Gilberto Abrão autografa “Mohamed, o latoeiro”, da Primavera Editorial, em Porto Alegre

A imigração síria no Brasil do século passado é pano de fundo do livro Mohamed, o latoeiro, de Gilberto Abrão, que contará com uma sessão de autógrafos em 22 de junho, a partir das 19h30, na Fnac do BarraShoppingSul (Avenida Diário de Notícias, 300 – Entrada G – Nível Jockey – Cristal). O autor participará da série de encontros Com todas as letras, bate-papos que reúnem escritores e leitores da Primavera Editorial.

As peripécias do jovem imigrante, que empresta seu nome ao título do romance de estreia de Gilberto Abrão, devem encantar leitores ávidos por informações históricas e afetivas sobre a presença da comunidade árabe no Brasil. A própria história de vida de Gilberto Abrão, enviado pelo pai aos 10 anos para o Líbano, tornou-se matéria-prima para esse romance singular lançado pela Primavera Editorial.


São Paulo, 22 de junho de 2010 – O escritor Gilberto Abrão conduzirá uma sessão de autógrafos do livro “Mohamed, o latoeiro hoje  (22/6), a partir da s 19h30, na Fnac do BarraShoppingSul, em Porto Alegre (Avenida Diário de Notícias, 300 – Entrada G – Nível Jockey – Cristal). A obra promete encantar leitores ávidos por informações sobre a presença da comunidade árabe no País. Embora seja uma obra de ficção, há muito de vida real no romance. Aos 10 anos, Gilberto Abrão foi enviado ao Líbano pelos pais para estudar o idioma árabe e aprender mais sobre a cultura e a religião muçulmana. Educado em dois mundos distintos – o árabe e o brasileiro – o autor usou sua história de vida para transpor para o papel a trajetória fictícia de Mohamed, um jovem imigrante sírio que chega ao Brasil no início do século passado. O evento é parte da série de encontros Com todas as letras, bate-papos que reúnem escritores e leitores da Primavera Editorial.

Mohamed Ibrahim Othman – um jovem imigrante sírio que chegou ao Brasil no início do século passado. Em seu vilarejo natal, a vida era regrada pelas tradições familiares e árabes, mas ao chegar ao Ocidente se deparou com uma realidade muito diferente da relatada por parentes que já viviam aqui. Diante do desafio de conseguir algum tipo de trabalho, Mohamed fez de tudo um pouco até ,estabelecer-se como latoeiro. Conforme os anos iam passando, a saudade da família na Síria só aumentava o desejo de voltar para o local da infância. Entretanto, atrelado ao dia a dia, foi criando raízes na nova terra e misturando a cultura árabe com a brasileira. Por meio da história de Mohamed, o autor Gilberto Abrão compõe um retrato emocionante da imigração árabe no Brasil – suas marcas na cultura brasileira, os amores e dilemas desses imigrantes.

Gilberto Abrão

“Segundo meu pai, o fato de eu ter nascido durante a 2ª Guerra Mundial justifica a minha rebeldia e falta de juízo”, conta Gilberto Abrão, que foi educado em um bairro simples de Curitiba, habitado por imigrantes poloneses, ucranianos, italianos, alemães e alguns sírio-libaneses. Aos 10 anos foi enviado pelo pai ao Líbano com a missão de aprender o idioma árabe, a cultura e a religião muçulmana. “Voltei aos 14 anos, fui estudar à noite e trabalhar durante o dia. O colégio não tinha boa fama, pois aceitava alunos já crescidos, rejeitados ou expulsos de outras escolas. No entanto, o prédio anexo à escola abrigava a Faculdade de Direito de Curitiba, onde acompanhei brilhantes conferências de renomados intelectuais e polítcos, de diferentes vertentes e posições partidárias, das décadas de 1950 e 1960”, detalha o autor.

Rato de biblioteca, Gilberto Abrão leu os grandes clássicos da literatura nacional e mundial – de Machado de Assis a Franz Kafka – além velhos jornais de Angola e Moçambique. Em 1962, o autor se alistou como voluntário das Forças de Emergência das Nações Unidas para guarnecer as fileiras de soldados que atuavam na fronteira entre o Egito e Israel. Por ser fluente em árabe e inglês, permaneceu por 14 meses na Faixa de Gaza. Apaixonado por uma gaúcha, retornou ao Brasil em janeiro de 1965 para lecionar inglês em uma grande escola de idiomas. No ano seguinte, após obter o licenciamento para abrir uma franquia dessa escola de inglês, migrou para a cidade de Novo Hamburgo (RS). No início da década de 1970 iniciou o “namoro” com a literatura ao colaborar com o jornal Zero Hora, no qual publicava crônicas e contos na coluna Sol e Chuva. “Até me aventurei a tecer comentários políticos e tive a honra de ser censurado pela direção do jornal, que nessas ocasiões colocava anúncios em substituição à coluna”, conta.

Amigos – entre eles a professora Juracy Saraiva, mestre e doutora em literatura – desde 1983 insistem para que Gilberto Abrão escreva um livro. Dividido entre “ganhar dinheiro ou fazer literatura”, sempre escolheu a primeira opção. “Por conta de uma cirurgia no joelho, que me obrigou a ficar 40 dias em casa, decidi aceitar a sugestão da minha esposa e iniciar um livro. Comprei um notebook e comecei a escrever Mohamed, o latoeiro”, afirma, acrescentando que ainda continua dando as aulas de inglês.

Entrevista com Gilberto Abrão, no blog da Primavera Editorial, link: http://aprimaveraeditorial.wordpress.com/2009/09/03/gilberto-abrao-um-escritor-que-retrata-a-comunidade-arabe-em-palavras/

MAIS INFORMAÇÕES PARA A IMPRENSA: PRIMAVERA EDITORIAL

www.primaveraeditorial.com.br

Printec Comunicação www.printeccomunicacao.com.br

Vanessa Giacometti de Godoy vanessa.godoy@printeccomunicacao.com.br

Betânia Lins betania.lins@printeccomunicacao.com.br

Tel:  (11) 5182-1806 // Fax: (11) 5183-2233

Acompanhe a Printec no Facebook
Siga a Printec nno Twitter