Projeto 30 mostra como a crise influenciou os hábitos de consumo dos brasileiros “trintões”

Publicado em em Pesquiseria.

1ImagemA crise e o padrão de consumo entre as diferentes tribos de 30 anos (Recomeço, Frustrados, Carreirista, Família Precoce, Zen, Realizados, Independentes e Deixa a Vida me Levar) é o mote do segundo recorte do Projeto 30. A pesquisa mostra que 85% dos brasileiros com 30 anos têm a sensação de que o poder de compra está reduzido; 64% abriram mão de algum item por conta da crise; e 29% evitam novas dívidas por medo de perderem o emprego.  O Projeto 30, solicitado pela Giacometti Comunicação à Pesquiseria é um mapeamento inédito que traz um cenário consistente dos mecanismos de vivência e construção de jovens brasileiros do século 21.

São Paulo, 9 de junho de 2016 – A crise econômica está tendo um peso emocional e comportamental no padrão de consumo dos brasileiros com 30 anos. O momento é particularmente delicado e os “trintões” sentem que o poder aquisitivo caiu: 85% têm a sensação de que o poder de compra está reduzido; 64% abriram mão de algum item por conta da crise; 50% sentiram no bolso, mas ainda conseguem levar a vida sem grandes esforços; 42% trocaram as marcas que costumavam usar por outras mais baratas; e 29% têm evitado fazer dívidas por receio de perder o emprego. Essas são algumas das conclusões da segunda etapa do Projeto 30 – A crise e o padrão de consumo entre as diferentes tribos de 30 anos  desenvolvido pela Pesquiseria e coordenado pela Giacometti Comunicação.

A realidade financeira está aquém das expectativas dos trintões. O dinheiro é a principal questão na vida por materializar o desejo da estabilidade – e do sonho da liberdade. A estabilidade financeira é, aliás, a grande busca da maioria dos entrevistados e a vida profissional… um atalho para conseguir dinheiro. Para 86%, a busca por estabilidade financeira é a principal questão da vida. Salvo raras exceções, a maioria afirma que o maior problema é a falta de dinheiro: 70% dos entrevistados têm baixa realização financeira, 23% média e 7% alta. Segundo Dennis Giacometti, coordenador do estudo e presidente da Giacometti Comunicação, entre as principais frustrações financeiras está não conseguir pagar as contas em dia e deixar decair o padrão de vida da família. A maioria dos entrevistados não se julgou capaz de juntar dinheiro ou manter uma poupança. “Em função disso, emerge a cultura do agora, das pequenas indulgências. Já que não conseguiram juntar, preferem gastar um pouco mais para viverem momentos felizes. Permitem-se pequenos luxos e as compras proporcionam pequenas alegrias”, afirma Giacometti.

Com menor ou maior grau de realização nas rotas, os trintões brasileiros estão correndo atrás do que acreditam que deveria estar consolidado. O cenário é de pessimismo e há razões para isso. Trata-se de uma geração superestimada – muitas expectativas, poucas realizações. Com mais respaldo dos pais, mais ferramentas à mão e sendo filhos de um cenário macroeconômico estável e ascendente, a expectativa era que as conquistas viessem de forma natural. “Ao contrário, essa geração continua batalhando. Mesmo com desejo de virada e recomeço, o medo de arriscar é cada vez maior frente a um cenário econômico de muita instabilidade. Prudência e pé no freio são apontados como necessários para preservar o que já construíram”, analisa Tiago Faria, sócio-diretor da Pesquiseria e coordenador do estudo.

A pesquisa mostra que há muita descrença com o mercado de trabalho. A frustração ocorre frente às poucas oportunidades que o mercado oferece. Para os entrevistados, em um mercado mais competitivo e que remunera mal, a ideia de ascensão social se torna cada vez mais utópica. A falta de autoconhecimento real – que identifica virtudes e limitações – originou as escolhas que não refletem os desejos profundos dos entrevistados. Ou seja, há baixo autoconhecimento e pouco planejamento.

