O melhor aplicativo de inclusão do mundo

Publicado em em Prêmio Empreendedor Social.

CPeFamilia

- Pai de uma garotinha de nove anos que por erro médico teve paralisia cerebral durante o parto, o analista de sistemas Carlos Pereira criou o Livox, reconhecido pela ONU como o melhor aplicativo de inclusão social do mundo. O drama familiar fez do pernambucano um empreendedor social, que hoje exporta o software para países como Estados Unidos e Arábia Saudita, permitindo que milhares de pessoas com deficiência se comuniquem e sejam alfabetizadas por meio de uma tecnologia desenhada com o coração. 

- Carlos Edmar Pereira, criador do Livox, conquistou o Prêmio Empreendedor Social, concurso que seleciona os líderes socioambientais mais empreendedores do Brasil. 

São Paulo, 17 de novembro de 2016 – No Brasil, a nova Lei de Inclusão da Pessoa Com Deficiência determinou que escolas privadas incorporem profissionais de apoio escolar para alunos com deficiência e que não cobrem valores adicionais por esse serviço. As escolas públicas e privadas devem se adequar para praticar a inclusão de fato. Soluções tecnológicas como a desenvolvida pelo empreendedor pernambucano Carlos Edmar Pereira têm papel importante nesse contexto. O Livox foi criado para auxiliar a pessoa com deficiência a se comunicar e ser alfabetizada via smartphones e tablets, proporcionando a real inclusão. O negócio de impacto social – acelerado pela Artemisia e embarcado no Porto Digital do Recife, principal centro tecnológico do país – nasceu da necessidade do empreendedor de se comunicar com a filha. Clara, com nove anos, tem paralisia cerebral devido a um erro médico no parto.

De acordo com dados da Organização das Nações Unidas (ONU), um em cada sete habitantes do planeta vive com algum tipo de deficiência. No Brasil, há cerca de 15 milhões de pessoas com dificuldades de fala devido a doenças ou deficiências. Uma parcela considerável de brasileiros tem problemas cognitivos ou motores que impedem ou dificultam a sua comunicação. Entre as doenças, autismo, paralisia cerebral, sequelas de acidente vascular cerebral, esclerose múltipla e esclerose lateral amiotrófica.

Uma solução comumente utilizada é a conduzida via cartões com figuras, dispostos em um fichário – na qual se aponta para a imagem referente ao que se deseja expressar. Esse processo não é prático para pais e cuidadores, uma vez que é necessário imprimir, recortar e organizar as diversas figuras. Para a pessoa com deficiência, o método é limitado e não consegue traduzir de forma efetiva tudo o que deseja comunicar.

“A Organização Mundial da Saúde estima que pelo menos 1 bilhão de pessoas na Terra possuem algum tipo de deficiência; pessoas que são a maior minoria do planeta. E eu sou pai de uma delas. Minha filha, Clara Pereira, tem paralisia cerebral; não anda nem fala. Foi para ajudar a minha filha que criei o software Livox com diversos algoritmos inteligentes que se adaptam às necessidades do usuário, a diferentes tipos de deficiência. Nós recebemos a chancela da ONU como melhor aplicativo do planeta e, recentemente, um investimento do Google. É por isso que estou morando nos Estados Unidos. Com um grupo de engenheiros, estou criando uma incrível nova tecnologia que vai permitir que pessoas com deficiência se comuniquem até 10 vezes mais rápido”, detalha o empreendedor, que conquistou visto de permanência categoria 1 – destinada a postulantes “com extraordinária habilidade no campo da ciência, da educação, dos negócios e esportistas”. A família está instalada a poucos quilômetros do Florida Hospital, onde será realizado o primeiro estudo clínico do Livox.

Técnico em eletrônica, Carlos trabalhava na área de Tecnologia de Informação de uma empresa farmacêutica quando passou a usar os seus conhecimentos para desenvolver uma ferramenta para ajudar a filha a se comunicar.

Funcionalidades e modelo de negócio

O Livox foi projetado para “funcionar nas mãos das pessoas com deficiência”, que não tocam no tablet como as demais: batem com a mão inteira, arrastam os dedos sobre a tela, dão toques imprecisos. O software possui algoritmos inteligentes que interpretam esses movimentos para que a comunicação se torne possível. As funcionalidades são adaptativas, voltadas a atender as deficiências do usuário, sejam motoras, cognitivas ou visuais. A inovação está, ainda, na possibilidade de adaptação do conteúdo do aplicativo – disponível em português, inglês, árabe, alemão e espanhol. Além das 25 mil imagens disponíveis, pais e profissionais podem criar conteúdos de acordo com o perfil e demandas. No Livox é possível inserir fotos de acordo com a realidade do usuário, criar ícones e descrições; gravar músicas.

A inovação vai além da substituição das pranchas de comunicação em fichários. Com funcionalidades adaptativas para vários tipos de deficiência ou doença, o aplicativo amplia as possibilidades de comunicação, expressão e aprendizado. É possível também compartilhar conteúdos: o professor pode, por exemplo, desenvolver aulas e compartilhar nos tablets dos alunos, basta estar conectado à internet.

A empresa comercializa licenças do aplicativo pela Apple Store e Google Play. Para ganhar escala e baratear os custos para a base da pirâmide, a Livox firmou uma parceria com a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais do Estado de São Paulo (APAE), que atende anualmente 60 mil pessoas com deficiência – grande parte com dificuldades de comunicação. São 305 APAES no Estado, que podem aderir ao programa e se tornarem canais de venda. O aplicativo, nessa parceria, será vendido a R$ 351, um desconto de 74% em relação ao custo original.

A empresa atua com os modelos de B2B (comércio entre empresas) e B2G (transações entre empresas e governos). Em 2014 foi realizada a venda de 5 mil licenças do aplicativo para a Prefeitura do Recife (PE), gerando renda líquida de R$ 1,8 milhão. No momento, segundo o empreendedor, há diversas negociações no âmbito público e privado, sendo uma delas com o governo federal, para que sejam adquiridas 30 mil licenças do aplicativo pelo poder público.

PREMIAÇÃO

Criado em 2005 pela Folha de S. Paulo e Fundação Schwab – correalizadora do Fórum Econômico Mundial de Davos e idealizadora do concurso no mundo –, o Prêmio Empreendedor Social tem o objetivo de selecionar e fomentar os líderes socioambientais mais empreendedores do Brasil, que desenvolvam iniciativas inovadoras, sustentáveis e com comprovado impacto socioambiental.

O Folha Empreendedor Social de Futuro, por sua vez, é dedicado aos líderes sociais de até 35 anos que estão à frente de iniciativas mais recentes, com um a três anos de atuação. Criada pela Folha de S. Paulo em 2009, essa premiação utiliza os mesmos parâmetros internacionais da Schwab para avaliar e contemplar propostas inovadoras que ainda precisam de visibilidade e de capacitação para aumentar sua atuação e influência.

O Empreendedor Social é patrocinado por Coca-Cola, Vivo, IEL, uma iniciativa da Confederação Nacional da Indústria, e Fundação Banco do Brasil. O prêmio tem a LATAM Airlines Brasil como transportadora oficial e apoio da Porto Seguro. Entre os parceiros estratégicos, estão Fundação Dom Cabral, ESPM e UOL.

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