Prêmio Empreendedor Social anunciará vencedores da 13ª edição nesta segunda-feira, 6 de novembro

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- Realizado pela Folha de S.Paulo em parceria com a Fundação Schwab, o Prêmio Empreendedor Social anuncia hoje, segunda-feira 6 de novembro, em São Paulo, os três vencedores da edição 2017. Os ganhadores serão conhecidos na cerimônia de premiação – apresentada por Taís Araújo e Zeca Camargo – que será realizada no Teatro Porto Seguro.

Os finalistas da 13ª edição do Prêmio Empreendedor Social são Bernardo Bonjean (Avante); Ronaldo Lemos (Instituto Tecnologia e Sociedade); e Valdeci Ferreira (Fraternidade Brasileira de Assistência aos Condenados). Ao Prêmio Empreendedor Social de Futuro, concorrem Hamilton Henrique da Silva (Saladorama); Renan Ferreirinha, Tábata Amaral e Lígia Stocche (Movimento Mapa Educação); e Ralf Toenjes (Associação de Apoio Renovatio). Os seis finalistas disputam, ainda, a categoria “Escolha do Leitor”.

São Paulo, 6 de novembro de 2017 – Empreendedores de negócios de impacto social e gestores de organizações que atuam para oferecer microcrédito para a população de baixa renda não atendida por bancos; para desenvolver um aplicativo para coleta de assinaturas em projetos de lei de autoria popular; e para criar uma metodologia de administração humanizada e eficiente de prisões são os finalistas da edição 2017 do Prêmio Empreendedor Social. As iniciativas são, respectivamente, conduzidas por Bernardo Bonjean (Avante); Ronaldo Lemos (Instituto de Tecnologia e Sociedade); e Valdeci Ferreira (Fraternidade Brasileira de Assistência aos Condenados). O vencedor da premiação – realizada pela Folha de S.Paulo em parceria com a Fundação Schwab – será anunciado nesta segunda-feira, 6 de novembro, no Teatro Porto Seguro, em São Paulo.

Ao Prêmio Empreendedor Social de Futuro, as soluções propostas por Hamilton Henrique da Silva (Saladorama); Renan Ferreirinha, Tábata Amaral e Lígia Stocche (Movimento Mapa Educação); e Ralf Toenjes (Associação de Apoio Renovatio) envolvem alimentação saudável nas favelas cariocas; mobilização de jovens para vencer os gargalos educacionais e influenciar a formulação de políticas públicas no setor; e mutirões para oferecer consultas oftalmológicas e óculos de grau gratuitamente.

‪”Os finalistas de 2017 realizam tarefas e propõem soluções que se tornam mais necessárias e desafiadoras em tempos de crise como o nosso”, afirma Sérgio Dávila, editor-executivo da Folha. “Assim como nos demais setores da economia, o terceiro setor e o ecossistema de negócios de impacto social também se ressentem da falta de recursos e investimentos.” ‪Segundo ele, são iniciativas que crescem e geram impactos neste contexto em áreas vitais para o desenvolvimento econômico, como microcrédito para a base da pirâmide, e social, no caso de projetos de direitos humanos, democracia, nutrição e saúde.

Inovação social

Criado em 2005 pela Folha de S.Paulo e Fundação Schwab – correalizadora do Fórum Econômico Mundial de Davos e idealizadora do concurso no mundo –, o Prêmio Empreendedor Social tem o objetivo de selecionar e fomentar os líderes socioambientais mais empreendedores do Brasil – que desenvolvam iniciativas inovadoras, sustentáveis e com comprovado impacto socioambiental. O Folha Empreendedor Social de Futuro, por sua vez, é dedicado aos líderes sociais de até 35 anos que estão à frente de iniciativas mais recentes, com um a três anos de atuação. Criada pela Folha de S.Paulo em 2009, essa premiação utiliza os mesmos parâmetros internacionais da Schwab para avaliar e contemplar propostas inovadoras que ainda precisam de visibilidade e de capacitação para aumentar sua atuação e influência.

“A Fundação Schwab é a principal rede de empreendedorismo social com modelos já testados que, em colaboração com outros integrantes do Fórum Econômico Mundial, está liderando mudanças sistêmicas para os cidadãos mais vulneráveis de nossa sociedade. Durante mais de uma década, temos nos dedicado em parceira com Folha de S.Paulo a identificar e acelerar empreendedores sociais brasileiros que estão alavancando o mercado para atacarem problemas sociais. O setor de empreendedorismo social do Brasil é enérgico e estamos comprometidos em reverberar esses líderes inovadores internacionalmente”, avalia Hilde Schwab.