O estudo detectou, também, segmentos atitudinais destes jovens: Recomeço, Frustrados, Carreirista, Família Precoce, Zen, Realizados, Independentes e Deixa a Vida me Levar.A divisão em “tribos” é, na opinião dos pesquisadores, um claro reflexo dos padrões de escolha e das visões sobre o futuro dessa geração de brasileiros, identificados pelo mapeamento que traz um cenário consistente dos mecanismos de vivência e construção de jovens brasileiros do século 21.

A pesquisa

Projeto 30, executado pela Pesquiseria e coordenado pela Giacometti Comunicação, está sendo conduzido com pesquisas quantitativas e qualitativas. Na qualitativa, uma abordagem de 24 grupos de discussão formados por homens e mulheres de 30 anos, residentes no Rio de Janeiro, São Paulo, Recife e Porto Alegre; na abordagem quantitativa foram entrevistados mil jovens das mesmas praças. As análises serão conduzidas e analisadas em quatro etapas: 30 anos, a hora da virada (balanço de vida dos jovens brasileiros egressos à idade); a crise e o padrão de consumo entre as diferentes tribos de 30 anos; a educação e a insatisfação com a vida profissional; e as características e percepções de mundo de cada uma das tribos: o plano B.

Segundo Dennis Giacometti, coordenador do estudo e presidente da Giacometti Comunicação, os 30 anos são simbólicos na vida de muitas pessoas por trazerem, efetivamente, a dimensão do mundo “adulto” e por abrirem a possibilidade de reflexão sobre o passado e questionamento sobre o futuro. Com base nesta crença, a Pesquiseria – startupacelerada pela agência – conduziu o Projeto 30, um estudo inédito no Brasil. A proposta é entender quais são as avaliações da trajetória até então trilhada e as perspectivas para o futuro.

DESTAQUES DA PESQUISA / RECORTE “TRIBOS & A CRISE”

A pesquisa agrupou – de acordo com os relatos reflexivos – trajetórias que trazem modelos de passado e aspiração de futuro. Com esse norte, foram traçadas características e percepções de mundo de cada um dos clusters: 28% dos entrevistados classificam-se em Recomeço; 21% Frustrado; 15% em Carreirista; 11% Família Precoce; 8% Zen; 7% Realizado; 6% Independente; e 4% Deixa a vida me levar.

RECOMEÇO

Em Recomeço, o fio condutor é o anseio por mudanças; o questionamento constante sobre a trajetória até então. Majoritariamente são da classe C e apesar de terem se programado menos – em especial, nos âmbitos financeiros e educacional – estão otimistas com o futuro. Preocupados com o dinheiro, o que mais almejam é a estabilidade financeira. Estão gastando menos por medo de se perderem novamente.  Em fase de reestruturação, após reflexão na chegada aos 30 anos, resolveram dar um basta à trajetória atual e mudar o status quo. Uma reação a um padrão que não funcionava mais: seja mudança de profissão, emprego, promoção, mudança de cidade, casamento e separação.

A análise aponta que 28% dos entrevistados são da tribo Recomeço – desses, 86% estão focados em mudanças e querem melhorar muitas coisas na própria vida; 75% querem um recomeço e estão lutando para reescrever a própria história; e 57% afirmam ter muita coisa nova acontecendo na vida. Por estarem passando por uma fase de reestruturação, os integrantes desta tribo sofreram os abalos da crise – e têm revisto gastos. O consumo tem foco básico, priorizando a alimentação e as roupas. “Comportamento emblemático, pois comer bem e se vestir bem são complementos que compõem o binômio da dignidade”, avalia Faria.

Vivência: 53% dos jovens que compõem a tribo Recomeço são da classe C; 30% residem em Recife, 29% no Rio de Janeiro, 22% em Porto Alegre e 19% em São Paulo. O que mais os inspira são os filhos (45%), companheiro (43%), pais (35%), religião (24%) e livros (21%). Entre os desejos para o futuro, em primeiro lugar está ter carro e casa própria (36%); passar num concurso público (27%); e recomeçar e mudar de profissão (20%).

