Compostagem e invenções sustentáveis na metrópole

Publicado em em Prêmio Empreendedor Social.

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Entre as artes plásticas e a educação, Cláudio Spínola transformou as boas práticas de seu estilo de vida sustentável no negócio social Morada da Floresta. O principal produto da empresa é uma composteira que usa minhocas para transformar  o lixo doméstico em adubo orgânico. Inovador, o produto se tornou referência nacional.    

Cláudio Spínola, criador da Morada da Floresta, é um dos finalistas do Prêmio Empreendedor Social, concurso que seleciona os líderes socioambientais mais empreendedores do Brasil.

São Paulo, 23 de novembro de 2016 – A Morada da Floresta nasceu a partir dos hábitos sustentáveis de seus fundadores, Cláudio Spínola e Ana Paula Silva. O casal fazia a compostagem dos resíduos orgânicos em casa e, após o nascimento da primeira filha, começou a desenvolver um modelo de fralda ecológica. Diante da experiência cotidiana, ambos decidiram, em 2009, transformar as práticas em produtos e serviços. Desde então, o negócio social pioneiro se tornou referência em compostagem doméstica no Brasil. Operou com lucro nos últimos três anos ao desenvolver projetos socioambientais em parceria com o governo municipal de São Paulo.

A Morada da Floresta desenvolve soluções para ampliar a prática de compostagem de resíduos orgânicos ao trabalhar com composteiras domésticas com custo que varia de R$ 208 a R$ 361. A versão empresarial atende escolas, condomínios, restaurantes e qualquer organização interessada em fazer a compostagem de resíduos orgânicos. A solução inova ao conseguir transformar o processo em algo simples, higiênico e acessível – já que qualquer pessoa pode fazer em casa. O projeto piloto com a Prefeitura de São Paulo resultou no tratamento de 3.500 toneladas de dejetos orgânicos, envolvendo residências, condomínios, empresas e escolas.

Cláudio Spínola desenvolveu um sistema de compostagem com minhocas em caixas de plástico, com tamanhos que variam de acordo com o porte da família; são leves, de fácil manuseio, entregues em kits com serragem, instruções e prontas para serem utilizadas. O uso correto não deixa cheiro nem atrai insetos, dois receios manifestados pelos consumidores. Em paralelo, o empreendedor também inovou no desenvolvimento de um produto com patente verde para fraldas ecológicas.

“Há alguns anos, eu descobri a permacultura. Comecei a fazer compostagem para diminuir o impacto no meio ambiente. A situação de transformar o resíduo em adubo me trouxe uma felicidade tão grande que eu senti uma necessidade extrema de compartilhar a experiência com outras pessoas. Comecei uma saga de desenvolvimento de produtos para facilitar a prática da compostagem na cidade, seja nas residências, nas escolas, nos condomínios, nas empresas. Pensando em aumentar a escala, elaborei o projeto Composta São Paulo, que foi conduzido em parceria com a prefeitura. Distribuímos duas mil composteiras na cidade e fizemos uma pesquisa para mostrar que é possível pensar em uma política pública que estimule as famílias a fazerem a compostagem em casa”, afirma o empreendedor, acrescentando que um de seus maiores sonhos é ver as pessoas adotarem a prática.

Menos lixo, mais horta

Especialistas defendem que uma das estratégias mais eficientes para o problema do lixo urbano é o tratamento adequado dos resíduos na própria fonte geradora. A medida evita o excesso de caminhões de lixo circulando pela cidade e a contaminação de resíduos secos com orgânicos – e gera economia de recursos municipais. A cidade de São Paulo produz 20 mil toneladas diárias de resíduos, sendo 12,5 mil toneladas provenientes de coleta familiar. Estima-se que 53% dos resíduos domiciliares sejam orgânicos, portanto, poderiam passar pelo processo de compostagem, evitando o transporte desnecessário até aterros sanitários. A mistura com resíduos secos e que poderiam ser reciclados, e a produção do chorume e gás metano – substâncias altamente poluentes – também poderiam ser evitadas.

A análise do impacto da empresa aponta a estimativa de 3.153 toneladas de resíduos compostados desde 2013 com o uso de produtos da Morada da Floresta, número que pode ser ainda maior se considerado o impacto que cada cliente tem de influenciar pessoas a seguir o exemplo. O empreendedor estima que 4,5 milhões de fraldas e mais de 1,3 milhão de absorventes deixaram de ir para aterros sanitários graças à adesão da clientela.

Embora os usuários prioritários dos produtos ecológicos da Morada da Floresta sejam de classe média e alta renda, a atuação ampla em diversos programas como Composta São Paulo – em parceria com a Secretaria de Serviços da Prefeitura e Amlurb – e Escolas Mais Orgânicas beneficiou famílias e estudantes de diversos perfis socioeconômicos, inclusive de baixa renda.

O Composta São Paulo, desenvolvido em 2014, é uma referência nacional ao criar uma cultura de compostagem na cidade e gerar educação ambiental na prática. A iniciativa contou com 10.061 inscritos; 2.006 famílias receberam composteiras – o equivalente a 7.033 pessoas envolvidas no projeto; outras 2.525 famílias se engajaram no projeto inspiradas pelos participantes. O índice de satisfação dos participantes foi de 97,8%. O Escolas mais orgânicas, implementado pela Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais em parceria com a Morada da Floresta, teve por meta melhorar a gestão de resíduos orgânicos nas escolas municipais de São Paulo. O trabalho envolveu oito Diretorias Regionais de Ensino, 15 escolas públicas – um total de 7.886 alunos, 560 professores e 315 funcionários no primeiro semestre de 2016.

A Morada da Floresta já alcançou seu ponto de equilíbrio. A empresa obteve lucro nos últimos três anos; foram implementados novos produtos no portfólio e criada uma loja virtual para comercialização on-line – o principal canal com os consumidores finais. Sobre os planos para o futuro, o empreendedor tem como objetivo a internacionalização dos produtos e, atualmente, participa de um programa que visa fomentar as exportações de negócios de pequeno porte. Há planos de realizar a primeira missão comercial em novembro de 2016 e iniciar exportações até o final de 2017.

PREMIAÇÃO

Criado em 2005 pela Folha de S. Paulo e Fundação Schwab – correalizadora do Fórum Econômico Mundial de Davos e idealizadora do concurso no mundo –, o Prêmio Empreendedor Social tem o objetivo de selecionar e fomentar os líderes socioambientais mais empreendedores do Brasil, que desenvolvam iniciativas inovadoras, sustentáveis e com comprovado impacto socioambiental.

O Folha Empreendedor Social de Futuro, por sua vez, é dedicado aos líderes sociais de até 35 anos que estão à frente de iniciativas mais recentes, com um a três anos de atuação. Criada pela Folha de S. Paulo em 2009, essa premiação utiliza os mesmos parâmetros internacionais da Schwab para avaliar e contemplar propostas inovadoras que ainda precisam de visibilidade e de capacitação para aumentar sua atuação e influência.

O Empreendedor Social é patrocinado por Coca-Cola, Vivo, IEL, uma iniciativa da Confederação Nacional da Indústria, e Fundação Banco do Brasil. O prêmio tem a LATAM Airlines Brasil como transportadora oficial e apoio da Porto Seguro. Entre os parceiros estratégicos, estão Fundação Dom Cabral, ESPM e UOL.

 

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