O Prêmio Empreendedor Social tem patrocínio de Coca-Cola, IEL (Instituto Euvaldo Lodi) – uma iniciativa da CNI (Confederação Nacional da Indústria) – e Fundação Banco do Brasil. Conta com a Latam como transportadora oficial e o apoio do Instituto C&A e do Teatro Porto Seguro, além da parceria estratégica de ESPM, FDC, Insper e UOL.

Visibilidade para causas sociais

Para Bernardo Bonjean, empreendedor da Avante – que opera em 116 cidades do Nordeste, oferecendo microcrédito com taxas entre 2,5% e 5,4%, atingindo um público normalmente negligenciado pelos bancos de varejo – ser finalista do Prêmio Empreendedor Social é especial. “A experiência de estar na final trouxe para a Avante e nossos stakeholders um senso de orgulho e pertencimento. Tivemos a oportunidade de olhar com ainda mais profundidade nossos pilares: pessoas, propósito e performance. Estamos ganhando conhecimento, engajamento e inspiração por estar no Empreendedor Social. Mas, o principal e o que mais vale para a gente é a chance de inspirar outros empreendedores a resolver problemas com P maiúsculo”, afirma o empreendedor.  

Na visão de Ronaldo Lemos, diretor do Instituto Tecnologia e Sociedade – que opera em diversas frentes, sendo as duas principais advocacy em direitos na internet e participação pública digital, é uma honra estar entre os finalistas. “O Brasil é por natureza um país empreendedor e aplicar essa habilidade para promover a mudança positiva da sociedade é algo que vejo como essencial. A Folha de S.Paulo e a Fundação Schwab, ao reconhecerem o trabalho dos empreendedores sociais, incentivam que outros sigam o mesmo caminho. Em outras palavras, vejo o prêmio como incentivo fundamental para a criação de um círculo virtuoso capaz de impactar positivamente o país.”

Valdeci Ferreira, gestor e fundador da Fraternidade Brasileira de Assistência aos Condenados, que dissemina e fiscaliza as Apacs (Associação de Proteção e Assistência aos Condenados) – onde foi desenvolvida metodologia para administrar e assistir prisões no Brasil que reduz entre 20% e 28% a reincidência de presos; índice que costuma ser, em prisões convencionais, de 85% –, a indicação foi uma grande surpresa, sobretudo porque o Brasil conta com pessoas que fazem um belíssimo trabalho. “Ao mesmo tempo que me sinto lisonjeado pelo reconhecimento, eu me encho de esperança que essa indicação traga visibilidade para a causa. Ser indicado a um prêmio como esse, com um trabalho de voluntariado que há 33 anos nada contra a corrente, é bom demais. O nosso trabalho, ao contrário do que muitos pensam, não está somente na recuperação do preso. Está, sobretudo, na proteção da sociedade. No cumprimento da lei. Temos a dupla função de recuperar e proteger a sociedade, pois esse preso vai voltar às ruas. E é melhor que volte à sociedade recuperado. Ciente dos direitos e deveres. Sabendo que foi tratado com respeito”, afirma.

Um dos concorrentes ao Prêmio Folha Empreendedor de Futuro é Hamilton Henrique da Silva, empreendedor social do Saladorama. Na análise do jovem – que transformou em negócio a falta de opção de alimentação saudável na periferia – a indicação é a consolidação de um trabalho de credibilidade. “Na minha opinião e de especialistas, o Prêmio Empreendedor Social é a premiação de negócios de impacto social de maior validação e importância do Brasil. O fato de ser indicado já é um motivo de orgulho imenso”, revela.

O Mapa Educação, que surgiu do encontro de três adolescentes brasileiros que estudavam em Harvard e no MIT, nos Estados Unidos, é um outro finalista. Renan Ferreirinha, Tábata Amaral e Lígia Stocche criaram o movimento com a certeza de que a educação é o único caminho para um país menos desigual e mais próspero. “Estamos muito contentes e honrados em sermos finalistas de um prêmio tão importante, que reconhece projetos que ajudam a transformar o Brasil em um país mais justo e igual. Tem sido uma oportunidade muito bacana de contar um pouco mais do nosso trabalho e difundir ainda mais a importância de uma educação de qualidade e para todos”, afirma Lígia.

Na percepção de Ferreirinha, a indicação é uma honra. “Sonhamos em fazer da educação brasileira modelo mundial para que um dia, como o descrito no Manifesto Mapa do Buraco (primeira ação do Mapa), possamos dizer que neste país, nenhum outro caminho é tão valioso e tão promissor, para cada uma de nossas crianças e jovens, como o caminho do conhecimento”, defende. Tábata avalia a indicação como finalista como uma grande oportunidade. “Um reconhecimento de que estamos no caminho certo rumo à nossa missão de mobilizar jovens de todo o Brasil por uma educação de qualidade para todos. Uma oportunidade de difundir o nosso trabalho e nos conectarmos com pessoas e instituições que compartilham da nossa paixão por educação”, salienta.