O Consumo e a crise

Entre os três principais focos de gastos: 77% supermercado, 73% contas básicas, 29% aluguel. O prazer no consumo é apontado por 55% como lazer, 53% supermercado e 53% a compra de roupas. A crise fez com que 30% cortassem viagens, 16% lazer e 15% roupas; 71% sentem que está tudo mais caro e que perderam o poder de compra; 58% têm evitado parcelamento e compras mais caras. Sobre o padrão de consumo, 43% afirmam que o momento é de investir em bens de consumo, antes de focar em experiências.

Entre as principais preocupações, 62% têm medo de chegar ao fim do mês e não ter dinheiro para pagar as contas; 49% se preocupam com a educação dos filhos, em como eles vão crescer; e 48% estão preocupados em não conseguir concretizar todos os planos.

FRUSTRADOS

A análise mostra que 21% da população de 30 anos se enquadra na tribo dos Frustrados. Para 83% desse total, a vida estaria melhor se tivesse corrido atrás do que queria; 71% acreditam que se acomodaram e não correram atrás dos sonhos; e 61% olham para os amigos que se deram bem e se questionam sobre as próprias escolhas.

Os frustrados compõem a tribo dos que pouco correram atrás dos sonhos. Estão frustrados por não terem se planejado e, ao fazerem 30 anos, olham para a própria trajetória e comparam com os demais; neste processo sobra a sensação de que ficaram para trás. Apesar da insatisfação não estão planejando mudanças e não veem saídas concretas. Esse grupo se destaca pela baixa realização generalizada com a vida e atribui o fato a fatores externos; falta de oportunidades no mercado de trabalho ou falta de tempo para estudar. As carreiras são menos estabilizadas; têm menor ambição profissional, mas têm esperança de uma vida mais tranquila com carro e casa própria. São supervoltados para a família, pois dela advém a inspiração.

A crise fez com que postergassem os sonhos; foram severamente impactados pela crise – coisas mais cotidianas, como o carro, tiveram que ser cortadas. O foco do consumo é básico e sobra pouco dinheiro para o supérfluo. Perderam poder aquisitivo e têm medo de perder o emprego.

Vivência: 53% são das classes A e B; 55% fizeram faculdade; 51% são mulheres e residem em São Paulo (27%), Porto Alegre (26%), Recife (25%) e Rio de Janeiro (22%) – sendo que 42% estão insatisfeitos com a cidade na qual vivem. Para 71%, a maior frustração é não ter estudado mais – por isso, 43% pensam em fazer outros cursos para se destacarem; 66% se arrependem de não terem economizado dinheiro.

O consumo e a crise

A maior inspiração está no companheiro (47%), seguido por filhos (37%), pais (32%) e religião (21%). Entre os desejos para o futuro, 37% esperam passar em um concurso público, 40% querem ter carro e casa própria; e 25% querem morar em um lugar tranquilo e curtir a vida.

Sobre o padrão de consumo, 47% acreditam que precisam, no momento, focar em bens de consumo antes de investir em experiências. Os três principais focos de gastos estão em contas básicas (73%), supermercado (73%) e aluguel (53%). O prazer em consumir encontra-se no lazer (49%), supermercado (44%) e roupas (44%). Na crise, 68% abriram mão de algum item de consumo: 26% de viagem, 21% de lazer e 13% de carro/moto.

A avaliação do sentimento despertado pela crise mostra que 74% sentem que está tudo mais caro e que perderam poder de compra; 55% têm evitado parcelamento e compras caras; 51% não têm arriscado por medo de ficar sem emprego; e 49% está economizando para se precaver.

CARREIRISTA

O perfil Carreirista abarca 15% da população de 30 anos. Desses, 78% apontam que estudar foi um dos principais objetivos na vida, 66% estão completamente focados na profissão e 53% sempre souberam qual profissão queriam e construíram uma carreira. Dentre os grupos esse é o que mais se planejou e o que tem um foco mais definido: carreira e sucesso profissional. Trabalhar com o que gosta é o que o mantém na estrada da realização; fez faculdade e cursos de extensão; são batalhadores e racionais. Desejam construir capital, serem reconhecidos e associam a carreira a um investimento para uma vida futura tranquila. Evitam correr riscos e abrem mão da vida pessoal: são os que mais sentem falta de tempo para si – e são os que sabem lidar com a individualidade e têm um grau de realização pessoal relativamente alto.

