Com edição 2017 do programa Aceleradora, Artemisia chega a 100 negócios de impacto social na rede de acelerados

1FotoArtemisia_Turma2017_AceleradoraInovadores e com soluções que geram impacto social, os negócios selecionados para o programa Aceleradora da Artemisia são dos setores de Educação, Saúde, Serviços Financeiros, Alimentação/Nutrição e Desenvolvimento Local. Os nove negócios que integram a turma 2017 são dos Estados de São Paulo, Minas Gerais, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. 

Nos últimos seis anos, o programa Aceleradora contabiliza 100 negócios na rede da Artemisia; entre os acelerados, 51% receberam investimentos, que somam mais de R$ 79 milhões. Esses negócios impactaram a vida de mais de 30 milhões de pessoas.

Em mais de uma década de atuação, a organização consolida a expertise não apenas em atender as reais necessidades dos empreendedores de impacto social, como em reconhecer as oportunidades de negócios – em diferentes setores – que geram alto impacto na população de baixa renda. 

São Paulo, 29 de agosto de 2017 – Pioneira na disseminação e fomento de negócios de impacto social no Brasil, a Artemisia chega à marca de 100 negócios na rede de acelerados e anuncia as nove empresas que integram a edição deste ano do programa Aceleradora – iniciativa que seleciona empreendedores que oferecem soluções escaláveis para problemas sociais da população de baixa renda. Na área da educação, o negócio selecionado foi a 4YOU2; em saúde, Doctor Prime, Vida Class e QuickCheck; em serviços financeiros, Mais Fácil e IOUU; em alimentação/nutrição, Silo Verde e Sumá; e em desenvolvimento local, SO+MA. Nos próximos seis meses, os empreendedores participarão de um intenso processo de aceleração para o refinamento do modelo de negócio e impacto social de suas soluções.

Nos últimos seis anos, o programa Aceleradora selecionou 100 negócios para a rede de acelerados da organização; entre os que já passaram pela aceleração, 51% receberam investimentos, que somam mais de R$ 79 milhões. Esses negócios impactaram a vida de mais de 30 milhões de pessoas. Em 12 anos de atuação, a organização consolida a expertise não apenas em atender as reais necessidades dos empreendedores de impacto social, como em reconhecer as oportunidades de negócios – em diferentes setores – que geram alto impacto na população de baixa renda. Em mais de uma década, a organização ajuda os negócios de impacto social a vencerem os principais desafios para que ultrapassem barreiras, a fim de alcançarem resultados econômicos e sociais em larga escala.

Ao longo do primeiro semestre de 2017, a equipe de Busca & Seleção da Artemisia analisou 967 empresas e selecionou nove negócios de impacto social que atuam nos segmentos de educação, serviços financeiros, saúde, alimentação/nutrição e desenvolvimento local. Na distribuição geográfica, os negócios selecionados são de São Paulo, Minas Gerais, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Segundo Maure Pessanha, diretora-executiva da Artemisia, a décima turma de negócios selecionados traz diferentes tipos de inovação – tanto em produto, quanto em modelo de negócio. A executiva salienta que a seleção desses negócios inovadores é resultado direto do acompanhamento dos principais setores foco da organização (educação, saúde e serviços financeiros) e da ampliação dos setores analisados. “Buscamos sempre nos manter na vanguarda da aceleração de negócios de impacto social. Ampliamos o olhar por entender que é preciso fomentar o desenvolvimento de negócios em eixos transversais como alimentação/nutrição e desenvolvimento local. Priorizamos a busca por inovações em modelos e produtos em setores que já atuávamos. Na saúde, por exemplo, identificamos os mais inovadores modelos de clínica popular e soluções que atuam na intersecção de serviços financeiros com o mercado de saúde – com foco na ampliação de acesso à baixa renda. A busca por inovação contínua, dentro da lógica de impacto social, garante à Artemisia ampliar a atuação e atingir um número cada vez maior de brasileiros impactados por meio dos negócios que potencializa”, finaliza.

Programa Aceleradora da Artemisia

O programa intensivo da Aceleradora desafia os empreendedores a refinar o modelo de negócio e a potencializar o impacto social em um ambiente de cocriação e colaboração – um processo que envolve conexão com outros empreendedores, mentores, investidores e potenciais parceiros. Com seis meses de duração, o processo tem por objetivo acelerar o crescimento do negócio em um curto período de tempo e refinar o impacto social da solução.

