Dados do Pisa revelam que habilidade de leitura dos alunos do ensino fundamental continua sendo um desafio para a educação

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  •   O letramento no Brasil é um grande desafio: dados de 2015, divulgados no dia 6 de dezembro pelo Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa) dão conta de que a leitura no país está estagnada se comparada ao levantamento anterior de 2012, com nota calculada em 407 pontos e 51% dos alunos não conseguem atingir o nível 2. Em leitura, o Brasil ficou no 59º lugar dentre 70 países. Em 2012, 50% dos alunos sequer atingiram o nível de proficiência básica na pesquisa internacional; apenas 0,5% dos estudantes com 15 anos conseguem compreender textos complexos; e 77% dos alunos do nono ano do ensino fundamental têm aprendizado inadequado de leitura, com classificação entre básico e insuficiente.
  • Uma solução inovadora para engajar os estudantes jovens na leitura foi desenvolvida pela empreendedora paulistana Danielle Brants. A Guten Educação e Tecnologia, empresa especialista em leitura com foco no desenvolvimento da compreensão leitora, atua com o Guten Newsplataforma de leitura que, a cada semana, leva o mundo das atualidades para dentro de casa e das escolas, com conteúdos prazerosos, linguagem adequada ao público infantojuvenil e monitoramento da aprendizagem. Na missão de investir no letramento, Danielle conquistou muitos educadores: 60 escolas adotam a plataforma de leitura Guten no país, com mais de 20 mil usuários.

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São Paulo, 8 de dezembro de 2016 – O Brasil ainda tem um longo caminho a percorrer para garantir a crianças e jovens o aprendizado adequado da leitura. No Brasil, de acordo com dados de 2012 do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Programme for International Student Assessment – Pisa), o desempenho em leitura dos estudantes brasileiros sinaliza para um grau de aprendizagem insuficiente. O Brasil ficou 86 pontos abaixo da média dos países que participam da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE – idealizadora do Pisa), assumindo o 55º lugar dentre 76 países: 50% dos estudantes com 15 anos de idade não atingem o nível básico em leitura e apenas 0,5% alcançam o nível máximo de proficiência.

Em nova avaliação, divulgada no dia 6 de dezembro, os números do Pisa relativos a 2015 revelam que 51% dos alunos brasileiros não conseguem atingir o nível 2 em leitura, que a OCDE considera o mínimo necessário para que os jovens possam exercer sua cidadania. Abaixo do nível 2, os alunos são considerados incapazes de interpretar um texto ou relacioná-lo a conhecimento que já detém. Só 1,4% dos brasileiros estão entre as melhores notas em leitura, bem abaixo da média de 8,3% da OCDE.

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Além disso, os resultados obtidos por meio da Prova Brasil (Avaliação Nacional do Rendimento Escolar) revelam que, ao longo da vida escolar, há uma piora no nível de leitura dos estudantes: no quinto ano, 60% dos alunos têm aprendizado inadequado da leitura; e, no nono ano –  quando se espera que esse índice seja menor – essa taxa atinge 77% dos alunos. Um quadro preocupante.

“O analfabetismo funcional no país, na fase adulta, é de 27%. Na prática, crianças e jovens brasileiros são alfabetizados, mas não sabem compreender o significado dos textos, ou seja, não alcançam um nível satisfatório de letramento”, afirma Danielle Brants, CEO da Guten – empresa especialista em leitura com foco no desenvolvimento da compreensão leitora. Um bom nível de letramento só é possível quando o leitor de fato domina a leitura, com competências que permitem com que tenha uma boa compreensão e interpretação dos textos, seja capaz de fazer conexões com outros conhecimentos, faça inferências e possa distinguir fatos de opinião, entre outras habilidades. Como o nível de letramento é insatisfatório, há um forte efeito multiplicador negativo, uma vez que a leitura é uma competência fundamental ao bom aproveitamento de todas as disciplinas e fontes de conhecimento: 50% da deficiência em matemática, por exemplo, está ligada à leitura porque os estudantes não compreendem o enunciado das questões.

“Ser um bom leitor significa dominar habilidades e não apenas decodificar letras ou palavras. Entre os benefícios de ser um bom leitor, está a formação de jovens mais interessados nos acontecimentos, capazes de discernir, com habilidades de posicionamento crítico diante dos assuntos, mais preparados para o mundo e mais capazes, inclusive, de tomar atitudes, evoluir, querer aprender mais”, destaca Danielle.

Para engajar os estudantes jovens na leitura, a Guten – empresa que tem a missão de transformar estudantes em leitores proficientes e engajados – criou o Guten News, plataforma de leitura que, a cada semana, leva o mundo das atualidades para dentro de casa e das escolas, com conteúdos prazerosos e linguagem adequada para o público infantojuvenil. Na missão de investir no letramento, Danielle já conquistou muitos educadores: 60 escolas adotam a plataforma de leitura Guten no país, com mais de 20 mil usuários. “Com o acesso cada vez maior dos jovens a novas mídias e informações, as escolas estão buscando novas soluções”, diz Danielle.

PlataformaGutenNews

A plataforma de leitura Guten News contém textos jornalísticos escritos em linguagem adequada ao público infantojuvenil e sequências de atividades “gamificadas” que desenvolvem a capacidade de compreender e de interpretar textos. Cada jogo avalia diferentes habilidades de leitura envolvidas na compreensão dos textos jornalísticos presentes na plataforma: por meio do uso de games, o público infantojuvenil é motivado a ler artigos atuais que trazem conexões com o mundo e ampliam seu repertório cultural. O uso de textos sobre atualidades propicia a contextualização dos conteúdos escolares, sintonizando as escolas com os acontecimentos recentes da sociedade.