Vivência: 51% dos Carreiristas são das classes A e B; 79% fizeram faculdade – desses, 56% pensam em fazer outros cursos e 12% gostaram de voltar a estudar para mudar de profissão. Entre os Carreiristas há 50% de mulheres; as inspirações estão no companheiro (42%), pais (35%), filhos (32%), livros (25%) e amigos (19%). Entre os desejos para o futuro, 29% querem morar em um lugar tranquilo e curtir a vida; 29% querem viajar e vivenciar experiências; e 37% querem prosseguir na carreira e serem reconhecidos. Entre as frustrações, 47% apontam o fato de não terem muitas oportunidades para realizar sonhos e 25% gostariam de ter aproveitado mais a juventude.

34% dos Carreiristas residem em Porto Alegre, 23% em São Paulo, 22% no Rio de Janeiro e 21% no Recife – sendo que 30% estão insatisfeitos com a cidade onde vivem.  Entre as principais preocupações, 60% têm medo de não ter dinheiro para pagar as contas; 48% de não conseguirem concretizar todos os planos; e 48% da violência nas cidades.

O Consumo e a crise

A análise do impacto da crise no consumo do Carreirista mostra que por serem mais racionais e planejados o impacto foi administrado. Muitos não pagam aluguel – pagam a casa própria. Investem em roupas e eletrônicos, pois são itens que melhoram o status profissional. Reservam parte do dinheiro para experiências que funcionam como um contraponto para a dedicação profissional. Conseguem relaxar e colher os frutos do trabalho árduo nestes momentos. Com essas características há um parcela, inclusive, que está conseguindo manter o padrão de vida mesmo em um cenário de crise. Estão no trilho profissional, portanto ainda não conseguiram ter o dinheiro que almejam.

A análise da crise no consumo do Carreirista mostra que 66% sentem que estudo está mais caro e que perderam o poder de compra; 65% sentiram a crise no bolso; 54% têm evitado o parcelamento e compras mais caras; e 20% mantêm o padrão de vida de sempre. Entre os três principais gastos estão: 72% contas básicas; 67% supermercados; e 35% prestação da casa. O prazer em consumir está ligado ao lazer (50%), roupas (48%) e eletrônicos (31%). A crise fez com que 64% dos entrevistados Carreiristas abrissem mão de algum item de consumo; 28% de viagem; 19% carro/moto; e 16% do lazer. Entre os Carreiristas, 42% acreditam que o momento é para investir em bens de consumo antes de focar em experiência.

FAMÍLIA PRECOCE

O perfil Família Precoce é formado por 11% da população de 30 anos,  sendo que 84% afirma que tiveram uma família muito cedo e faltou tempo e dinheiro para estudar; 77% tiveram que correr atrás da estabilidade para manter os filhos; e 70% acreditam que poderiam ter esperado um pouco mais para formar uma família.

Vivência

A maioria dos integrantes deste perfil é formada por mulheres e chefes de família, pessoas que tiveram filhos muito cedo e, consequentemente, tiveram que frear o destino que tinham em mente para cuidar da nova família. Trabalham duro por senso de responsabilidade e se prepararam menos; sentem a falta de oportunidade no mercado e se sentem mais vulneráveis. Há um baixo nível de satisfação profissional, porém, a família tornou-se o centro da vida – mais do que a ligação encontrada em qualquer uma das tribos. Hoje, lutam pela casa própria e procuram uma saída para melhorar a realidade financeira.

Os integrantes da tribo “Família Precoce” são: 52% da classe C, 63% mulheres, 46% fizeram faculdade; 25% dos que não têm diploma de ensino superior pensam em voltar a estudar para alcançar melhores salários.

São inspirados pelos filhos (84%), companheiro (38%), pais (21%), religião (16%) – sendo que 15% não se inspiram em ninguém. Residem em Porto Alegre (32%), São Paulo (26%), Rio de Janeiro (23%) e Recife (19%). Entre os desejos para o futuro, 31% querem passar em um concurso público; 42% querem a casa e o carro; e 27% querem morar em um lugar mais tranquilo e curtir a vida; 41% estão insatisfeitos com a cidade na qual residem. Entre as frustrações, 79% afirmam se arrepender de não ter estudado mais e 51% teriam filhos mais tarde.