Entre os critérios de seleção da Aceleradora estão o impacto social – negócios com produtos e serviços desenhados para melhorar a qualidade de vida da população de baixa renda; perfil empreendedor (empreendedores com intenção genuína de mudar o Brasil para melhor, com um histórico de realizações e capacidade de atrair talentos e desenvolver uma equipe consistente); potencial de escala (modelos lucrativos com soluções escaláveis, com potencial de atender milhares de pessoas das classes CDE); e estágio de maturidade (startups em fase de teste de mercado/primeiras vendas até negócios já em fase de expansão, buscando rápido crescimento). Na prática, negócios de impacto social de todo o Brasil com produtos e serviços inovadores, disponíveis no mercado e que buscam rápido crescimento.

NEGÓCIOS SELECIONADOS

 EDUCAÇÃO

 4YOU2 (São Paulo)

www.4y2.org

Fundada em 2012 por Gustavo Fuga – formado em Economia pela FEAUSP e ganhador dos prêmios Empreendedor Social de Futuro (Fundação Schwab), Empreendedor Social de Sucesso e Laureate Brasil para Jovens Empreendedores Sociais – a 4YOU2 tem por objetivo transformar a educação, democratizando o acesso ao aprendizado e ao ensino de idiomas. Para isso, o negócio de impacto social oferece cursos de inglês a preços populares por meio de escolas localizadas em regiões de periferia ou locais de fácil acesso. Na prática, proporciona experiências transculturais para a população de baixa renda – com preços acessíveis – que ampliam o acesso a informações, outras possibilidades de estudo e melhores empregos, que alavancam o desenvolvimento dos alunos.

A empresa atua com metodologia híbrida, adaptativa e com professores estrangeiros, focados em conversação. No processo de seleção, a equipe analisa talentos internacionais, sendo muitos refugiados – cumprindo a dupla função de impacto social. Hoje, a rede possui cinco unidades próprias em São Paulo, nos bairros de Santana, Jardim Ângela, Heliópolis, Campo Limpo e Capão Redondo – a maior unidade, pela qual já passaram mais de mil alunos. A 4YOU2 conta com 8 mil alunos e 250 professores impactados. Os pacotes de longa duração custam R$ 59 mensais/aluno tanto para adultos, quanto para crianças. Os mais intensivos chegam a R$ 200 mensais.

Solução de acesso e mercado potencial

Hoje, apenas 5% dos brasileiros falam inglês e menos de 1% apresenta algum grau de fluência. A busca por uma escola de idioma é a principal forma de suprir a necessidade do inglês, sobretudo, na formação básica. Com a 4You2, o estudante da baixa renda tem uma solução acessível que reduz a sua assimetria de informação e a vulnerabilidade social, pois oferece ferramentas para que possa competir a vagas de emprego em condições mais equiparadas aos brasileiros com melhor poder aquisitivo.

 

SAÚDE

DOCTOR PRIME (Indaiatuba, São Paulo)

www.doctorprime.com.br

Fundada em 2010 pelo médico Carlos Roberto Brinhole Boaventura Pauli, a Doctor Prime é um negócio de impacto social que oferece um sistema de saúde ambulatorial que possibilita acesso a consultas médicas e exames a preços acessíveis. Para isso, conta com clínicas próprias (Clínicas Doctor) e credenciadas, além de laboratórios e clínicas de diagnósticos, atuando com um modelo de associação – no qual há uma mensalidade fixa e pagamento adicional de acordo com a utilização de serviços.

A empresa oferece atendimento médico em mais de 30 especialidades em clínicas próprias e credenciadas (mais de 300 unidades); os exames são realizados por laboratórios parceiros e repassados a preço de custo para os associados. Atua com o Doctor Conquiste Mais – programa de benefícios e fidelidade; e Vidalink, descontos de 20% a 60% em mais de 8 mil farmácias de todo o Brasil. O modelo permite ainda o pagamento de consultas e exames via conta de luz. Via aplicativo Doctor Conect, atua com agendamento de visitas de médico e atendimento a domicílio. Com nove unidades próprias, o negócio de impacto social conta com mais de mil médicos credenciados na plataforma; atendimento em 16 cidades do interior de São Paulo; 22 mil famílias associadas ativas; e menos de 1% de inadimplência.

