“Projeto 30: a trajetória de vida” será tema de palestra gratuita na Casa do Saber

Publicado em em Pesquiseria.

Proj30
As sensações e percepções dos jovens brasileiros com 30 anos serão tema da palestra “Projeto 30: a trajetória de vida. Os planos, entre a educação e o autoconhecimento”, ministrada por Dennis Giacometti, presidente da Giacometti Comunicação e coordenador do estudo. A palestra acontece na próxima quarta-feira, 19 de outubro, na Casa do Saber (Rua Dr. Mário Ferraz, 414), às 20 horas. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pelo http://casadosaber.com.br/sp/cursos/palestra/projeto-30-a-trajetoria-de-vida.html

- O Projeto 30 é um mapeamento inédito que traz um cenário consistente dos mecanismos de vivência e construção de jovens brasileiros do século 21. 

São Paulo, 14 de outubro de 2016 – A geração de brasileiros com 30 anos afirma que a educação formal peca pelo excesso de teoria, incapacidade de desenvolver habilidades profissionais e inexistência do fomento ao pensamento crítico. Para os trintões, a escola não foi capaz de auxiliá-los em muitas etapas de sua jornada. A frustração, efeito colateral desta falta, tem minado a confiança desses jovens. E quais seriam os possíveis cenários para reduzir a dissonância entre expectativa e realidade, e para fomentar as perspectivas futuras de brasileiros de diferentes gerações? Esse é ponto de partida da palestra que Dennis Giacometti, presidente da Giacometti Comunicação e coordenador do Projeto 30, irá ministrar na Casa do Saber. Com participação de Jair Ribeiro, sócio-fundador da Casa do Saber, a palestra “Projeto 30: a trajetória de vida. Os planos, entre a educação e o autoconhecimento” acontece na quarta-feira, 19 de outubro, às 20 horas, na Rua Dr. Mário Ferraz, 414.

O Projeto 30 mostra que entre os trintões que cursaram o ensino superior, o prazer em estudar e a sensação de se tornar mais preparado para desenvolver a profissão escolhida está presente na percepção de apenas 10% dos entrevistados da classe C e 13% das classes A e B. Entre os que chegaram à universidade há um misto de busca efetiva de conhecimento e uso ferramental para alavancar carreira e salários. Nas classes A e B, 67% cursaram ou estão na universidade contra 53% da classe C; 45% dos entrevistados não estão seguros da escolha do curso.

A universidade como forma de aprimorar o conhecimento foi a motivação apontada por 32% das classes A e B, e 34% da C. A pesquisa revela que apesar de reconhecerem o importante papel da educação como caminho fundamental, os trintões não associam o ambiente escolar ao papel de fomentador do pensamento, capaz de ajudar na reflexão do traço da própria trajetória. “Investigamos um pouco a raiz da formação dessas pessoas para entendermos o que contribuiu com as escolhas feitas ao longo da vida. A ideia foi questionar sobre a trajetória escolar”, detalha Dennis Giacometti, pesquisador e coordenador do estudo.

Modelo da universidade de Bolonha

Criada em 1150 e considerada o primeiro estabelecimento de ensino superior do mundo, a Universidade de Bolonha, na Itália, desenvolveu um modelo de ensino que é utilizado até hoje. Neste fato, na percepção de Dennis Giacometti, reside o maior problema da educação contemporânea. Ou seja, modelos de instituições da Idade Média para crianças e jovens do século XXI.

“A educação atual não dá conta da complexidade contemporânea. Há uma crise no ensino brasileiro. Precisamos incentivar os jovens a ir em busca de uma revolução no ensino; precisamos ter um projeto de educação para o Brasil. Essa é a essência. Do ponto de vista do emprego, a pesquisa revela que 52% acreditam estar na profissão errada. Ou seja, é necessário investir em cursos vocacionais, na avaliação da trajetória percorrida e na postura de vida adotada”, defende. Giacometti afirma que estamos conectados a tudo no mundo, menos em nós mesmos. “O exercício de despertar para entender melhor as próprias características e possibilidades não é um valor adquirido nos bancos escolares. A pesquisa mostra que apenas 15% dos jovens de 30 anos têm um projeto de vida; os demais sofreram influência e não são autores da própria vida”, salienta.

“O Censo da Educação Superior – relatório do Ministério da Educação e Cultura (MEC), divulgado em setembro de 2014 –, informa que em 2013, 1 milhão de alunos se formaram, enquanto 1,2 milhão de universitários trancaram as matrículas. Um inacreditável prejuízo de tempo, de energia e de dinheiro em razão de escolhas inadequadas”, destaca Giacometti.

