Empreendedoras transformam experiência da maternidade em negócios de impacto social focados na primeira infância

Publicado em em ARTEMISIA, Sem categoria.

MaryAndrioli_GregMaker

Mary Andrioli, empreendedora do Greg Maker

Nos últimos dois anos, a Artemisia – em parceria com a Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal, Instituto Alana e Danone Early Life Nutrition – mapeou mais de 250 negócios de impacto social focados na primeira infância, tema transversal que dialoga com os setores da Educação e Saúde.  Entre as soluções mais inovadoras, CanalBloom, Descobrir Brincando, Greg Maker e Aurora Sling  – startups criadas por mulheres que transformaram a experiência da maternidade em negócios de impacto social.  

São Paulo, 11 de maio de 2017 – Prioridade em países com economias fortes, o investimento em primeira infância – período que vai do nascimento até os seis anos de idade – resulta em adultos socialmente produtivos, que contribuem para o crescimento econômico do país. Esse investimento social no futuro é essencial para romper o ciclo intergeracional da pobreza, pois resulta em uma equação social pautada por melhores salários e menor dependência de programas públicos de assistência. No longo prazo, o investimento na primeira infância aumenta as oportunidades oferecidas às crianças nascidas em meios menos favorecidos, construindo sociedades mais prósperas e justas. Estudos apontam que a falta de acesso básico e de estímulos de qualidade nessa fase podem romper um ciclo de oportunidades socioeconômicas por afetarem o pleno desenvolvimento infantil.

Temática pouco explorada no Brasil do ponto de vista econômico, a primeira infância constitui uma janela de oportunidades para empreender negócios de impacto social, que resultam na melhora da qualidade de vida da baixa renda. Movida pela vontade de construir empresas de sucesso, uma nova geração de empreendedoras – transformadas pela experiência da maternidade – tem investido em startups inovadoras, dentro da lógica do capitalismo consciente. O interesse em fomentar negócios nessa área surge da constatação de que uma criança na primeira infância possui enorme plasticidade cerebral, ou seja, o cérebro conta com uma elevada capacidade de transformação devido aos estímulos e às experiências vividas. De acordo com a neurociência, entre a gestação e os três primeiros anos de idade, classificada como primeiríssima infância, a estimulação adequada do bebê – atividades de interação e comunicação permanentes na prática do brincar – pode contribuir para seu desenvolvimento.

Pioneira na disseminação e fomento de negócios de impacto social no Brasil, a Artemisia tem apoiado negócios focados na primeira infância, segmento transversal que dialoga com setores como Saúde e Educação – e que se tornou um dos pilares de atuação da organização por representar um grande potencial para a criação de negócios e pelo impacto na vida de milhares de brasileiros. Descobrir Brincando, CanalBloom, Greg Maker e Aurora Sling  são algumas das startups associadas à temática e que receberam o apoio da organização no programa Artemisia Lab Primeira Infância.

Adriana Drulla, empreendedora do CanalBloom, conta que antes da maternidade tinha uma carreira promissora e intensa no mercado financeiro; ao tornar-se mãe, sentiu a necessidade de trazer mais propósito para a carreira, algo que pudesse impactar um grande número de pessoas e que fosse transformador. “Eu não sabia o que era exatamente, então, pedi demissão. Passei a dedicar muito tempo ao estudo do desenvolvimento infantil, principalmente o desenvolvimento socioemocional, pois meu desejo era que minha filha crescesse emocionalmente saudável, segura e conhecedora de si mesma. Esse estudo fascinante acabou me mostrando que, para minha filha se desenvolver melhor, o mais importante era que tivéssemos um vínculo bastante profundo. A ciência também mostrava que eu precisava ter consciência dos meus próprios sentimentos e condicionamentos, para depois lidar com quaisquer desafios relacionados ao comportamento dela. Este conteúdo me transformou profundamente, o amor pela minha filha me motivou em uma jornada de autoconhecimento incrível. E após quatro anos, estava certa de que queria disseminar este conteúdo para o maior número de pessoas. Foi então que conheci minha sócia, Roberta Sotomaior; juntas fundamos o CanalBloom, há dois anos”, detalha.

