Dados do Great Place to Work®, empresa global especialista em ambiente de trabalho, mostram que 32% dos postos de trabalho das “Melhores Empresas para Trabalhar – Brasil” são ocupados por profissionais da “Geração Y”; 58% pela “Geração X”; e 10% pelos “baby boomers”. Esse ambiente corporativo multigeracional emergente apresenta inúmeros desafios aos gestores de pessoas em todo o mundo – motivo pelo qual tem sido objeto de análise da consultoria, que é pioneira na avaliação do nível de confiança dos colaboradores nas organizações.
São Paulo, 22 de junho de 2010 – Como as “Melhores Empresas para Trabalhar” de mais de 40 países estão lidando com as demandas de gestão apresentadas pelos profissionais da “Geração Y” e como agem diante do desafio de motivar os jovens funcionários? Para responder às questões pertinentes a um universo corporativo emergente, o Great Place to Work® tem usado a expertise que possui na análise do ambiente corporativo para investigar quão longe as empresas precisam ir para acomodar os desejos das novas gerações, diminuir o atrito multigeracional e inspirar os indivíduos a obter melhor performance. Empresa global especialista em ambiente de trabalho, o Great Place to Work® atua em mais de 40 países, sendo pioneiro na avaliação do nível de confiança dos colaboradores nas organizações.
O embate de gerações tem afetado os negócios das empresas e demandado novas habilidades de gestão por parte dos líderes de empresas de diferentes segmentos. No cenário corporativo mundial, enquanto milhões de “baby boomers” estão se retirando do mercado de trabalho, um contingente de profissionais da “Geração Y” passa a ocupar postos de trabalho sob o comando da “Geração X”. Pesam sobre os ombros dos jovens nascidos entre 1980 e 2000 inúmeras críticas provenientes dos profissionais mais experientes; a mais contundente delas talvez seja a afirmação de que os “Ys” exigem que as empresas se adaptem a eles – não o contrário.
De acordo com análises globais do Great Place to Work®, as empresas têm que estar atentas às vantagens de contar com uma equipe multigeracional. Entre as características dos “Ys”, por exemplo, destacam-se o otimismo; a disposição em exercer o dever de cidadão; sociabilidade; apego às amizades; aprendizado fácil; e alto interesse na vida profissional. Especialistas apontam que a geração é a favor do trabalho coletivo, demonstrando tenacidade e até heroísmo. Embora sejam bons em lidar com diversas funções e tecnicamente aptos, esses profissionais não têm habilidades emocionais para lidar com pessoas difíceis no ambiente corporativo – é nesse contexto que entra a importância da liderança da “Geração X”, que deve entender que essa geração prefere sair do trabalho às 17 horas, porque tem uma vida para viver. Na prática cotidiana, ambos têm uma excelente oportunidade de aprender mutuamente.
Como motivar e preparar a “Geração Y”?
A análise dos ambientes corporativos de diversos países mostra que a “divisão de gerações” está presente no cotidiano de empresas de segmentos díspares. De acordo com dados levantados pelo Great Place to Work® Reino Unido – que reuniu um grupo de líderes em gestão de pessoas para debater o tema, durante um fórum realizado em Londres, em 2009 –, não chega a ser novidade que todas as gerações enxerguem o mundo com diferentes lentes, mas o grande desafio das organizações está em engajar os grupos, motivando-os a deixar as diferenças de lado. “Os empregadores estão tendo que lidar com a ameaça de aposentadoria. Nos Estados Unidos, 79 milhões de profissionais irão se aposentar entre 2010 e 2020, sendo que somente 40 milhões de profissionais, de ambas as gerações, estão aptos a substitui-los”, detalha José Tolovi Jr., CEO Global do Great Place to Work®.
