorizados, é possível seguir o caminho da inovação.

Outro ponto essencial é a produção de conhecimento. “Com metodologias claras e ferramentas simples, que envolvem toda a organização, é possível produzir o conhecimento necessário à mudança. A partir do sonho, ou seja, do que a empresa deseja realizar em um futuro próximo, é possível pré-testar ideias novas com clientes e não clientes; definir uma série de pequenas atitudes que juntas fazem a diferença no que se refere à pré-venda, à venda propriamente dita, ao pré da próxima venda, etc. Essa é uma preocupação que envolve o mercado e toda a organização”, diz Giacometti. Com uma metodologia clara e bem fundamentada a empresa se reinventa. Cases de sucesso desenvolvidos pela Zhuo, como o da Caedu Modas, citado na entrevista, expressam esse processo, que sempre leva em conta o fato de que a empresa é um ser vivo, complexo e que tem que ser respeitada em sua natureza.

No que se refere à autocracia, ou seja, ao excesso de centralização que ainda molda e engessa grande parte das organizações no Brasil, o primeiro passo é a humildade. “O dono da empresa tem os seus limites. É impossível ser um bom CEO sem admitir e compartilhar a evolução no conhecimento que há nas áreas de marketing, recursos humanos e outras. É preciso um corpo gerencial forte capaz de envolver toda a organização na produção de conhecimento e na implementação de mudanças”, destaca Giacometti, lembrando que o brasileiro em geral é muito criativo para desenvolver novos processos e produtos.

Ao abrir caminho para uma cultura empresarial baseada na inovação, as empresas criam verdadeiros diferenciais competitivos em produtos e processos que trazem maior valor à marca e, consequentemente, melhores resultados.

Zhuo – consultoria em Inovação, Gestão e Estratégia de Marca (Branding)

Com três pilares de atuação intrinsecamente relacionados – gestão, inovação e estratégia de marca (branding) – a consultoria Zhuo prepara as organizações para o que desejam ser em um futuro próximo, por meio do desenvolvimento de uma cultura baseada na inovação. A partir de estudos profundos do ambiente interno e externo das organizações, a consultoria desenha estratégias e ações que ajudam as empresas a entregar aos clientes aquilo que efetivamente prometem. Com metodologias alinhadas à realidade brasileira e ao perfil dos líderes empresariais, a equipe multidisciplinar da Zhuo trabalha como facilitadora para organizações que procuram a constante construção de valor para as marcas. A partir desse olhar abrangente, capta a essência da empresa para oferecer ações e práticas permeadas pela inovação que conduzem a mudanças por meio da implementação de novos processos. Sempre sob a ótica de uma cultura inovadora, atenta para a construção da marca, em direção a um futuro próximo definido e conhecido.

O nome Zhuo tem origem em uma palavra chinesa que significa crescimento saudável de uma planta, criança ou país. Apesar de coadjuvantes, as folhas são fundamentais para o desenvolvimento de flores e frutas. Assim como as folhas, a Zhuo se propõe a ser coadjuvante do crescimento saudável das empresas

Dennis Giacometti é presidente da Zhuo. Arquiteto com mais de 30 anos de atuação no mercado publicitário e experiência na área de planejamento de Comunicação e Marketing, desenvolveu métodos para uma abordagem estratégica em Gestão, Inovação e Estratégia de Marca.

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