Solução de acesso e mercado potencial

Com a crise econômica, o setor de saúde foi afetado de várias maneiras. Há uma pressão para a redução de recursos disponíveis: 57% dos gastos dos municípios são com funcionalismo público e 70% dos recursos são provenientes da União. Há, ainda, aumento agressivo dos custos hospitalares e um impacto significativo causado pelo desemprego, que fez com que milhões perdessem planos de saúde privados. O setor público sozinho não será capaz de atender a população de forma adequada; verifica-se que a longa espera pelo atendimento possa impedir o tratamento de doenças nos estágios iniciais – o que trará impacto na qualidade de vida e no custo gerado, posteriormente, para o Estado. O Doctor Prime tem complementado o atendimento a um custo acessível para a baixa renda, com maior rapidez no atendimento, diagnóstico e tratamento.

VIDA CLASS (São Paulo)

 www.vidaclass.com.br

Fundada em 2013 por um grupo de sócios – entre eles, Vitor Moura, graduado em Administração Bancária (Wisconsin, EUA), que hoje comanda a empresa – o Vida Class é uma plataforma que promove acesso a serviços médicos, dentistas, exames de imagens e laboratoriais, consultas multiprofissionais a preços acessíveis, sem pagamento de mensalidade e/ou taxa de adesão. Para isso, os empreendedores lançam mão de usabilidade descomplicada, confiável e ágil – com possibilidade de pagamento parcelado pelos serviços.

É uma plataforma on-line descomplicada, que oferece agilidade na marcação dos serviços e possibilidade de pagamento parcelado, além de outros benefícios. A proposta do negócio é oferecer atendimento a clientes das classes B, C e D pautada pela qualidade e rapidez. Entre os benefícios, estão o acesso a atendimento médico e multidisciplinar (dentistas, fisioterapeutas, psicólogos, entre outros), diagnósticos e tratamentos (atualmente mais de 11 mil parceiros em todo o pais)   com até 70% de desconto; e possibilidade de parcelar o pagamento na plataforma. Embora os médicos determinem o valor das consultas, a empresa indica um valor mais competitivo e adequado ao serviço para escolha do usuário. O negócio ainda oferece o Vida Class Farma – programa de descontos de até 60% para medicamentos em mais de 22 mil farmácias do Brasil.

 Solução de acesso e mercado potencial

O subsetor de consultas médicas movimenta aproximadamente R$ 36 bilhões via plano de saúde ou privadas; cerca de 22% dos gastos da população de baixa renda com saúde são gastos em consultas, planos de saúde e exames. Estima-se que, no Brasil, cerca de 10 milhões de atendimentos por ano sejam feitos em clínicas populares que, em média, cobram entre R$ 80 e R$ 120 por consulta. A solução apresentada pelos empreendedores torna o serviço mais acessível para o consumidor e potencializa o atendimento nas clínicas.

QUICKCHECK (Uberlândia, Minas Gerais)

 www.quickcheck.com.br

Fundado em 2016 por Rodolfo Padua, Roberto Reis e Pedro Paulo Cunha – respectivamente, graduados em Odontologia, Administração de Empresas e Engenharia Civil –, a QuickCheck é um negócio de impacto social que oferece uma solução de acesso a serviços de saúde para a população de baixa renda. Apresenta uma inovação na intersecção do setor de serviços financeiros com o mercado de saúde. Com inteligência própria, a empresa realiza análises de crédito personalizadas para o mercado odontológico, dando acesso a pessoas de baixa renda a tratamentos mais caros, como  implantes dentários. Por causa de seu foco no mercado específico de saúde, as análises realizadas pela QuickCheck conseguem ser mais assertivas, facilitando a tomada de decisão de parcelamento para clínicas e reduzindo o risco de inadimplência. Com isso, consegue ampliar o crédito oferecido no setor, de modo a ampliar o acesso a esse tipo de serviço para população de menor renda.

O objetivo é oferecer aos pacientes acesso a tratamentos com planos de pagamento único e personalizado, adequado ao perfil de cada usuário, ao mesmo tempo que gera valor para as clínicas, aumentando as vendas e diminuindo risco de não recebimento. Nos últimos 12 meses, a QuickCheck propiciou o acesso a tratamentos de saúde a inúmeros pacientes, com valores que somam R$ 1,5 milhão. Sem a utilização da solução, de acordo com relatos dos pacientes, não seria possível realizar tais tratamentos. Na prática, a empresa atua em um ciclo virtuoso: a clínica melhora a performance financeira e a população de baixa renda tem acesso a serviços de qualidade de forma parcelada e adequada ao seu perfil financeiro.