Mas, como motivar e preparar os profissionais da “Geração Y”? Os especialistas em ambiente corporativo concordam que embora seja importante, o salário não é o fator determinante para motivar esse jovem profissional. As organizações que integram o ranking de “Melhores Empresas para Trabalhar”, por exemplo, oferecem novos desafios profissionais – como a possibilidade de atuar no exterior –; engajamento em iniciativas de responsabilidade socioambiental; e equilíbrio entre a vida pessoal e profissional.
Segundo Ruy Shiozawa, CEO do Great Place to Work® Brasil, 32% dos postos de trabalho das “Melhores Empresas para Trabalhar – Brasil” são ocupados por profissionais da “Geração Y”; 58% pela “Geração X”; e 10% pelos “baby boomers” – ou seja, o País ilustra esse ambiente corporativo emergente. “Esses profissionais da “Geração Y” são mais exigentes porque buscam mais do que salários e benefícios; eles compõem uma geração movida a desafios contínuos. A mensagem que passam aos gestores é a que o comprometimento e a permanência na empresa estão estreitamente ligados à capacidade de inovação da organização; o investimento que a companhia faz para se conectar com tendências emergentes e manter esse funcionário estimulado. Construir um ambiente em que a hierarquia não seja sinônimo de burocracia profissional é uma característica importante para as empresas que desejam atrair talentos dessa geração”, detalha o executivo.
Shiozawa acrescenta que as respostas dadas pelos funcionários da “Geração Y” às 58 afirmativas do questionário aplicado pelo Great Place to Work®, mostram que as aspirações não diferem, na essência, das apresentadas pelos profissionais de outras gerações. “É interessante notar que o questionário nasceu de conversas com milhares de funcionários de empresas de vários países, ou seja, um levantamento feito há mais de uma década, antes mesmo da Geração Y ingressar no mercado de trabalho. E ainda assim, os Ys´ mostram que mantêm a mesma busca das gerações anteriores: um excelente lugar para trabalhar no qual possam desenvolver relações de confiança”, destaca Shiozawa.
Na percepção de José Tolovi Jr., a pergunta que se faz atualmente é quais são as práticas mais efetivas para a retenção de talentos em longo prazo. “A comunicação transparente é extremamente relevante quando lidamos com os Ys”, salienta Tolovi Jr., citando o case do McDonald´s Reino Unido. “A empresa contratou 72 mil pessoas no Reino Unido, sendo 60% com menos de 21 anos. Para receber esse contingente, criou uma intranet para conectar 65 mil pessoas do staff uma vez por semana. Com esse network possibilita agendar compromissos profissionais, contatar gerentes ou apenas conversar via blog com funcionários, colaboradores e parceiros de negócio. Nesse canal, circulam dicas de como otimizar o uso dos mais de 100 descontos exclusivos que o McDonald´s oferece à equipe”, detalha o executivo.
Com expertise em estudar o ambiente de trabalho de países de diferentes culturas corporativas, a equipe do Great Place to Work® detectou quais são as práticas de gestão de pessoas de maior impacto na motivação da “Geração Y”. Entre elas, destacam-se: agradecimento pessoal; design do local de trabalho; recompensar a equipe (não apenas o indivíduo); reconhecimento (financeiro e não financeiro); colaboração em projetos de outras organizações; inclusão social; viagens, voluntariado e projetos comunitários; e-learning; tempo livre (criatividade, inovação e projetos próprios); desenvolvimento (pessoal e profissional); tempo com os líderes sêniores; intervalo na carreira (sabático); férias e folgas periódicas; reciclagem profissional; flexibilidade no horário; descontos e vantagens; e aconselhamento financeiro.