Para Ralf Toenjes, fundador da Renovatio – associação que atua com mutirões para consultas oftalmológicas conduzidas por oftalmologistas voluntários e fornecimento de óculos grátis ou a um custo acessível –, ser finalista é uma demonstração que a organização está no caminho certo. “Temos um sonho grande de mudar a visão de 1 milhão de pessoas até 2021 e tenho certeza de que a chancela e a credibilidade de chegarmos a essa final do Prêmio Empreendedor Social de Futuro será um passo importante para atingirmos nosso objetivo”, revela.

Música, teatro e impacto social

A premiação será apresentada pela atriz Taís Araújo e o jornalista Zeca Camargo. A dupla comandará um evento que, entre as atrações, contará com um pocket show da cantora Tiê e a apresentação de uma cena de O Homem de la Mancha, interpretada pelo ator Cleto Baccic. Um coral formado por crianças de Iêmen, Jordânia, Palestina, Síria, Nigéria, República Democrática do Congo e Angola, cantando músicas brasileiras e internacionais, promete emocionar os presentes. Formado por meninos e meninas com idades entre 3 e 12 anos, o Coração Jolie é uma iniciativa da ONG IKMR (I Know My Rights, Eu Conheço Meus Direitos, em livre tradução).

FINALISTAS DE 2017

 

 

PRÊMIO EMPREENDEDOR SOCIAL

Bernardo Bonjean | Avante

CEO da fintech Avante, Bernardo Bonjean é formado em Administração e já trabalhou em bancos como o Pactual; foi sócio da XP Investimentos – que recentemente recebeu um investimento de mais de R$ 5 bilhões do Itaú. Em Harvard, realizou o curso OPM (Owner/President Management), onde formou seus valores de empreendedor. Desde então, Bernardo sentiu que o mercado financeiro poderia fazer mais para reduzir desigualdades econômicas, o que o levou a criar a Avante, uma instituição de microcrédito focada em empreendedores da base da pirâmide.

Para ajudar a mitigar os problemas de calote neste grupo de alta vulnerabilidade, a Avante centra os investimentos em tecnologia e no treinamento de agentes de crédito. Tecnologia para entender o perfil de cada cliente e, assim, gerar um score de crédito mais confiável; agentes para dar um olhar humano aos desafios e necessidades dos clientes. A Avante opera em 116 cidades do Nordeste, oferecendo microcrédito com taxas entre 2,5% e 5,4%. A atuação do microcrédito da Avante é direcionada para cidades com até 50% da média de renda nacional, atingindo um público normalmente negligenciado pelos bancos de varejo.

Ronaldo Lemos | Instituto Tecnologia e Sociedade

Colunista da Folha de S.Paulo, Ronaldo Lemos é professor na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e fundou o Instituto Tecnologia e Sociedade (ITS) para explorar todos os potenciais do uso de inovações tecnológicas para alcançar fins sociais e políticos, por meio de educação e pesquisa. Seguidor do economista e filósofo indiano Amartya Sen, Lemos acredita que o acesso à tecnologia representa uma grande expansão das capacidades humanas, dentre elas, a de impactar políticas públicas.

O ITS opera em diversas frentes, sendo as duas principais advocacy em direitos na internet e participação pública digital. Em seus esforços de advocacy, o ITS já influenciou o Supremo Tribunal Federal (STF) em decisões sobre o direito ao esquecimento e na promulgação do Marco Civil da Internet – que protege a neutralidade da rede, além de outros direitos. Para aumentar a participação social na legislação, o ITS desenvolveu o aplicativo Mudamos, que inova ao criar uma assinatura digital com validade legal, capaz de ser usada para assinar petições em projetos de lei. A ferramenta já influenciou legislações em ao menos duas capitais, sendo uma delas uma lei antipoluição.

Valdeci Ferreira | Fraternidade Brasileira de Assistência aos Condenados

Em 1983, Valdeci Ferreira visitou uma prisão pela primeira vez e não resistiu por mais de 15 minutos, pensando quão pequeno era defronte à situação dos encarcerados. Quatro anos depois, Valdeci fundou a Associação de Proteção e Assistência aos Condenados (APAC), em Itaúna (Minas Gerais) – e criou uma metodologia para administrar e assistir prisões no Brasil, presente hoje em 19 países. Baseadas em uma rotina de 12 passos inspirada em valores cristãos, as APACs são conhecidas por serem prisões nas quais os internos detêm as chaves das próprias celas.