Solução de acesso e mercado potencial

As regras de aprovação dos cartões de crédito limitam o acesso de serviços financeiros a brasileiros dos segmentos de menor renda. Uma parcela pequena dessa população, por exemplo, tem acesso a serviços odontológicos. Metade das pessoas entre 35 anos e 45 anos já perdeu cerca de 12 dentes; 80% dos idosos têm menos de 20 dentes. De acordo com o Conselho Nacional de Odontologia, 46% dos brasileiros consideram difícil o acesso a dentistas; 20% não costumam ir ao consultório, sendo que o principal motivo é a falta de condições financeiras. Estima-se que o setor de serviços financeiros para a baixa renda movimente R$ 13,7 bilhões (POF 2009); entre os brasileiros que não possuem conta em banco, o montante é de R$ 665 bilhões anuais, de acordo com o Data Popular (2013). Os dados mostram que há pacientes com condições de arcar um tratamento, mas não o fazem por falta de parcelamento adequado. A QuickCheck oferece uma ferramenta para atuar na resolução desse problema.

 

SERVIÇOS FINANCEIROS

MAIS FÁCIL (Três Corações, Minas Gerais)

www.cartaomaisfacil.com.br

Fundada em 2008 por Pablo Pires e Julia Drezza – respectivamente, graduado em Ciência da Computação pela Universidade Federal de Minas Gerais e em Marketing pela PUC-SP –, a Mais Fácil é uma instituição financeira de pagamentos que oferece cartões de crédito que geram impacto social, conectam empresas, comunidades e pessoas que se orgulham de fazer o bem. Na mecânica do negócio, parte do valor da transação dos cartões retorna para a comunidade; o objetivo é impulsionar projetos e empreendimentos sociais locais. Em 2015, lançaram o cartão Nova Paraisópolis.

A empresa atua como uma administradora de cartões de crédito para varejo e gerencia cartões comunitários, reinvestindo parte da receita em benefícios para a comunidade. Além dos cartões, os moradores têm acesso a ações de educação financeira, descontos e parcerias exclusivas com o comércio local.

Solução de acesso e mercado potencial

O tamanho estimado do setor de serviços financeiros para a baixa renda é de R$ 13,7 bilhões (POF 2009); 49% dos gastos dessa população estão atrelados a despesas com empréstimos; o acesso a crédito vem, principalmente, por meio de varejista. A análise mostra que o baixo acesso a serviços financeiros pela população mais vulnerável tem origem na assimetria de informação entre o banco e o indivíduo. Ao conceder crédito, além de dar acesso a produtos e serviços essenciais, o Mais Fácil fortalece o sentimento de pertencimento comunitário, incentiva o consumo em comércios locais e trabalha para garantir melhor educação financeira.

IOUU (São Paulo)

www.iouu.com.br

Fundado em 2016 por Bruno Sayão – graduado em Administração de Empresas e Marketing – e pelo cientista da computação Ricardo Gobbo, o IOUU é um marketplace de empréstimo peer-to-peer para micro e pequenos empreendedores brasileiros. A empresa atua como um correspondente bancário que aproxima as duas pontas e faz o trabalho de aquisição de clientes e análise de crédito – que é oferecido por investidores cadastrados no site. Desse modo,  via plataforma, é possível oferecer um crédito mais barato e com menos burocracia para empreendedores que necessitem de financiamento.

No cerne da atuação, o objetivo de impactar a classe mais representativa da economia brasileira – as micro e pequenas empresas (mais de 10 milhões de CNPJs), responsáveis por 52% da massa salarial e 27% do Produto Interno Bruto (PIB). Os empréstimos concedidos podem ser pagos de 3 a 24 parcelas, com valores entre R$ 1 mil e R$ 200 mil. A plataforma está de acordo com o Sistema Financeiro Nacional e o Banco Central, operando com rentabilidade superior às oferecidas pelas aplicações tradicionais: retorno mínimo de 15%. As taxas dos empréstimos são entre 1% e 5% para o empreendedor.

