Luis Eduardo Matta participa do Arteletra – Literatura, na TV São Judas

Neste domingo (12/12), a partir das 21 horas, o programa Arteletra – Literatura abre espaço para o escritor carioca Luis Eduardo Matta, um dos expoentes brasileiros do romance de suspense não policial. Em entrevista a Maria José Petri, Matta fala sobre realidade e ficção, literatura de entretenimento, Manifesto Silvestre e sobre o livro “O véu”, thriller lançado pela Primavera Editorial.  Arteletra – Literatura é uma produção da TV São Judas, transmitida pelo Canal Universitário (canais 11 da NET; 71 da TVA). O programa é retransmitido às segundas-feiras (14h30); terças-feiras(4 horas); quartas-feiras (meia-noite e trinta); sextas-feiras (6h30); e aos sábados (12h30).


São Paulo, 10  de dezembro de 2010 – Neste domingo (12/12), o Arteletra – Literatura recebe uma das vozes mais criativas da nova literatura nacional, o escritor carioca Luis Eduardo Matta. Apresentado por Maria José Petri, o programa da TV São Judas abre espaço para um debate instigante sobre a Literatura Popular Brasileira (LPB); Movimento Silvestre; propostas para tornar a leitura mais acessível aos brasileiros de todas as classes sociais; e o processo criativo de Matta, conhecido por mesclar ficção e realidade. Autor da Primavera Editorial, Luis Eduardo Matta detalha os bastidores de O véu – obra que é resultado de minuciosa pesquisa sobre o Irã, no qual o autor transpôs para a ficção a história recente de um país marcado pela polêmica. Arteletra – Literatura é uma produção da TV São Judas, transmitida pelo Canal Universitário (canais 11 da NET; 71 da TVA).

Considerado um dos expoentes brasileiros do romance de suspense não-policial, Luis Eduardo Matta – um dos autores da Primavera Editorial – acredita que o tema literatura de entretenimento é considerado delicado por questionar os fundamentos da literatura brasileira; por contestar os rumos tomados pela produção literária nacional. Na opinião do autor, ao longo de décadas, o setor imputou ao livro o status de obra de arte, de denúncia ou espaço para experimentação, catarse ou reflexão, desvalorizando-o como objeto de lazer, capaz de preencher as horas livres do cidadão comum com momentos de diversão e distração. “Não temos no Brasil uma tradição de literatura de entretenimento. A literatura brasileira é extraordinária, mas muito sofisticada. Com isso, os leitores comuns acabaram migrando em massa para a literatura estrangeira. Eu pergunto: será que nós, brasileiros, somos incapazes de escrever como Danielle Steel, Sidney Sheldon ou Dan Brown? Escrever boa ficção de entretenimento é difícil, mas os brasileiros podem fazê-lo muito bem”, afirma Matta.

Inspirado em José Paulo Paes, um dos mais importantes críticos e pensadores literários brasileiros do século XX, Matta tornou-se defensor do que batizou de Literatura Popular Brasileira (LPB) – formatada aos moldes da Música Popular Brasileira (MPB) que, a despeito da declarada não erudição, se firmou como paradigma de qualidade e excelência. O autor chama a atenção, também, para a importância de dessacralizar o ato de ler. “Ao longo do tempo fomos construindo uma aura de deferência em torno do ato de ler; um verdadeiro ritual religioso de ode ao conhecimento e à grandeza da alma e da mente. Todo esse cerimonial sempre me incomodou por inúmeros motivos e o principal é o fato de ter, desde a infância, uma forte relação de intimidade com os livros, ou seja, o ato de ler sempre me foi natural”, defende.

O véu

Do Rio de Janeiro a Teerã, passando por Genebra, O véu possui uma narrativa eletrizante, na qual o ponto de partida é o leilão, no Brasil, de uma misteriosa tela a óleo, chamada O véu. Condenado por lideranças muçulmanas por retratar uma mulher seminua usando o véu islâmico, o quadro tem uma trajetória marcada por sucesso, polêmica, intriga e tragédia. Diversas pessoas tiveram a morte associada à obra – inclusive o pintor, Lourenço Monte Mor. A obra, sétimo livro do autor, marca a estreia de Luis Eduardo Matta na Primavera Editorial, após ter livros publicados por editoras como Ática e Planeta.

Luis Eduardo Matta

Luis Eduardo Matta nasceu no Rio de Janeiro, em 1974, cidade onde atualmente reside. Descendente de libaneses pelo lado paterno, o autor iniciou a carreira literária em 1993, aos 18 anos, com a publicação do livro Conexão Beirute-Teeran (Editora Chamaeleon), um thriller com nuances policiais, ambientado no pós-guerra do Líbano. A decisão de assumir por ofício a escrita pelo viés ficcional resultou na publicação das obras “Ira implacável: indícios de uma conspiração” (Razão Cultural Editora); “120 horas” (Editora Planeta); “Morte no colégio” (Editora Ática); “Roubo no paço imperial” (Editora Ática); “O rubi do planalto central” (Editora Ática); e “O véu” (Primavera Editorial). Com abordagem contemporânea e estilo ágil, sutil e refinado, Matta confere ao thriller uma fisionomia brasileira sem despojá-lo das características fundamentais do gênero universal. www.lematta.com

Entrevistas concedidas

Espaço Aberto Literatura (GloboNews) http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM1214831-7823-ESCRITORES+FALAM+SOBRE+A+LITERATURA+COMO+ENTRETENIMENTO,00.html

Entrelinhas (TV Cultura) http://www.youtube.com/watch?v=P025pjvdR_Q

Talk Show, JustTV http://www.youtube.com/watch?v=vFcmFmXjcD4

Livros em Revista http://tvuol.uol.com.br/#view/id=autor-luis-eduardo-matta-na-clictv-0402993366DCB18366/mediaId=3867333/date=2010-05-20&&list/type=search/q=clictv%20livros/edFilter=all/

Blog do autor

www.oveu.wordpress.com

Primavera Editorial

Criada em 2008, a Primavera Editorial – editora brasileira alinhada ao conceito de “butique de livros” –  estimula no cidadão brasileiro o hábito da leitura com conteúdos prazerosos, inteligentes e instrutivos. Investir em novos autores nacionais e estrangeiros, especialmente os estreantes e com obras que não foram publicadas no Brasil, tem sido uma das estratégias adotadas pela Primavera Editorial. Com diferentes linhas editoriais como romances históricos, sociais e de memória; ficção brasileira e estrangeira; policiais e thrillers, entre outras, as obras da Primavera Editorial são associadas à inovação e ao pioneirismo dos conteúdos, além da qualidade da produção gráfica. Os livros de ficção apresentados pela editora oferecem a possibilidade de “viver emoções” que não fazem parte do “enredo” cotidiano dos leitores.

Em 2009, a Primavera Editorial ampliou a atuação no mercado editorial brasileiro com a criação dos selos BIZ – destinado à publicação de livros que fomentam uma cultura corporativa positiva – e EDU, uma alusão à palavra inglesa education, associada à educação continuada. O selo PSI, criado em 2010, é voltado à publicações técnicas focadas em psicologia, psicanálise e estudos associados. A unidade de negócio responsável pelos selos gere o investimento da editora no segmento de não ficção, publicando obras que oferecem possibilidades de reflexão, aprendizado continuado e aplicação de conceitos. www.primaveraeditorial.com.br

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