Em 1995, Valdeci fundou a Fraternidade Brasileira de Assistência aos Condenados (FBAC) para ajudar a organizar as atuais 48 APACs em uma federação, com o objetivo de chegar a um diálogo mais produtivo com o poder público. Além das APACs atuais, que beneficiam 3.500 internos, já existem 150 em fase de implementação. Hoje, a FBAC funciona supervisionando a metodologia das APACs e negocia com governos estaduais a implementação das novas “cadeias humanizadas”. Ao contrário do nível de 85% de reincidência nas cadeias comuns, as APACs – geridas indiretamente pela FBAC de Valdeci – mostram índices próximos a 28%. Há outros atributos de performance que destacam vantagens frente às cadeias tradicionais.

PRÊMIO EMPREENDEDOR SOCIAL DE FUTURO

Hamilton Henrique da Silva | Saladorama

Hamilton Henrique da Silva, 29 anos, fundou o Saladorama em 2014. A ideia do negócio, que busca democratizar o acesso à alimentação saudável, surgiu depois de uma experiência própria do empreendedor. Aos 20 anos, Hamilton conseguiu uma bolsa de estudos em um curso de engenharia no Rio de Janeiro, onde conheceu o conceito de negócio de impacto – que o levaria mais tarde a trabalhar em um coworking em Botafogo, que oferecia refeições aos usuários. Foi lá que Silva percebeu a falta de opções de comida saudável na periferia.

Nasceu assim o Saladorama, negócio social que fornece alimentos saudáveis a baixo custo via delivery e restaurantes próprios. Além disso, oferece oficinas de formação para pessoas de comunidades que querem empreender seus próprios restaurantes ou trabalhar nos restaurantes da rede. Hoje, o negócio social conta com cinco unidades que operam como delivery e/ou restaurante em Florianópolis (SC), Recife (PE), Rio de Janeiro (RJ), Sorocaba (SP) e São Luís (MA). O fornecimento de alimentos e as formações, oficinas e palestras sobre o tema já alcançaram cerca de 28 mil pessoas.

Renan Ferreirinha, Tábata Amaral e Lígia Stocche | Movimento Mapa Educação

O Mapa da Educação surgiu de um encontro, em 2013, de três adolescentes que estudavam em Harvard e no MIT, nos Estados Unidos. Motivados por histórias e contextos pessoais diferentes, Renan Ferreirinha (23 anos), Tábata Amaral (23 anos) e Lígia Stocche (27 anos) se engajaram para criar o movimento com a certeza de que a educação é o único caminho para um país menos desigual e mais próspero. Em 2014, prepararam o Manifesto Mapa do Buraco, apontando os principais gargalos da educação brasileira.

A intenção era disponibilizar um documento robusto que pudesse orientar todo candidato a cargo eletivo no Brasil – que tivesse como plano avançar com a educação no país. Foi então que decidiram criar o Movimento Mapa Educação e mobilizar os jovens a partir de dois pilares: a fiscalização política e a produção de conteúdos que qualifiquem o debate e tornem a educação uma prioridade na agenda nacional. Em 2016, debateram sobre educação com candidatos à prefeitura do Rio de Janeiro, São Paulo e Salvador, além do Ministério da Educação e Câmara dos Deputados. Nesse mesmo ano, mobilizaram 200 jovens e mapearam iniciativas dessa juventude para melhoria da qualidade da educação.

Ralf Toenjes | Associação de Apoio Renovatio

Ralf Toenjes, 26 anos, fundador da Renovatio, é formado no Insper (SP) em Economia e Negócios e em Direito pela USP. Em 2013, conheceu uma tecnologia alemã de fabricação de óculos a baixo custo, o OneDollarGlasses. Na volta ao Brasil, identificou que 42 milhões de brasileiros precisam de óculos e não sabem.  Para mudar essa realidade, criou em 2014 a Associação de Apoio Renovatio, com a missão de democratizar o acesso à visão no Brasil.

A Associação opera por meio de mutirões oferecendo consultas oftalmológicas e óculos de grau. Os atendimentos são realizados por oftalmologistas voluntários em um ônibus equipado que permite ao paciente já sair com o diagnóstico e com os seus óculos. Para a produção dos óculos, foi fundada em 2014 a ótica VerBem. O modelo de vendas se divide em compre um, doe um (óculos a partir de R$ 119), valores mais acessíveis (óculos a partir de R$ 39) e óculos grátis (viabilizado pelas parcerias com empresas e ONGs). Hoje, a Renovatio conta com parceiros como Bank of America, Atento, eÓtica, Giv.On – que já aportaram mais de R$ 680 mil na startup que distribuiu mais de 15 mil óculos, em 17 Estados brasileiros.

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