Adriana conta que o maior desafio continua sendo conciliar o empreendedorismo com a maternidade; papéis muito intensos. “Eu senti isso na pele ano passado quando nasceu o meu segundo filho. Conciliar as necessidades de uma startup e de um bebê recém-nascido requer muito jogo de cintura; é preciso buscar ajuda. Quanto às vantagens, são inúmeras. No CanalBloom, ajudamos pais com os desafios socioemocionais envolvidos no cuidado de crianças de zero a seis anos. Com dois filhos nessa faixa etária, eu vivo esses desafios diariamente, então consigo entender melhor quais são as dores desses pais. Ao mesmo tempo, eu testo e uso o conteúdo em casa. Eu sei que ele funciona; sei em primeira mão o potencial transformador que o nosso conteúdo tem”, defende.

Transformação social

A base da aprendizagem humana está na primeira infância: período no qual o cérebro desenvolve a maioria das ligações entre os neurônios. As conexões fundamentais começam a se estabelecer nos primeiros anos de vida; aos três anos, 100 bilhões de células cerebrais – com as quais o bebê nasce – desenvolvem um quadrilhão de ligações, ou seja, número que é o dobro de conexões que um adulto possui. Aos quatro anos, essa criança terá atingido metade do potencial mental. Estudos apontam que as condições do desenvolvimento, da gestação até os primeiros 6 anos, estão associadas às contribuições que a criança trará à sociedade. Na prática, a falta de acessos básicos e estímulos de qualidade nesta etapa pode romper um ciclo de oportunidades socioeconômicas na vida adulta.

De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD 2006), quase metade das famílias brasileiras com crianças de 0 a 6 anos possui rendimento mensal de até meio salário mínimo. Os especialistas apontam que, para a redução da desigualdade social, é mais eficaz investir nos primeiros anos de vida da criança, oferecendo condições favoráveis de desenvolvimento infantil. O suporte para o desenvolvimento cognitivo e da linguagem; habilidades motoras, adaptativas e socioemocionais; e uma boa alimentação, fazem parte de uma rede de proteção que resultará em uma criança com vida escolar bem-sucedida e com relações sociais sólidas. Estímulos adequados geram benefícios como o aumento de aptidão intelectual; responsável, inclusive, por diminuir os índices de repetência e evasão escolar.

“Os estudos demonstram que as desigualdades sociais começam na primeira infância. Aos seis anos, já é possível perceber grande diferença de desenvolvimento cognitivo entre crianças de baixa renda e as de classes econômicas mais favorecidas. Com essa perspectiva, acreditamos que os negócios de impacto social podem ajudar a reduzir essa desigualdade com soluções aos principais desafios da primeira infância brasileira, gerando alto impacto a longo prazo para uma sociedade mais justa”, afirma Maure Pessanha, diretora-executiva da Artemisia.

Estudos apontam que, à medida que crescem, as crianças que vivem na linha de pobreza provavelmente experimentarão baixo desempenho escolar, incluindo altas taxas de repetência e evasão, altas taxas de fertilidade e de morbidade – que contribuem para a ineficiência e altos custos nos setores da educação e da saúde. Estão mais propensas a ter baixa produtividade e renda; a não prestar cuidados suficientes aos filhos, contribuindo para a transmissão intergeracional da pobreza, sendo suscetíveis a contribuir menos para o crescimento econômico do país.