O Consumo e a crise

Os jovens desta tribo são os que mais estão em busca de bens básicos; a alimentação é o primeiro item de consumo e funciona como um fator de dignidade. Investem muito na educação dos filhos para que não repitam a história dos pais. A maior parte do consumo, inclusive, vai para os filhos. Com a crise, pequenas viagens e reformas da casa foram adiadas. Eles têm medo de ficar desempregado; temem, também, a violência das grandes cidades.

A análise do padrão de consumo mostra que os focos dos gastos são: 77% supermercado, 69% contas básicas e 41% educação dos filhos. O prazer em consumir está no supermercado (48%), lazer (46%) e na compra de roupas (45%). A crise fez com que 62% cortassem algum item do consumo: 16% viagem, 19% reforma da casa e 16% lazer. O sentimento que têm com relação à crise é de que tudo está mais caro (74%), a crise já atingiu o bolso (68%), evita o parcelamento e compras mais caras (57%) e 45% não tem arriscado comprar por medo de perder o emprego por conta da crise.

ZEN

Menos ligados em dinheiro e bens materiais, os zens prezam a qualidade de vida em detrimento das extensas jornadas de trabalho. Correspondem a 8% da população com 30 anos; 71% estão focados na qualidade de vida e espiritualidade, 67% se sentem menos ambiciosos do que as demais pessoas; e 48% não têm o dinheiro como uma prioridade na vida. Por serem mais espiritualizados têm a família e a religião como o cerne da vida; são mais sossegados e querem uma vida mais tranquila – queixam-se e preocupam-se com a violência nas grandes cidades.

Vivência

Embora sejam menos ligados em dinheiro são mais racionais com os gastos; por conta da crise estão evitando parcelamentos e economizando mais. De olho na estabilidade, correm atrás da casa própria, têm foco na qualidade de vida e o lazer é prioridade. Preferem vivenciar experiências a comprar coisas materiais. Apesar de terem organizado as despesas, os zens têm grande esperança de que as coisas ficarão melhores. Entre os zens, 57% são da classe C, 56% são mulheres e 63% fizeram faculdade. A fonte de inspiração para 55% é o companheiro; 45% os filhos; 33% a religião; 27% os pais; e 19% os livros. Sobre a moradia, 31% residem em São Paulo, 24% no Rio de Janeiro, 24% no Recife e 21% em Porto Alegre.

O Consumo e a crise

Os focos de gastos são, para 73% o supermercado, 67% as contas básicas e 32% prestação da casa. O prazer em consumir está no lazer para 45%, supermercado (44%) e roupas (42%). Na crise, 55% abriram mão de algum item: 39% viagem, 24% carro/moto e 15% restaurante/bar. Sobre  o sentimento despertado pela crise, 63% sentem que está tudo mais caro e que perdeu o poder de compra; 51% já sentiram a crise no bolso; 46% têm evitado parcelamento e compras caras; e 40% estão economizando para se precaver.

REALIZADOS

Apenas 7% da população com 30 anos é da tribo Realizados, sendo que desses, 79% estão felizes com a vida pessoal e profissional; 67% alcançaram a maioria das coisas que almejavam; e 54% se consideram uma pessoa realizada com a vida que leva. Os realizados são os que melhor conseguem equilibrar a vida pessoal e profissional. Em sua maior parte são mulheres das classes A e B que creditam à família um importante papel. O maior sonho desta tribo é construir uma vida segura e estável com carro e casa própria para gozar da tranquilidade, viver mais experiências como viagens e passeios. Estão pensando em voltar a estudar para conseguir melhor colocação profissional e alcançar esses objetivos.

Vivência

A tribo é formada por 60% das classes A e B, 59% de mulheres, 54% fizeram faculdade – desses, 50% têm a intenção de continuar estudando para se destacaram, cada vez mais, na carreira.  