Após os alunos lerem e realizarem as atividades na plataforma, o professor pode acessar a ferramenta analítica que reúne todas as informações sobre a leitura dos alunos. Os educadores recebem relatórios para que possam intervir de forma personalizada com seus alunos, mapeando suas habilidades de leitura de forma prática e efetiva, de acordo com a matriz de referências do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira).

Com isso, a plataforma contempla alunos, professores e gestores escolares:

-        alunos: contam com jogos de leitura que os motivam a ler enquanto conhecem mais sobre o mundo ao seu redor

-        professores: contam com material didático atualizado toda semana;

-        gestores de escolas: contam com uma ferramenta de avaliação da competência leitora que não requer a aplicação de provas e simulados e que fornece dados semanais de acompanhamento continuado;

“Uma das questões principais para a compreensão leitora dos estudantes e das pessoas em geral é o engajamento – é preciso ter uma atitude positiva frente ao texto. Depois disso, vem a conquista da proficiência. No que se refere ao engajamento, é importante o papel das novas mídias”, destaca Danielle. O acesso ao aplicativo Guten News pode ser realizado via internet, o que permite aos jovens, seus pais e adultos em geral desenvolver a competência leitora também fora da escola (www.gutennews.com.br).

“Queremos transformar a maneira como a leitura é realizada em casa e no ambiente escolar, causar impacto na vida dos jovens brasileiros, transformar o modo como enxergam o mundo e ampliar seus horizontes, acreditando que grandes leitores podem ser também grandes agentes de transformação da sociedade. O atributo de ser um bom leitor é uma das formas mais democráticas de ampliar as fronteiras de vida do indivíduo”, afirma Danielle.

Sobre a Guten Educação e Tecnologia

Empresa da área de educação que tem a missão de transformar estudantes em leitores proficientes e engajados, a Guten Educação e Tecnologia oferece uma plataforma de leitura para o ensino fundamental com conteúdos interativos e engajadores para alunos, planos de aula que dão suporte aos professores e avaliação continuada das competências leitoras. Desenvolvidas por especialistas em educação e tecnologia, as soluções da Guten – Guten News e Guten Pro – são únicas no segmento educacional: aliam interface, conteúdos prazerosos e didática para engajar estudantes na leitura, ao mesmo tempo em que permitem o acompanhamento contínuo.

O Guten News é uma ferramenta de leitura de notícias em linguagem adequada aos alunos, com conteúdos engajadores. Contém sequências de atividades que trabalham os conhecimentos prévios e a verificação da compreensão do texto, de modo interativo, desafiador e construtivo. O Guten Pro é uma ferramenta de acompanhamento para o professor e equipe gestora da escola, que mapeia quais as lacunas de aprendizagem em leitura de cada aluno e cada turma. Ao mapear a evolução dos estudantes nas competências leitoras e detectar as áreas de melhorias específicas para cada aluno, o Guten Pro direciona as melhores intervenções pedagógicas, fomentando a possibilidade de personalização da aprendizagem.

A plataforma avalia de acordo com os 21 descritores de Língua Portuguesa estabelecidos pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) para dimensionar a competência em leitura e as matrizes de referência e parâmetro para o Saeb (Sistema de Avaliação da Educação Básica) e para a Prova Brasil (testes aplicados no quinto e nono ano do ensino fundamental, utilizados para diagnósticos em larga escala com o objetivo de avaliar a qualidade do ensino oferecido pelo sistema educacional brasileiro). www.gutennews.com.br.

Recentemente, a Guten foi selecionada para o projeto global Project Literacy Lab (http://projectliteracylab.com/), primeira parceria internacional coordenada pela Pearson e Unreasonable Group com foco em acelerar iniciativas que permitam reduzir o analfabetismo no mundo até 2030. Segundo o Project Literacy, existem 757 milhões de pessoas no mundo consideradas analfabetas ou semianalfabetas. Para ampliar a conscientização sobre o problema, o Literacy Lab tem desenvolvido a campanha Alphabet Of Illiteracy, baseada em um filme que ganhou o Leão de Cannes na categoria Grand Prix (https://www.youtube.com/watch?v=U0Ezto8HG_8), com o mote “Se nós ajudarmos as pessoas a ler e a escrever, nós ajudaremos a resolver os maiores problemas do mundo”.

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Sobre Danielle Brants

Administradora de empresas pela Fundação Getulio Vargas, Danielle Brants percorreu uma bem-sucedida carreira na área financeira em empresas como Morgan Stanley & Co, G5 Advisors / Evercore Partners e General Electric. Mas tinha um sonho que a fez mudar de rumo: queria investir seu talento em algo realmente transformador. Decidiu então tornar-se empreendedora e criou a Guten Educação e Tecnologia, na certeza de que a transformação do país passa essencialmente pela educação e, mais especificamente, pelo poder transformador da leitura.

Foi assim que surgiu a Guten Educação e Tecnologia, empresa especialista em leitura, fundada em 2014 por Danielle com a missão de transformar estudantes em leitores proficientes e engajados. A iniciativa foi um dos projetos vencedores da edição brasileira do prêmio Inovadores com Menos de 35 Anos, da revista MIT Technology Review, que reconheceu as dez maiores inovações do Brasil em 2015. No mesmo ano, foi selecionada também como Inovação Social do Ano pela mesma publicação. A publicação pertence ao Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) que é considerado uma referência mundial na descoberta de talentos que usam a tecnologia para resolver problemas sociais.

“Acredito no poder transformador da leitura desde pequena, a partir inclusive da história de meu pai, imigrante alemão que não foi aceito em escolas brasileiras por conta da língua, mas aperfeiçoou-se na leitura e, autodidata, tornou-se poliglota e executivo bem-sucedido de empresas”, afirma Danielle.

 

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