Solução de acesso e mercado potencial

O Brasil possui mais de 5 milhões de microempreendedores, sendo que a região Sudeste concentra 50,6% do total. A movimentação peer-to-peer lending pode chegar a R$ 1 trilhão em 2025 em diferentes modalidades de crédito: pessoal; para micro, pequena e média empresa; imobiliário; estudantil etc. Dados do BACEN apontam que o saldo de operações no crédito livre a pessoas jurídicas (MPMEs) atingiu R$ 413 bilhões em 2016. Soma-se a esses dados, mais de 60 milhões de brasileiros que não possuem conta bancária ou possuem apenas conta salário – ou seja, sem acesso a serviços financeiros. Ao ampliar o acesso a produtos e serviços financeiros para os empreendedores, a IOUU tem atuado para auxiliar um segmento vital para a recuperação da economia nacional.

 

ALIMENTAÇÃO/NUTRIÇÃO

SILO VERDE (São Leopoldo, RS)

www.siloverde.com.br

Fundada em 2015 pelo Tecnólogo em Equipamentos Petroquímicos, Manolo Machado e por Maurício Bruno, graduado em Marketing, a Silo Verde oferece uma solução sustentável para o armazenamento de rações ou grãos com redução do desperdício e aumento na rentabilidade do pequeno produtor rural. A empresa apresenta inovação tanto no produto, quanto no modelo de negócio. Os empreendedores desenvolveram um silo construído a partir de matérias-primas poliméricas recicladas e de alta resistência, oriundas de garrafas PET, com montagem extremamente rápida e a um custo menor se comparado com os produtos do mercado. Em relação ao modelo, oferece locais para armazenamento de grãos e rações para pequenos produtores, viabilizados pelas indústrias. Nessa proposta, não gerar custos aos pequenos produtores, aumentando seu potencial de renda.

Entre as vantagens do produto, paredes interiores lisas – que não geram resistência ou acúmulo de produtos; sistema modular de placas (desmontadas, são de fácil transporte e de baixo custo); condutividade térmica inferior que protege o produto; possibilidade de comercializar o produto nos momentos de melhor oferta e preços; e melhor proteção ao ataque de pragas.

Solução de acesso e mercado potencial

A agricultura familiar é responsável pela produção de 78% dos alimentos do mundo e controla mais de 70% dos recursos da biodiversidade – sendo que nove em cada 10 das 570 milhões de propriedades agrícolas do mundo são de agricultores familiares; a maioria é composta por pequenas propriedades (84% com menos de 2 hectares), e gera mais de 1,5 bilhão de postos de trabalho no meio rural (FAO, 2015). No Brasil, os pequenos e médios produtores fazem a venda após a colheita ou utilizam armazéns de terceiros – arcando com os custos em ambos os casos. Quando optam por estruturas rústicas de armazenamento, as perdas pós-colheitas podem atingir 50% da produção. Com a Silo Verde, o produtor tem um apoio adequado para vencer esses desafios.

SUMÁ (Balneário Camboriú, SC)

www.appsuma.com.br

Fundada em 2016 pelo engenheiro agrônomo Alexandre Leripio, pela engenheira ambiental Daiana Paulina da Luz Censi Leripio e pelo administrador de empresas Marco Antônio Harms Dias, a Sumá oferece uma plataforma de comercialização justa da agricultura familiar. A solução conecta diretamente produtores com compradores de alimentos, tendo por objetivo reduzir a presença de atravessadores e aumentar as margens do pequeno produtor. Para isso, os empreendedores selecionam os produtores que apresentam produção qualificada, integrando-os a um Marketplace no qual o comprador consegue acessar esses produtores e demandar produtos específicos. Além disso, oferecem – via parceiros – a qualificação para produtores não aprovados no processo.

A plataforma torna o processo de compra e venda mais transparente e eficiente; conta com funcionalidades para a comercialização, o controle de perdas e conexão do consumo com o que é produzido localmente. Em piloto conduzido com 30 agricultores em 10 Estados, os resultados apresentaram redução de 30% nos custos dos produtos comprados via Sumá em relação ao modelo de mercado tradicional.

Solução de acesso e mercado potencial

A Lei 11947 determina que 30% dos alimentos comprados pelo governo para a alimentação escolar devam ser adquiridos diretamente de agricultores familiares; das cerca de 5 milhões de propriedades de agricultura familiar, 4,8 milhões são da baixa renda. Menos de 10% do total dessas propriedades recebem assistência técnica regularmente para melhoria de suas produções. A agricultura familiar é responsável por 70% da alimentação dos brasileiros – mas a cadeia sofre com a ação de atravessadores. O setor público ainda tem dificuldade em adquirir diretamente do pequeno produtor. A comercialização ainda representa um grande entrave ao desenvolvimento da agricultura familiar e um dos motivos é a dependência de terceiros que atuam na intermediação dos produtos, que encarecem o produto final e reduzem as margens do produtor de baixa renda. Com a atuação da Sumá pode haver uma mudança sistêmica para o aumento de renda do pequeno produtor.

