Aos 30 anos, brasileiros não associam a educação formal com o preparo para o pensamento crítico

Publicado em em Pesquiseria.

1Imagem_Projeto30-1024x578O Projeto 30 mostra que apenas 13% dos entrevistados das classes A e B, que cursaram ou estão cursando o ensino superior, acreditam que a universidade está cumprindo o papel de prepará-los para o mundo profissional; entre os trintões da classe C, a crença é partilhada por 10%. O Projeto 30 – solicitado pela Giacometti Comunicação à Pesquiseria – é um mapeamento inédito quetraz um cenário consistente dos mecanismos de vivência e construção de jovens brasileiros do século 21.

São Paulo,24 de agosto de 2016 – A geração de brasileiros com 30 anos afirma que a educação formal peca pelo excesso de teoria, incapacidade de desenvolver habilidades profissionais e inexistência do fomento ao pensamento crítico. Para os trintões, a escola não foi capaz de auxiliá-los na conquista do autoconhecimento. Entre os que cursaram o ensino superior, o prazer em estudar e a sensação de se tornar mais preparado para desenvolver a profissão escolhida está presente na percepção de apenas 10% dos entrevistados da classe C e 13% das classes A e B. Esses são alguns dos resultados do recorte “Educação aos 30 – percepções”, que integra o Projeto 30, um mapeamento inédito conduzido pela Giacometti Comunicação e Pesquiseria.
 
Entre os trintões que chegaram à universidade há um misto de busca efetiva de conhecimento e uso ferramental para alavancar carreira e salários. Nas classes A e B, 67% cursaram ou estão na universidade contra 53% da classe C; 45% dos entrevistados não estão seguros da escolha do curso. A universidade como forma de aprimorar o conhecimento foi a motivação apontada por 32% das classes A e B, e 34% da C; a associação com “a conquista que mostra que você é capaz” está no discurso de 29% (A e B) e 19% da classe C. Passo fundamental para conseguir melhores salários é apontado por 24% da classe C contra 20% (A e B).
 
A pesquisa revela que apesar de reconhecerem o importante papel da educação como caminho fundamental, os trintões não associam o ambiente escolar a uma fomentadora do pensamento e autoconhecimento que ajudasse na reflexão do traço da própria trajetória. “Investigamos um pouco a raiz da formação dessas pessoas para entendermos o que contribuiu com as escolhas feitas ao longo da vida. A ideia  foi questionar sobre a trajetória escolar”, detalha Tiago Faria, sócio-diretor da Pesquiseria e coordenador do estudo.Segundo o pesquisador, a máxima é que a escola ensinou a se virar e lidar com as pessoas muito mais do que capacitar para o que realmente usariam na vida. Para 64%, a escola foi fundamental para a construção do indivíduo; 36% acreditam ter sido importante para fazer amigos; 36% aprenderam mais com a vida do que com a escola; e 19% aprenderam o básico na escola, mas acham que esse aprendizado não fez diferença. 
 
Modelo da universidade de Bolonha 
Criada em 1150 e considerada o primeiro estabelecimento de ensino superior do mundo, a Universidade de Bolonha, na Itália, desenvolveu um modelo de ensino que é utilizado até hoje. Neste fato, na percepção de Dennis Giacometti – pesquisador e coordenador do estudo – reside o maior problema da educação contemporânea. Ou seja, modelos de instituições da Idade Média para crianças e jovens do século XXI.“A educação atual não dá conta da complexidade contemporânea. Há uma crise no ensino brasileiro. Precisamos incentivar os jovens a ir em busca de uma revolução no ensino; precisamos ter um projeto de educação para o Brasil. Essa é a essência. Do ponto de vista do emprego, a pesquisa revela que 52% acreditam estar na profissão errada. Ou seja, é necessário investir em cursos vocacionais e no autoconhecimento”, defende. Giacometti afirma que estamos conectados em tudo no mundo, menos em nós mesmos. “Esse exercício de autoconhecimento não é um valor adquirido nos bancos escolares. A pesquisa mostra que apenas 15% dos jovens de 30 anos têm um projeto de vida; os demais sofreram influência e não são autores da própria vida”, salienta.A falta de autoconhecimento faz com que os jovens não consigam discorrer sobre sua natureza, suas potencialidades, seus atributos e limitações. “O Censo da Educação Superior – relatório do Ministério da Educação e Cultura (MEC), divulgado em setembro de 2014 –, informa que em 2013, 1 milhão  de  alunos se formaram, enquanto 1,2 milhão de universitários trancaram as matrículas. Um inacreditável prejuízo de tempo, de energia e de dinheiro em razão de escolhas mal feitas”, destaca Giacometti.A faculdade aparece como sinônimo de salários mais altos, poucos desejam aumentar o repertório intelectual e buscar capacitação. Para os entrevistados, trata-se de uma etapa para a conquista de salários mais altos, já que as empresas exigem diplomas. Na classe C, o diploma do ensino superior é sinônimo de realização e de ter vencido os entraves financeiros. Muitas vezes, esses jovens são os primeiros da família a ter diploma universitário. Neste contexto, as oportunidades de trabalho que o diploma alavanca trazem a sensação simbólica de pertencimento.A PESQUISA