O companheiro é para 66% o que mais inspira, seguido de filhos (36%), livros (27%), pais (26%) e religião (20%). Para o futuro, 41% desejam ter carro e casa própria,; 36% desejam morar em um lugar tranquilo; e 36% viajar e curtir a vida. Os Realizados vivem em São Paulo (35%), Rio de Janeiro (23%), Recife (22%) e Porto Alegre (20%) – sendo que 17% não estão satisfeitos com a cidade onde moram. Entre as frustrações, 50% se arrependem de não ter estudado ainda mais e 33% da falta de oportunidades  para realizar os sonhos.

Com um padrão de vida no qual podem se dar ao luxo de gastar mais com experiências, os realizados foram os que menos tiveram que abrir mão dos gastos e compras em decorrência da crise. Por serem mais planejados e terem mais reservas foram o grupo que melhor gerenciou os efeitos deste momento econômico.

O Consumo e a crise

A análise do padrão de consumo mostra que 46% preferem gastar em experiências – coisas que sempre ficam na memória. Entre os focos de gastos, 70% apontam o supermercado, 60% as contas básicas e 29% o lazer. Entre eles, 47% afirmam que o lazer é o maior prazer do consumo; 43% apontam as roupas e 33% os eletrônicos. Na crise, 43% abriram mão de algum tipo de item: 33% viagem, 17% lazer e 13% restaurante/bar. O sentimento residual sobre a crise é, para 63%, de que tudo está mais caro e que perderam o poder de compra; 56% evitam o parcelamento e compras mais caras; 50% já sentiram a crise no bolso; 26% mantêm o mesmo padrão de vida.

INDEPENDENTES

Liberdade é a palavra que rege a trilha dos independentes – tribo que abarca 6% da população de 30 anos. Desses, 75% afirmam que as maiores experiências vividas aconteceram quando estavam sozinhos; 68% estão em um momento individual; e 56% consideram os amigos tanto ou mais que a família.

Vivência

Mais ousados, os Independentes coroam a individualidade tendo os livros como maior fonte de inspiração.  Muitos vieram de famílias desestruturadas e pleitearam a independência como forma de sobrevivência. São pessoas em busca de autoconhecimento e que planejam mudanças na própria vida – sobretudo do ponto de vista profissional, pois tiveram que correr atrás da autonomia financeira muito cedo. O amadurecimento precoce mostra graus de realização baixos. Os maiores sonhos estão relacionados à vivência – é a tribo que mais gosta de viajar e experimentar coisas novas; são mais criativos do que os outros.

54% são da classe C e residem no Recife (31%), Rio de Janeiro (26%), São Paulo (25%) e Porto Alegre (18%) – sendo que 44% estão insatisfeitos com a cidade onde moram. Sobre a inspiração, 46% apontam os livros como fonte principal; 33% os pais; 32% o companheiro; 26% ninguém; e 19% os amigos. O principal desejo para o futuro é morar em um lugar tranquilo e curtir a vida (35%); 32% querem o carro e a casa; 23% querem mudar de emprego e serem reconhecidos. Entre as duas maiores frustrações, não terem economizado dinheiro (51%) e não terem  aproveitado mais a juventude (35%).

O Consumo e a crise

A crise atingiu o item de consumo mais importante para os Independentes – as experiências trazidas por viagens, pelo lazer.

No padrão de consumo, 40% afirmam que preferem gastar com experiências; o foco dos gastos recai para supermercado (68%), contas básicas (61%) e saúde (65%). O prazer de consumir está, para 58%, no lazer; 51% nas roupas; e 47% no supermercado. A crise fez com que 60% abrissem mão de algum item: 35% viagem, 21% lazer e 21% roupas. A percepção de que está tudo mais caro atinge 58% dos entrevistados e 51% já evitam o parcelamento e as compras caras.

DEIXA A VIDA ME LEVAR

Os integrantes da tribo “Deixa a vida me levar” são, em sua maioria, homens. Fazem poucos planos, têm muita esperança em um futuro melhor e – ao contrário dos frustrados – não se ressentem das escolhas feitas no passado.

