Fomento à cultura de doação e engajamento social dos consumidores brasileiros

Publicado em em Prêmio Empreendedor Social.

ARREDONDAR

A paulista Nina Valentini, criadora do Instituto Arredondar, aposta em microdoações para fomentar a atuação de organizações não governamentais. De centavo em centavo, a administradora tem ajudado as ONGs por meio de um sistema inovador de coletar doações. Centavos que se transformaram, por exemplo, em atendimentos humanizados para gestantes e no replantio de árvores na Mata Atlântica.

A empreendedora conquistou o Prêmio Empreendedor Social de Futuro 2016, destinado a jovens empreendedores com perfil inovador.

São Paulo, 21 de novembro de 2016 – O ecossistema de empreendedorismo social está presente na vida de Nina Valentini desde o nascimento. O pai, o psiquiatra Williams Valentini, coordenou o Hospital Cândido Ferreira em Campinas por 14 anos – ao longo da infância e adolescência da futura empreendedora. No ambiente de trabalho paterno entrou em contato com pessoas em situação de vulnerabilidade e com a militância na luta antimanicomial. A mãe, Cenise Monte Vivente, trabalhou no Instituto Ayrton Senna e exerceu cargos no Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef). A vocação para o empreendedorismo social surgiu na graduação em Administração Pública na Fundação Getulio Vargas, onde teve a primeira experiência com captação de recursos. O Arredondar é fruto da vivência em diversos coletivos universitários e da busca profissional. Convidada pelo empresário Ari Weinfeld, idealizador do Instituto Arredondar, Nina aceitou o desafio de fomentar a cultura de doação e de engajar o consumidor brasileiro.

De centavo em centavo, a administradora tem ajudado no custeio de ONGs por meio de um sistema inovador de coletar doações. O Arredondar faz a ponte entre doadores, varejistas e instituições beneficiadas, oferecendo ao consumidor – ao final de uma transação na boca do caixa – a possibilidade de arredondar o valor da compra em benefício de instituições. Centavos que se transformaram, por exemplo, atendimentos humanizados para gestantes e no replantio de árvores na Mata Atlântica.

A principal causa que o Arredondar defende é o desenvolvimento de uma cultura de doação e aumento da visibilidade de organizações da sociedade civil. Uma pesquisa do Instituto de Desenvolvimento de Investimentos Sociais (IDIS/Gallup, 2015) aponta que 77% dos brasileiros declaram ter realizado alguma doação. Entretanto, apenas 26% dos entrevistados afirmam confiar nas organizações não governamentais; 50% acham complicado fazer doações. Neste cenário, o Instituto Arredondar atua na captação de microdoações individuais e posterior distribuição para uma rede de ONGs selecionadas.

Na prática, as doações ocorrem no arredondamento do troco no varejo, de forma integrada ao sistema contábil do lojista. A proposta surgiu a partir da ideia de garantir uma fonte de receitas alternativas para organizações do terceiro setor. A inovação está ao trazer ao Brasil uma fórmula já testada em outros países, adaptando-a para a complexa realidade tributária nacional e para a cultura de doação brasileira – que ainda é bem incipiente. Embora a ideia já exista em larga escala na Alemanha, Israel e México, as experiências estrangeiras jogam para o varejista o ônus da adaptação, diferente do modelo desenvolvido pelo Arredondar.

“Mais de dois milhões de pessoas arredondaram e agora estamos expandindo o projeto para todo o Brasil. Nós queremos dar mais visibilidade para projetos sociais e ambientais, garantindo que tenham o apoio de milhares de pessoas. Cada centavo doado é acompanhado por todos, em tempo real no site. Como disse o líder indiano Mahatma Gandhi, de um modo suave nós podemos sacudir o mundo”, afirma a empreendedora.

Investimentos em energia e recursos foram realizados para adaptar os sistemas de TI dos parceiros lojistas via softwares houses – como Lynx e Zanthus, responsáveis pela maior parte dos serviços de varejo no país. Com isso, foi resolvido o problema na boca do caixa, a partir de uma pergunta no momento da venda: você quer arredondar seu troco para doação? Com a atuação direta dos desenvolvedores de sistema, o Arredondar não precisa negociar as mudanças com cada parceiro do varejo. O dinheiro arrecadado é distribuído em um portfólio de organizações apoiadas pelo Instituto. O valor, diferente da maior parte das doações recebidas por ONGs, não é voltado a um projeto específico; a organização decide como será usado.