Segundo Maure Pessanha, um estudo publicado pelo The World BankComo investir na primeira infância – aponta que “os atrasos de desenvolvimento antes de 6 anos de idade são difíceis de compensar mais tarde na vida, porque a infância é um período particularmente importante na formação do cérebro”. Os estudos neurológicos têm mostrado que as sinapses – conexões ou caminhos entre os neurônios no sistema nervoso – se desenvolvem rapidamente durante esse período, formando a base do funcionamento cognitivo e emocional para o resto da vida da criança. “Esse estudo aponta que, por isso, tanto a nutrição apropriada, especialmente desde a concepção até os 2 anos de idade, quanto a estimulação nos primeiros 5 anos de vida, desempenham papel crítico no processo de formação e desenvolvimento cerebral, principalmente auxiliando na multiplicação de sinapses. Em contrapartida, a falta de nutrição adequada e de estimulação nos primeiros anos pode levar a alterações dramáticas no desenvolvimento do cérebro”, afirma Maure.

Potencial de mercado

Com um déficit de 1,8 milhão de vagas em creches e nível insatisfatório na qualidade do ensino infantil, há reais oportunidades de empreender em Educação focada para crianças de até seis anos. Outros números ajudam a entender as oportunidades: apenas 8,7% do investimento público em educação está direcionado à primeira infância; 77% das crianças de até três anos não frequentam creches e estão sob a responsabilidade de adultos; e há uma enorme carência de serviços de atendimento para crianças com deficiência.

A análise de oportunidades de empreender na Educação mostra que 53% da população brasileira acredita que a criança começa a aprender apenas a partir dos seis anos; falta conhecimento dos pais sobre como interagir com a criança na primeira infância. O próprio processo do brincar tem sido excluído pela urbanização que não privilegiou a manutenção de áreas verdes – tão importantes para as crianças. A privação de liberdade e convívio traz consequências graves para o desenvolvimento de autonomia desses pequenos brasileiros de baixa renda.

Quando o tema é Saúde e Nutrição, de acordo com levantamento da equipe do programa Aceleradora, conduzido pela Artemisia, de cada três crianças, uma sofre de obesidade infantil – que pode acarretar em doenças como diabetes, hipertensão e cardiovasculares. No caso de gestantes e lactantes há falta de informações fundamentais sobre a alimentação infantil e dados sobre a relação entre alimentação e desenvolvimento da criança. Dados mostram que 7 de cada 10 usuários do Sistema Único de Saúde esperam mais de 45 dias para marcar a primeira consulta da criança com pediatras. Na prática, há desinformação sobre o desenvolvimento integrado da criança, com ênfase em peso, altura, alimentação e vacinação.

NEGÓCIOS ACELERADOS

CanalBloom | Democratização da ciência

O CanalBloom é uma plataforma multimídia de coaching para pais e cuidadores. Criada em 2015 por Adriana Drulla Rossi e Roberta Sotomaior, a empresa tem por foco o desenvolvimento e desafios socioemocionais envolvidos no cuidado de crianças do nascimento aos seis anos. Para isso, conta com conteúdo científico, engajador, prático, objetivo e divertido. De acordo com levantamento das empreendedoras, 72% das mães das classes C e D – de uma pesquisa com 100 respondentes – apontam os desafios socioemocionais como a principal dor que envolve o cuidado com os filhos. Nas classes A e B, o número não difere muito: 70% responderam exatamente o mesmo. Na classificação dos desafios, disciplina, educação, limites, lidar com emoções, birra, castigo e agressividade. O estudo Jamaican Experiment (1986) aponta resultados positivos de intervenções de coaching com pais: aumento no QI, maior autocontrole, fortalecimento do vínculo e diminuição da agressividade da criança.

“Nós transformamos a ciência em conteúdo prático, engajador e divertido. Criamos um círculo virtuoso: adultos mais conscientes e informados criam crianças emocionalmente saudáveis, que se tornarão adultos mais realizados e engajados com a transformação do mundo à sua volta e com o desenvolvimento dos seus próprios filhos”, afirma Adriana. A plataforma conta com o SOS (slideshows com respostas para situações de emergência); sessões de coaching (áudios que tratam, com profundidade, assuntos pertinentes); BloomTV (animações para pais e filhos, além de entrevistas com especialistas); atividades (para serem feitas por pais e filhos que desenvolvem, juntos, habilidades como resiliência e empatia); e infográficos de artigos, curiosidades e quadrinhos.