O gerenciamento dos jovens profissionais exige uma nova postura dos líderes da “Geração X”. Na opinião de Tolovi Jr., os estudos mostram que a habilidade para ouvir e estar atento às novas demandas são cruciais. “A autenticidade na liderança é um dos aspectos mais respeitados pelos jovens. Eles valorizam, ainda, a liberdade para inovar”, afirma o executivo. Entre as práticas adotadas pelas empresas que são benchmark em gestão de jovens, o executivo destaca: perceber os talentos e ajudá-los a potencializar o desempenho individual; oferecer oportunidades de desenvolvimento (inclusive, oportunidade para que o jovem se torne líder); dar feedback contínuo; cultivar o respeito mútuo; ter mente aberta para ouvir sugestões; mostrar que existem diretrizes e objetivos claros a serem seguidos; não valorizar em demasia a hierarquia; autenticidade; mais colaboração; e firmeza na comunicação. “Mostrar que a tecnologia pode ser um condutor importante para guiar a cultura da empresa é uma postura muito admirada pelos jovens funcionários”, acrescenta Tolovi Jr.
Recrutamento & contratação
No tocante a estratégias de recrutamento – um outro ponto relevante nesse ambiente multigeracional –, o interesse pelo desafio e a flexibilidade tornam os “Ys” mais atraídos por empresas que apresentam claramente as oportunidades de desenvolvimento profissional. É importante que as empresas utilizem ferramentas como YouTube e blogs, além de envolver profissionais “Ys” nesse processo de seleção de novos talentos – pessoas que possam oferecer mais autonomia aos novos “recrutas”. As empresas cujas marcas que têm como atributo a imagem associada a “fazer a diferença”; ter flexibilidade; atuar com respeito ao meio ambiente; possuir cultura de colaboração organizacional; valorizar a informalidade; e ser inovadora saem na frente na preferência dos jovens profissionais.
Andrea Veras, diretora de Marketing e de Desenvolvimento de Liderança do Great Place to Work® Brasil, salienta que o papel dos líderes é essencial para a adoção de práticas motivacionais destinadas a equipes multigeracionais. “Para inspirar a melhor performance dos talentos de ambas gerações, as empresas precisam oferecer um ambiente baseado em práticas que cultivem a confiança e que construam uma nova cultura. E cabe lembrar que os líderes devem agir como agentes dessa transformação corporativa”, afirma a executiva.
Great Place to Work®
Fundado nos Estados Unidos há mais de uma década – por Robert Levering e Amy Lyman – o Great Place to Work®, empresa global especialista em ambiente de trabalho, conduz a pesquisa Melhores Empresas para Trabalhar em 44 países. O resultado da pesquisa é baseado na avaliação do nível de confiança dos funcionários, em cinco dimensões: Credibilidade, Respeito, Imparcialidade, Orgulho e Camaradagem e nas práticas de gestão de pessoas das empresas.
Do ponto de vista gerencial, um great place to work é uma organização que…
1. Atinge seus objetivos (Inspirando seus colaboradores; Falando a verdade
com todos; Escutando com sinceridade);
2. Com pessoas que dão o melhor de si (Agradecendo o bom trabalho; Desenvolvendo pessoas e profissionais; Cuidando dos indivíduos):
3. E trabalham em equipe (Contratando com foco na cultura; Celebrando as conquistas; Compartilhando os resultados)
… em um ambiente de Confiança
Com a missão de construir uma sociedade melhor, ajudando as empresas a transformar o ambiente de trabalho, o Great Place to Work® acompanha de perto as tendências no campo da gestão de pessoas em todos os países em que atua e oferece serviços de consultoria, pesquisas de ambiente organizacional, palestras, seminários e eventos.
Fundado no Brasil por José Tolovi Jr. – atual CEO Global do Great Place to Work® Inc. –, o Great Place to Work® desenvolve no País as pesquisas Melhores Empresas para Trabalhar – Brasil (em parceria, na área de divulgação, da Revista Época, da Editora Globo); Melhores Empresas para Trabalhar – TI & Telecom; Melhores Empresas para Trabalhar – Rio de Janeiro; e Melhores Empresas para Trabalhar – Campinas e Região. Mais informações: www.greatplacetowork.com.br e www.gptw.com.br.
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