Impacto socioemocional da saúde bucal atinge brasileiros de todas as classes sociais

Publicado em em Instituto Bibancos de Odontologia.

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Mestre em Saúde Coletiva, Fábio Bibancos –  diretor do Instituto Bibancos  de Odontologia – analisa o indicador “Oral Health Impact Profile”, criado por pesquisadores australianos para levantamentos sociodentais. Aplicado no Brasil, o OHIP revela a dimensão socioemocional da falta de dentes na qualidade de vida dos brasileiros de todas as classes sociais, inclusive da alta renda.

 São Paulo, 4 de agosto de 2017 – Desenvolvido por pesquisadores australianos para medir o impacto subjetivo das desordens bucais associadas à qualidade de vida dos indivíduos, o Oral Health Impact Profile (OHIP) – aplicado em diversos países, inclusive no Brasil – revela que a população dos centros urbanos, sobretudo os edentados, sofre danos emocionais e econômicos decorrentes da falta de atendimento odontológico adequado. Na análise de Fábio Bibancos, diretor do Instituto Bibancos de Odontologia, um outro aspecto relevante no levantamento é que o constrangimento social enfrentado por um indivíduo edentado, residente na cidade, supera os problemas bucais de desdentados das áreas rurais do país. Mestre em Saúde Coletiva, Bibancos adota uma versão compacta do OHIP, baseada em 14 itens, para avaliar as condições de saúde bucal percebidas pelo paciente, focando na qualidade de vida. Nessa análise – que envolve brasileiros de todas as classes sociais, inclusive de alta renda – há uma percepção de impacto diferente entre os edentados (quando há falta de alguns dentes) e os desdentados.

Segundo Fábio Bibancos, há uma diferença crucial entre o impacto da condição bucal na saúde do brasileiro e o constrangimento social propriamente dito, um impacto que permeia a condição emocional, social e econômica. “O aspecto estético, ou funcional, varia de pessoa para pessoa, dependendo da condição de cada um. O alto impacto é uma percepção individual e, ao mesmo tempo, uma construção social que atinge todas as classes sociais. Já tive experiências na Amazônia, aplicando o OHIP, entre as quais havia pessoas sem dentes, mas que não sofriam o impacto emocional gerado pela condição de desdentado. Para o tipo de alimentação e para a sociedade na qual essas pessoas vivem – na comunidade ribeirinha – estar sem dentes não implica em exclusão social. Em contrapartida, para um conhecido e talentoso ator paulistano, a chance de protagonizar uma novela na TV Globo só veio após resolver problemas estéticos na arcada dentária. Ou seja, o impacto na vida, carreira e condição financeira passou pela correção do problema ortodôntico.      

Na experiência de Bibancos, a questão do constrangimento social é muito forte entre a população urbana de todas as classes sociais. “Muitas vezes, a pessoa deixa de comer um alimento não por incapacidade no maxilar, mas por constrangimento social perante outras pessoas. O medo do dente cair não a deixa, por exemplo, comer maçã”, afirma, acrescentando que o desdentado corrige o problema com uma prótese; o edentado sofre dores constantes e demanda um atendimento odontológico que é ineficiente ou inexistente dentro do serviço público de saúde.

Bibancos defende que ter acesso a dentistas é um sonho de milhões de brasileiros não apenas pela dimensão da saúde e da possibilidade de ascensão social (empregabilidade e educação), mas exatamente pela questão emocional. O problema ganha dimensões ainda maiores tendo em vista que, segundo dados disponíveis de 2014 do Conselho Federal de Odontologia, cerca de 20 milhões de brasileiros não têm acesso a dentista. “Quando orientei a pesquisa de um dos meus alunos, realizada no serviço odontológico de um centro de detenção paulistano, deparei-me com um fato que comprova a minha tese sobre a importância dos dentes na vida socioemocional. As chamadas enviadas ao serviço falavam de dor e da urgência por um dentista. Quando a súplica era finalmente atendida, o especialista notava que, na verdade, não havia nenhuma dor física envolvida – o detento queria simplesmente colar o dente da frente por um motivo muito especial: estava para receber a visita da companheira”, conta. No entanto, Bibancos salienta: “é um equívoco pensar que esse problema atinge somente a baixa renda. Na prática, a população de alta renda também sofre impacto socioemocional provocado por problemas dentários – tanto edentados quanto desdentados”, salienta. 

Sobre Fábio Bibancos

Cirurgião-dentista graduado pela Universidade Estadual Paulista (UNESP), Fábio Bibancos é especialista em Odontopediatria e Ortodontia, e mestre em Saúde Coletiva. Em 1987, fundou o Instituto Bibancos de Odontologia – clínica odontológica que é referência em gestão e a primeira no Brasil a receber o selo ISO 9001 de qualidade. Com consultórios em São Paulo e no Rio de Janeiro, a clínica comemora 30 anos em 2017.

Fábio Bibancos é autor dos livros Um Sorriso Feliz para Seu FilhoA Guerra dos MutansBoca! e Sorrisos do Brasil; e fundador e presidente-voluntário da OSCIP Turma do Bem (TdB), que conta com 17 mil dentistas voluntários – os Dentistas do Bem, a maior rede de voluntariado especializado do mundo – espalhados pelo Brasil, América Latina e Portugal, realizando atendimento gratuito para milhares de crianças e jovens. Eleito Empreendedor Social 2006 pela Schwab Foundation, ligada ao Fórum Econômico Mundial de Davos, Fábio Bibancos é um Fellow Ashoka, rede de empreendedores sociais presente em 65 países. Hoje, a TdB é uma das cinco organizações com maior impacto social do planeta.

Em 2012, Fábio Bibancos criou o projeto Apolônias do Bem, que proporciona tratamento odontológico gratuito a mulheres vítimas de violência. Inicialmente, o projeto atendeu mulheres em São Paulo e, nos anos seguintes, no Rio de Janeiro e Espírito Santo. Com o aumento de pedidos de ajuda, a TdB decidiu expandir o projeto para outros Estados com o apoio dos dentistas voluntários da rede. Atualmente, o programa já atendeu mais de 1.000 mulheres. Com a expansão internacional da TdB, Fábio Bibancos criou o prêmio Melhor Dentista do Mundo para reconhecer o profissional que mais fez pelo próprio município, ou seja, além de atender a jovens e crianças, fez a diferença na sua cidade e região, conquistando mudanças nas políticas públicas, espaços na imprensa, divulgações do projeto e o aumento de parcerias e voluntários.

 

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