Graduada em Economia e Administração pela University of California at Berkeley, Adriana Drulla – mãe de duas crianças – atuou por oito anos no mercado financeiro em Privaty Equity, Investment Banking e Equity Research antes de empreender. A maternidade levou-a a pensar na criação de uma plataforma online que empodera pais e cuidadores com informações sobre o desenvolvimento socioemocional infantil de maneira prática e divertida.

“Transformamos a percepção sobre o que realmente significa tomar conta de uma criança. É óbvio que uma mudança de paradigma sobre a parentalidade é urgente e traz benefícios para toda a sociedade. O trabalho de pais e cuidadores precisa ser altamente valorizado, principalmente no mundo de hoje, sem o apoio dado tradicionalmente pelas famílias do passado. Nosso conteúdo evidencia a importância e necessidade de mudanças na política pública para que pais possam estar mais presentes e efetivos na educação de seus filhos. Isso inclui licenças maternidade e paternidade ampliadas, ações que permitam às mães serem incluídas no mercado de trabalho, com berçários adequados, por exemplo”, afirma Adriana.

A empreendedora acrescenta que o conteúdo também reduz a pressão e a culpa que pais e cuidadores sentem por não serem tão “perfeitos” como “deveriam” ser. “Adultos mais menos tensos têm chances muito maiores de criarem crianças emocionalmente saudáveis. Além disso, democratizamos a ciência ao promovermos uma mudança cultural que leva pais e filhos a perceberem que a ciência pode ser simples, desmitificada, e acima de tudo, divertida. Levamos estes agentes a perceberem como este conhecimento é valioso e pode promover mudanças favoráveis no cotidiano. Assim, geramos o interesse na ciência de forma geral, fazendo com que o CanalBloom seja uma experiência de educação valiosa para pais e filhos”, finaliza.

Greg Maker | Estimulação inclusiva

Na primeira infância, a criança possui enorme plasticidade cerebral – conta com elevada capacidade de transformação devido aos estímulos e experiências vividas. A estimulação adequada – com atividades de interação e comunicação permanentes – e a prática do brincar, podem contribuir muito para o desenvolvimento do cérebro. Com essa premissa, a professora Mary Andrioli e o engenheiro Maurício Andrea criaram um hardware que permite ampliar as funções do teclado e do mouse, possibilitando a criação de uma experiência lúdica com a criação de dispositivos interativos com diversos materiais.

A Greg Maker favorece o desenvolvimento de atividades que sejam inclusivas, considerando crianças com deficiência física, visual, intelectual – sempre com uma perspectiva inclusiva na qual todos brincam juntos. A ferramenta possibilita recursos interativos que unem a tecnologia aos recursos do cotidiano, além de favorecer a brincadeira e aprendizagem por meio de dinâmicas que exploram todos os sentidos: corpo e movimento.

Na prática, o negócio de impacto social surgiu da experiência da empreendedora Mary Andrioli como mãe e professora. “Preocupada com a primeira infância e com a acessibilidade, desde que minha filha completou um ano de vida notei que se interessava pelas tecnologias. Ao mesmo tempo, sempre tive a preocupação em favorecer atividades que envolvessem criatividade, corpo e movimento. Por isso, surgiu a ideia de conectar frutas, massinhas e o Greg Maker, a partir do que via crianças da idade dela fazendo. O contato com mães também ajudou muito a entender as necessidades dessa faixa etária”, afirma Mary. Entre os desafios cotidianos, Mary destaca a missão de conciliar a maternidade com o lado empreendedora – e ainda com a atuação como professora e a conclusão do doutorado.

