Neste domingo (3/4), a partir das 19 horas, o escritor Gilberto Abrão será entrevistado por Cristina Pinho, no programa Bate Papo, exibido pela AllTV (www.alltv.com.br). Autor de “Mohamed, o latoeiro”, livro lançado pela Primavera Editorial, Abrão compõe um retrato emocionante da imigração árabe no Brasil – as marcas na cultura brasileira, os amores e dilemas de imigrantes que enriqueceram a cultura do país, acrescentando “condimentos” ao caldeirão ético nacional.
Gilberto Abrão estará em São Paulo de 3 a 9 de abril. Mais informações e solicitações de entrevistas: betania.lins@printeccomunicacao.com.br
São Paulo, 1º de abril de 2011 – Neste domingo (3 de abril), a partir das 19 horas, o programa Bate Papo recebe o escritor brasileiro de origem árabe, Gilberto Abrão. Na pauta da apresentadora Cristina Pinho, uma conversa descontraída – contando com a interatividade dos internautas – sobre arte islâmica, história, língua, literatura e cultura árabe. Dedicada aos livros e à literatura, a próxima edição do Bate Papo destacará, também, a obra Mohamed, o latoeiro, primeiro romance de Gilberto Abrão – livro que é um convite para “ingressar” em um romance singular que compõe um retrato emocionante da imigração árabe no Brasil: as marcas na cultura brasileira, os amores e dilemas de imigrantes árabes que enriqueceram a cultura do país, acrescentando “condimentos” no caldeirão ético nacional. Bate Papo é exibido pela AllTV (www.alltv.com.br), a primeira tevê interativa da internet brasileira.
O choque cultural e religioso é apenas um vértice da trajetória de Mohamed e de Gilberto Abrão (nascido em Curitiba, em 1943) – que fez o caminho inverso ao do protagonista, indo do Brasil ao Líbano. Educado em um bairro simples de Curitiba, habitado por imigrantes poloneses, ucranianos, italianos, alemães e alguns sírio-libaneses, aos 10 anos Gilberto Abrão foi enviado pelo pai ao Líbano com a missão de aprender o idioma árabe, a cultura e a religião muçulmana. “Voltei aos 14 anos, fui estudar à noite e trabalhar durante o dia. O colégio não tinha boa fama, pois aceitava alunos já crescidos, rejeitados ou expulsos de outras escolas. No entanto, o prédio anexo à escola abrigava a Faculdade de Direito de Curitiba, onde acompanhei brilhantes conferências de renomados intelectuais e polítcos, de diferentes vertentes e posições partidárias, das décadas de 1950 e 1960”, detalha o autor. “Rato de biblioteca”, Abrão leu os grandes clássicos da literatura nacional e mundial – de Machado de Assis a Franz Kafka – além velhos jornais de Angola e Moçambique.
Em 1962, o autor se alistou como voluntário das Forças de Emergência das Nações Unidas para guarnecer as fileiras de soldados que atuavam na fronteira entre o Egito e Israel. Por ser fluente em árabe e inglês, permaneceu por 14 meses na Faixa de Gaza. Apaixonado por uma gaúcha, retornou a Curitiba em janeiro de 1965 para lecionar inglês em uma grande escola de idiomas. No ano seguinte, após obter o licenciamento para abrir uma franquia dessa escola de inglês, migrou para a cidade de Novo Hamburgo (RS). No início da década de 1970 iniciou o “namoro” com a literatura ao colaborar com o jornal Zero Hora, no qual publicava crônicas e contos na coluna Sol e Chuva. “Até me aventurei a tecer comentários políticos e tive a honra de ser censurado pela direção do jornal, que nessas ocasiões colocava anúncios em substituição à coluna”, conta.
Amigos – entre eles a professora Juracy Saraiva, mestre e doutora em literatura – desde 1983 insistem para que Gilberto Abrão escreva um livro. Dividido entre “ganhar dinheiro ou fazer literatura”, sempre escolheu a primeira opção. “Por conta de uma cirurgia no joelho, que me obrigou a ficar 40 dias em casa, decidi aceitar a sugestão da minha esposa e iniciar um livro. Comprei um notebook e comecei a escrever Mohamed, o latoeiro”, afirma, acrescentando que ainda continua dando as aulas de inglês.
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Primavera Editorial
Alinhada ao conceito de “butique de livros”, a Primavera Editorial adota como proposta associar a leitura ao entretenimento e lazer qualificado – assim como o cinema, teatro e artes plásticas. Criada na primavera de 2008, a editora possui um catálogo peculiar, composto por obras de autores nacionais e estrangeiros que têm por linha mestra a produção de uma literatura moderna e de qualidade ímpar, que evoca hábitos e costumes de diferentes povos e épocas; uma literatura instigante e criativa, que se transforma em uma maneira lúdica e pouco convencional de entender melhor a influência das culturas na formação dos povos. O portfólio da editora é composto por títulos de FICÇÃO que oferecem aos leitores a possibilidade de viver emoções que não fazem parte do enredo cotidiano. No selo BIZ, o destaque recai para obras relevantes para a gestão de negócios e que oferecem aos leitores a possibilidade de inovar, repensar e alavancar resultados corporativos. O selo EDU – uma alusão à palavra inglesa education, associada à educação continuada – investe na publicação de obras de não ficção que oferecem aos leitores possibilidades de reflexão, aprendizado e aplicação de conceitos. Com o selo PSI, a Primavera Editorial lança obras técnicas que oferecem aos leitores das áreas de psicologia e psicanálise a possibilidade de crescimento, reflexão e aprendizado continuado.
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