A faculdade aparece como sinônimo de salários mais altos; poucos desejam aumentar o repertório intelectual e buscar capacitação. Para os entrevistados, trata-se de uma etapa para a conquista de salários mais altos, já que as empresas exigem diplomas. Na classe C, o diploma do ensino superior é sinônimo de realização e de ter vencido os entraves financeiros. Muitas vezes, esses jovens são os primeiros da família a ter diploma universitário. Neste contexto, as oportunidades de trabalho que o diploma alavanca trazem a sensação simbólica de pertencimento.

PALESTRANTE

Dennis Giacometti

Presidente da Giacometti Comunicação e sócio diretor da ZHUO, empresa de consultoria em Gestão, Inovação e Estratégia de Marca. Formado em Arquitetura, trabalha há mais de 30 anos como publicitário na área de planejamento de comunicação e marketing. Nos últimos 10 anos tem investido em estudos profundos na área psicossocial e de marketing, entre os quais se destacam “O Jovem e a Longevidade”, “Quem te Inspira” e “Projeto 30”.

A PESQUISA

O Projeto 30, executado pela Pesquiseria e coordenado pela Giacometti Comunicação, está sendo conduzido com pesquisas quantitativas e qualitativas. Na qualitativa, uma abordagem de 24 grupos de discussão formados por homens e mulheres de 30 anos, residentes no Rio de Janeiro, São Paulo, Recife e Porto Alegre; na abordagem quantitativa foram entrevistados mil jovens das mesmas praças. As análises serão conduzidas e analisadas em quatro etapas: 30 anos, a hora da virada (balanço de vida dos jovens brasileiros egressos à idade); a crise e o padrão de consumo entre as diferentes tribos de 30 anos; a educação e a insatisfação com a vida profissional; e as características e percepções de mundo de cada uma das tribos: o plano B.

O estudo detectou segmentos atitudinais destes jovens: Recomeço, Frustrados, Carreirista, Família Precoce, Zen, Realizados, Independentes e Deixa a Vida me Levar. A divisão em “tribos” é, na opinião dos pesquisadores, um claro reflexo dos padrões de escolha e das visões sobre o futuro dessa geração de brasileiros, identificados pelo mapeamento que traz um cenário consistente dos mecanismos de vivência e construção de jovens brasileiros do século 21.

Sobre a Giacometti Comunicação

Com atuação nacional e internacional, a Giacometti Comunicação adota um modelo de negócios que tem como visão de trabalho o pensamento estratégico, a partir de diretorias nacionais, e uma capilaridade baseada em unidades completas e independentes operando em diversos pontos do Brasil. É uma agência full service, capaz de oferecer ao mercado soluções customizadas em comunicação. Agilidade e autonomia levam o que existe de melhor aos clientes, seja em mídia, atendimento, produção ou criação. Com uma forma de agir muito própria, a Giacometti só trabalha com evidências. Busca constantemente informações profundas e confiáveis sobre o mercado e os consumidores, opção que dá à agência a certeza de que chega a um pensamento estratégico de comunicação único, próprio ao DNA de cada marca. O diagnóstico oferecido é preciso, para que a comunicação realmente faça a diferença, dê resultados e contribua de forma efetiva para a valorização e a construção da imagem da marca. A Giacometti foi criada em São Paulo em 1995 e possui hoje unidades completas em Brasília (DF), Rio de Janeiro (RJ), Belo Horizonte (MG), Goiânia (GO) e Londrina (PR). Em julho de 2014, a agência iniciou atividades em São Francisco, nos Estados Unidos. Com o nome de Spice, a nova unidade tem objetivo de aproximar os clientes das inovações tecnológicas do Vale do Silício e acompanhar as tendências internacionais em comunicação.

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Sobre a Pesquiseria

Startup criada em 2015 pelo empreendedor Tiago Faria e acelerada pela Giacometti Comunicação, a Pesquiseria é uma empresa com foco em estudos qualitativos de inspiração. Com uma singular composição de método e pessoas, a Pesquiseria oferece respostas estimulantes, criativas e inspiradoras para os questionamentos contemporâneos de marcas e produtos. Com estudos taylor made e sem metodologias engessadas, a equipe alinha a atuação aos princípios EMPATIA, COMFORT e ENTERTAINMENT para gerar insights e ir além do entendimento da palavra; da narrativa pura. Na Pesquiseria, a MESA DE INSPIRAÇÃO – formada por psicólogos, sociólogos, antropólogos, filósofos, arquitetos, artistas e diversos profissionais – enriquece um processo analítico com a visão voltada a valores e códigos implícitos por trás do que as pessoas contam nas pesquisas.  Publicitário com especialização em Ciências do Consumo e Sociopsicologia, Tiago Faria tem por sócio Dennis Giacometti, sócio-presidente da Giacometti Comunicação e CEO da Zhuo.

 

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