Como funciona?

O Instituto Arredondar tem contribuído para a criação de uma cultura de doação no país, aproximando organizações sociais relevantes da população em geral. Na outra ponta, engaja os funcionários do varejo que estão na linha de frente, abordando a clientela no caixa do supermercado, lojas ou lanchonetes.

O Instituto Arredondar recolhe no caixa, por meio de alterações nos softwares de vendas, doações de pequenos valores destinados pelo consumidor no momento da compra. Para evitar possível taxação, Nina Valentini organizou um manual contábil, mostrando aos parceiros que não há risco de tributação nessas transações. O arredondamento é lançado no cupom fiscal, sem influência no balanço das lojas ou possibilidade de cobrança de impostos. O doador, por sua vez, recebe o comprovante do arredondamento para acompanhar, de maneira transparente no site do Arredondar, a destinação do dinheiro. Entre os parceiros, está o Grupo Pão de Açúcar, e entre as organizações beneficiadas estão Instituto Ipê, Casa Ângela, Projeto Arrastão, Projeto Quixote, Luta pela Paz, Instituto Criar, Roda Viva, Fazendo História, Banco de Alimentos, Fundo Elas, Noos, Acredite, Oca, IDDD e Gastromotiva.

Segundo a empreendedora, agora que a legislação brasileira já permite o arredondamento em cartão de crédito, o Arredondar está desenvolvendo um trabalho com as gestoras das máquinas de cartão para incluir a opção “arredondamento” – operada pelo próprio consumidor, na hora de digitar a senha. Uma outra frente de atuação é uma parceria com o Google para adaptar lojas de e-commerce ao sistema. A iniciativa será conduzida com o investimento de R$ 1,5 milhão oriundo do prêmio concedido pela empresa global de tecnologia.

O Instituto Arredondar funciona em Pinheiros, zona oeste de São Paulo, e conta com quatro funcionários contratados e três voluntários. O orçamento é de R$ 800 mil para este ano. Em junho, o projeto foi um dos quatro vencedores do Desafio Social Google 2016.

PREMIAÇÃO

Criado em 2005 pela Folha de S. Paulo e Fundação Schwab – correalizadora do Fórum Econômico Mundial de Davos e idealizadora do concurso no mundo –, o Prêmio Empreendedor Social tem o objetivo de selecionar e fomentar os líderes socioambientais mais empreendedores do Brasil, que desenvolvam iniciativas inovadoras, sustentáveis e com comprovado impacto socioambiental.

O Folha Empreendedor Social de Futuro, por sua vez, é dedicado aos líderes sociais de até 35 anos que estão à frente de iniciativas mais recentes, com um a três anos de atuação. Criada pela Folha de S. Paulo em 2009, essa premiação utiliza os mesmos parâmetros internacionais da Schwab para avaliar e contemplar propostas inovadoras que ainda precisam de visibilidade e de capacitação para aumentar sua atuação e influência.

O Empreendedor Social é patrocinado pela Fundação Banco do Brasil, Coca-Cola e pelo IEL, uma iniciativa da Confederação Nacional da Indústria. O prêmio tem a LATAM Airlines Brasil como transportadora oficial e apoio da Porto Seguro. Entre os parceiros estratégicos, estão Fundação Dom Cabral, ESPM e UOL.

O Folha Empreendedor Social de Futuro, por sua vez, é dedicado aos líderes sociais de até 35 anos que estão à frente de iniciativas mais recentes, com um a três anos de atuação. Criada pela Folha de S. Paulo em 2009, essa premiação utiliza os mesmos parâmetros internacionais da Schwab para avaliar e contemplar propostas inovadoras que ainda precisam de visibilidade e de capacitação para aumentar sua atuação e influência.

O Empreendedor Social é patrocinado por Coca-Cola, Vivo, IEL, uma iniciativa da Confederação Nacional da Indústria, e Fundação Banco do Brasil. O prêmio tem a LATAM Airlines Brasil como transportadora oficial e apoio da Porto Seguro. Entre os parceiros estratégicos, estão Fundação Dom Cabral, ESPM e UOL.

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