Projeto 30, executado pela Pesquiseria e coordenado pela Giacometti Comunicação, está sendo conduzido com pesquisas quantitativas e qualitativas. Na qualitativa, uma abordagem de 24 grupos de discussão formados por homens e mulheres de 30 anos, residentes no Rio de Janeiro, São Paulo, Recife e Porto Alegre; na abordagem quantitativa foram entrevistados mil jovens das mesmas praças. As análises serão conduzidas e analisadas em quatro etapas: 30 anos, a hora da virada (balanço de vida dos jovens brasileiros egressos à idade); a crise e o padrão de consumo entre as diferentes tribos de 30 anos; a educação e a insatisfação com a vida profissional; e as características e percepções de mundo de cada uma das tribos: o plano B.

O estudo detectou segmentos atitudinais destes jovens: Recomeço, Frustrados, Carreirista, Família Precoce, Zen, Realizados, Independentes e Deixa a Vida me Levar. A divisão em “tribos” é, na opinião dos pesquisadores, um claro reflexo dos padrões de escolha e das visões sobre o futuro dessa geração de brasileiros, identificados pelo mapeamento que traz um cenário consistente dos mecanismos de vivência e construção de jovens brasileiros do século 21. Esses segmentos atitudinais estão dispostos de acordo com os relatos reflexivos – trajetórias que trazem modelos de passado e aspiração de futuro. Com esse norte, foram traçadas características e percepções de mundo de cada um dos clusters: 28% dos entrevistados classificam-se em Recomeço; 21% Frustrado; 15% em Carreirista; 11% Família Precoce; 8% Zen; 7% Realizado; 6% Independente; e 4% Deixa a vida me levar.

Segundo Dennis Giacometti, coordenador do estudo e presidente da Giacometti Comunicação, os 30 anos são simbólicos na vida de muitas pessoas por trazerem, efetivamente, a dimensão do mundo “adulto” e por abrirem a possibilidade de reflexão sobre o passado e questionamento sobre o futuro. Com base nesta crença, a Pesquiseria – startup acelerada pela agência – conduziu o Projeto 30, um estudo inédito no Brasil. A proposta é entender quais são as avaliações da trajetória até então trilhada e as perspectivas para o futuro.

Sobre a Giacometti Comunicação

Com atuação nacional e internacional, a Giacometti Comunicação adota um modelo de negócios que tem como visão de trabalho o pensamento estratégico, a partir de diretorias nacionais, e uma capilaridade baseada em unidades completas e independentes operando em diversos pontos do Brasil. É uma agência full service, capaz de oferecer ao mercado soluções customizadas em comunicação. Agilidade e autonomia levam o que existe de melhor aos clientes, seja em mídia, atendimento, produção ou criação. Com uma forma de agir muito própria, a Giacometti só trabalha com evidências. Busca constantemente informações profundas e confiáveis sobre o mercado e os consumidores, opção que dá à agência a certeza de que chega a um pensamento estratégico de comunicação único, próprio ao DNA de cada marca. O diagnóstico oferecido é preciso, para que a comunicação realmente faça a diferença, dê resultados e contribua de forma efetiva para a valorização e a construção da imagem da marca. A Giacometti foi criada em São Paulo em 1995 e possui hoje unidades completas em Brasília (DF), Rio de Janeiro (RJ), Belo Horizonte (MG), Goiânia (GO) e Londrina (PR). Em julho de 2014, a agência iniciou atividades em São Francisco, nos Estados Unidos. Com o nome de Spice, a nova unidade tem objetivo de aproximar os clientes das inovações tecnológicas do Vale do Silício e acompanhar as tendências internacionais em comunicação. www.giacometti.com.br

 Sobre a Pesquiseria

Startup criada em 2015 pelo empreendedor Tiago Faria e acelerada pela Giacometti Comunicação, a Pesquiseria é uma empresa com foco em estudos qualitativos de inspiração. Com uma singular composição de método e pessoas, a Pesquiseria oferece respostas estimulantes, criativas e inspiradoras para os questionamentos contemporâneos de marcas e produtos. Com estudos taylor made e sem metodologias engessadas, a equipe alinha a atuação aos princípios EMPATIA, COMFORT e ENTERTAINMENT para gerar insights e ir além do entendimento da palavra; da narrativa pura. Na Pesquiseria, a MESA DE INSPIRAÇÃO – formada por psicólogos, sociólogos, antropólogos, filósofos, arquitetos, artistas e diversos profissionais – enriquece um processo analítico com a visão voltada a valores e códigos implícitos por trás do que as pessoas contam nas pesquisas.  Publicitário com especialização em Ciências do Consumo e Sociopsicologia, Tiago Faria tem por sócio Dennis Giacometti, sócio-presidente da Giacometti Comunicação e CEO da Zhuo.

 

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