“Fui idealizadora, pesquisadora desde quando Ana Beatriz, minha filha, tinha 1 ano de idade. Por outro lado, todas estas atividades de alguma forma tinham relação. Os desafios do cotidiano como mãe me ajudaram a compreender melhor as necessidades da primeira infância. Além disso, sempre busquei me conectar a outras mães. Vejo muitas oportunidades para mães-empreendedoras, desde que atuem em redes, fortaleçam-se nas parcerias com outras mães e participem de iniciativas que reconheçam as peculiaridades das mulheres”, afirma.

Mary cita como exemplo a participação no Artemisia Lab Primeira Infância. “Eu me senti muito acolhida e aprendi bastante sobre negócios e empreendedorismo. Além disso, hoje me sinto uma profissional melhor e mais conectada a redes de mães; tenho mais bagagem para atuar na primeira infância”, afirma.

Descobrir Brincando| Democratização da ciência

O Descobrir Brincando atua com a premissa de que, ao construir competências nos adultos, é fortalecida a relação adulto/bebê – que é alicerce para o desenvolvimento integral da criança; saúde, comportamento e capacidade de aprendizagem. “Atuamos por meio de oficinas voltadas para adultos e bebês, nas quais organizamos um espaço para o brincar; um ambiente seguro, desafiador e nutritivo”, afirma a empreendedora Ana Maria Bastos, acrescentando que neste contexto, adultos e crianças são impactados. Para as crianças, são produzidos materiais que estimulam a criatividade e autonomia; para adultos, a possibilidade de interações de qualidade. Um espaço de escuta e acolhimento para a família com foco em crianças de zero a três anos. O negócio já impactou 400 famílias; capacitou 900 educadores em quatro municípios de São Paulo e beneficiou 13.500 crianças.

Ana Maria é formada em odontologia e, mesmo tendo atuado por dez anos na área da saúde, decidiu se aventurar por horizontes culturais e profissionais em outros continentes. Morou durante seis anos entre a África do Sul e a Suíça, onde se envolveu com estilos de vida totalmente distintos. Enquanto residia na Suíça, tornou-se mãe – acontecimento que transformaria sua vida e modificaria seus planos. Por estar longe de seus familiares, Ana Maria se deparou de forma intensa com o universo dos bebês, partindo de conceitos sobre como é feita a criação do ser humano, o desenvolvimento em todas as fases, a importância da relação maternal e paternal, e a necessidade da reflexão sobre a importância do papel do adulto no processo de desenvolvimento infantil.

Inspirados pelos fundamentos de Emmi Pikler – pediatra húngara que dirigiu um orfanato em 1946, em Budapeste, uma referência nos cuidados de bebês e crianças pequenas, defendendo a importância de adultos sensíveis, observadores e que vejam os bebês como seres competentes e capazes –, os empreendedores Armando Lowndes e Ana Maria Bastos criaram o Descobrir Brincando em 2013.

Segundo Ana Maria, a maternidade a motivou a empreender na área da infância. “Ao vivenciar a maternidade em outro país, eu pude ter contato com uma nova cultura e uma abordagem (Pikler) pautada em uma relação, sobretudo, de respeito adulto/bebê. Acredito que a própria maternidade é um exercício de empatia, uma oportunidade de exercitar o olhar sob outro ponto de vista, colocar-se no lugar de outro. Pessoalmente, foi uma experiência transformadora e que me motivou a fundar o Descobrir Brincando que promove esse “novo” olhar ao bebê”, afirma.