 

DESENVOLVIMENTO LOCAL

SO+MA (São Paulo)

 www.somosasoma.com.br

Fundada pela publicitária e cientista social Claudia Pires e pelo economista Clóvis Santana em 2015, a SO+MA é um programa de fidelidade, criado para incentivar novos hábitos de consumo da baixa renda e um ambiente empreendedor que promova desenvolvimento social. Na prática, a empresa é pioneira em reunir um programa de vantagens para a baixa renda e oferecer, gratuitamente, benefícios baseados nos comportamentos individuais – não no poder de compra do cidadão. Por meio das vantagens, a solução ajuda a ampliar as escolhas e perspectivas da população menos favorecida.

O sistema contabiliza pontos e recompensas com objetivo de reforçar, positivamente, comportamentos relevantes. O principal é voltado ao incentivo à reciclagem de resíduos: o indivíduo pode acumular pontos ao entregar resíduos; esses pontos podem ser trocados por bens de consumo e cursos de capacitação. Há dois anos, os empreendedores lançaram um projeto-piloto em Capão Redondo, que conta com 250 famílias cadastradas coletando mais de 50 toneladas de resíduos. O negócio também inaugurou, recentemente, uma estrutura no Grajaú, na zona sul de São Paulo. Juntas, as duas unidades contam com mais de 600 famílias cadastradas.

O estímulo de comportamento envolve a incubação na Casa SO+MA – posto avançado de recebimento de resíduos em uma cooperativa de catadores. Os resíduos entregues geram pontos que são trocados por produtos fornecidos por parceiros: itens de alimentação básica, higiene pessoal, capacitação, workshops de tecnologia, entre outros. O objetivo é atender até duas mil famílias em cada comunidade e coletar até 15 toneladas por mês. Um volume que resulta em rentabilidade atraente para a cooperativa: uma média mensal de R$ 8 mil.

Entre os resultados, a empresa aumenta a quantidade e qualidade do resíduo direcionado às cooperativas, reduz o volume de lixo descartado incorretamente dentro das comunidades, cria o hábito do descarte correto, gera economia na renda familiar e propicia a melhoria da qualificação e autoestima das pessoas nas comunidades.

Solução de acesso e mercado potencial

Uma pessoa produz, em média, 1,07 quilo de resíduo por dia. Em 2015, quase 30 milhões de toneladas de resíduos foram descartados de forma inadequada; o Brasil gasta cerca de US$ 370 milhões por ano com o tratamento de doenças relacionadas ao descarte incorreto do lixo; 7,3 milhões de toneladas deixaram de ser coletados; o Brasil recicla apenas 3% dos resíduos urbanos. Em contrapartida, se o lixo produzido pela sociedade brasileira fosse reciclado geraria R$ 8 bilhões anuais, de acordo com o IPEA (2010). A análise do mercado de fidelização – altamente comportamental – movimentou R$ 5,6 bilhões em 2016, reunindo 90 milhões de usuários no Brasil, de acordo com a Associação Brasileira de Empresas do Mercado de Fidelização. Diante desses dados, a relevância e potencial de mercado do trabalho da SO+MA é inegável.

ARTEMISIA

A Artemisia é uma organização sem fins lucrativos, pioneira na disseminação e no fomento de negócios de impacto social no Brasil. A missão da organização é inspirar, capacitar e potencializar talentos e empreendedores para criar uma nova geração de negócios que rompam com os padrões precedentes e (re)signifiquem o verdadeiro papel que os negócios podem ter na construção de um país com iguais oportunidades para todos. Fundada em 2004 pela Potencia Ventures, a Artemisia possui escritório em São Paulo.

 

A Artemisia foi a primeira organização do Brasil a fazer parte da Omidyar Network, a mais respeitada organização no setor de investimento de impacto, fundada por Pierre Omidyar, empreendedor do Ebay. Recentemente, a Artemisia também foi anunciada como uma das cinco organizações selecionadas, entre 115 de toda a América Latina, pelo edital da Rockefeller Foundation, Avina, Avina Americas e Omidyar. www.artemisia.org.br

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