Vivência

Por serem mais tranquilos e otimistas, possuem uma realização pessoal relativamente alta e têm a família como forma de canalização desta realização. No âmbito profissional, acreditam que o mercado tem poucas oportunidades; têm planos de mudanças, mas poucos são concretos. São acomodados e embora queiram um recomeço profissional não sabem qual o caminho seguir para a realização. Valorizam a vida tranquila e almejam ter estabilidade financeira.

52% são da classe C e 61% homens; 54% fizeram faculdade – entre os que não estudaram, 37% gostariam de retornar aos estudos; 27% também, mas não sabem o que fariam.

O que os inspira? O companheiro é a fonte de inspiração para 59% dos entrevistados; 39% os filhos; 29% os pais; 27% os livros; e 24% religião. Entre os desejos para o futuro, 34% querem morar em um lugar tranquilo e curtir a vida; 32% esperam viajar e vivenciar experiências; e 27% querem recomeçar e mudar de profissão. Na lista de frustrações, 59% se arrependem de não terem estudado; 41% de não terem economizado dinheiro.

O Consumo e a crise

Sobre o impacto da crise, tiveram que colocar o pé no freio por conta da crise. Por devotarem muito valor à qualidade de vida estão se precavendo, mas não modificaram tanto os hábitos em detrimento da crise. Eles abrem mão do consumo de uma forma mais tranquila.

Sobre o impacto da crise no consumo, 54% abriram mão de algum tipo de item: 36% lazer, 23% viagem e 23% roupa. O sentimento gerado pela crise é, para 39%, de que as compras estão mais caras e têm evitado o parcelamento; 36% sentem que perderam o poder de compra; 29% já sentiram no bolso os efeitos da crise; e 24% não têm arriscado por medo de perderem o emprego.

 Sobre a Giacometti Comunicação

Com atuação nacional e internacional, a Giacometti Comunicação adota um modelo de negócios que tem como visão de trabalho o pensamento estratégico, a partir de diretorias nacionais, e uma capilaridade baseada em unidades completas e independentes operando em diversos pontos do Brasil. É uma agência full service, capaz de oferecer ao mercado soluções customizadas em comunicação. Agilidade e autonomia levam o que existe de melhor aos clientes, seja em mídia, atendimento, produção ou criação. Com uma forma de agir muito própria, a Giacometti só trabalha com evidências. Busca constantemente informações profundas e confiáveis sobre o mercado e os consumidores, opção que dá à agência a certeza de que chega a um pensamento estratégico de comunicação único, próprio ao DNA de cada marca. O diagnóstico oferecido é preciso, para que a comunicação realmente faça a diferença, dê resultados e contribua de forma efetiva para a valorização e a construção da imagem da marca. A Giacometti foi criada em São Paulo em 1995 e possui hoje unidades completas em Brasília (DF), Rio de Janeiro (RJ), Belo Horizonte (MG), Goiânia (GO) e Londrina (PR). Em julho de 2014, a agência iniciou atividades em São Francisco, nos Estados Unidos. Com o nome de Spice, a nova unidade tem objetivo de aproximar os clientes das inovações tecnológicas do Vale do Silício e acompanhar as tendências internacionais em comunicação.

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Sobre a Pesquiseria

Startup criada em 2015 pelo empreendedor Tiago Faria e acelerada pela Giacometti Comunicação, a Pesquiseria é uma empresa com foco em estudos qualitativos de inspiração. Com uma singular composição de método e pessoas, a Pesquiseria oferece respostas estimulantes, criativas e inspiradoras para os questionamentos contemporâneos de marcas e produtos. Com estudos taylor made e sem metodologias engessadas, a equipe alinha a atuação aos princípios EMPATIA, COMFORT e ENTERTAINMENT para gerarinsights e ir além do entendimento da palavra; da narrativa pura. Na Pesquiseria, a MESA DE INSPIRAÇÃO – formada por psicólogos, sociólogos, antropólogos, filósofos, arquitetos, artistas e diversos profissionais – enriquece um processo analítico com a visão voltada a valores e códigos implícitos por trás do que as pessoas contam nas pesquisas.  Publicitário com especialização em Ciências do Consumo e Sociopsicologia, Tiago Faria tem por sócio Dennis Giacometti, sócio-presidente da Giacometti Comunicação e CEO da Zhuo.

 

 

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