Na percepção da empreendedora, os desafios de ser mãe e empreender são os desafios comuns das mulheres que estão no mercado de trabalho: conciliar trabalho com as necessidades dos filhos e necessidades pessoais, “equilibrar todos os pratos”. “Acredito que uma grande vantagem de ser empreendedora é poder ter flexibilidade de horários, agenda. Para mim, ter a possibilidade de estar mais próxima em momentos da rotina das crianças pequenas é um ganho enorme. Mas, por outro lado, existem os desafios do empreendedorismo e são muitos!”, afirma, acrescentando que o Artemisia Lab tem ajudado com o suporte oferecido. “As mentorias e o acompanhamento do negócio são bem importantes nas decisões estratégicas. Pensar nas dificuldades dos empreendedores e fornecer as ferramentas necessárias para pensarmos nos caminhos são recursos facilitadores para o empreendedor”, finaliza.

Aurora Sling | Maternidade determinando o ato de empreender

Há uma enorme influência do ambiente em que a criança vive sobre os diversos aspectos do desenvolvimento da primeira infância – sobretudo porque nesta fase o cérebro está particularmente propenso a se modificar positiva ou negativamente, de acordo com as experiências vividas. O estabelecimento de vínculos positivos com adultos na família ou na escola potencializa o desenvolvimento saudável da criança. O Aurora Sling acredita na transformação do mundo por meio da consciência da conexão entre mãe e bebê por meio da simplicidade. Para isso, a empresa criou carregadores para bebês e assessoria voltada a promover o bom uso, estimulando a autonomia e mobilidade para pais e mães.

A startup criada por Ariane Chiebao – doula e assessora de babywearing, formada há 4 anos e militante da conscientização sobre maternagem ativa e consciente (técnica empregada na psicoterapia) – atua com a venda do sling (carregadores de bebês) produzidos com materiais de qualidade a um menor custo. Oferece assessoria para a utilização do produto, buscando conscientizar pais sobre os benefícios – ergonomia, autonomia, autoconfiança, além da criação de maior conexão com o bebê. O trabalho desenvolvido busca materiais que tornem o custo mais acessível para a baixa renda.

Segundo a empreendedora Ariane Chiebao, o momento da maternidade determinou a atuação profissional. “Na verdade, grande da parte da vida profissional foi determinada pela maternidade. Fui mãe aos 20 anos e isso mudou completamente a minha visão de trabalho, maternidade, primeira infância. Vejo possibilidade de crescimento dentro da maternidade, da mãe junto ao filho, respeitando a união dos mesmos. Vejo como esse momento traz à pele profundas sombras, mas também profunda criatividade e sabedoria instintiva. Ironicamente, um laço inestimável com a criança neste momento. Minha motivação é observar que é possível construir algo grandioso nesse momento da mãe e da criança”, afirma a empreendedora.

ARTEMISIA

A Artemisia é uma organização sem fins lucrativos, pioneira na disseminação e no fomento de negócios de impacto social no Brasil. A missão da organização é inspirar, capacitar e potencializar talentos e empreendedores para criar uma nova geração de negócios que rompam com os padrões precedentes e (re)signifiquem o verdadeiro papel que os negócios podem ter na construção de um país com iguais oportunidades para todos. Fundada em 2004 pela Potencia Ventures, a Artemisia é signatária do Pacto Global das Nações Unidas; possui atuação nacional e escritório em São Paulo.

A Artemisia foi a primeira organização do Brasil a fazer parte da Omidyar Foundation, a mais respeitada organização no setor de investimento de impacto, fundada por Pierre Omidyar, empreendedor do Ebay. Recentemente, a ARTEMISIA também foi anunciada como uma das cinco organizações selecionadas, entre 115 de toda a América Latina, pelo edital da Rockefeller Foundation, Avina, Avina Americas e Omidyar. www.artemisia.org.br

 MAIS INFORMAÇÕES PARA A IMPRENSA

Printec Comunicação www.printeccomunicacao.com.br

Visite a página da Printec Comunicação no Facebook

Betânia Lins betania.lins@printeccomunicacao.com.br

Vanessa Giacometti de Godoy vanessa.godoy@printeccomunicacao.com.br

Fone: (11) 5185-4974 / 9 9274-9651